
Cordas serpejando das nuvens metamorfas,
um colorido espiralando nos olhos do gato,
onde o miado puéril é acompanhado pelo alaude do sapo,
danço com vestido rodado,
com olhos nas mangas de bordados ondem observam o astral.
Raizes brotam das plantas dos pés,
se deslocam harmonicamente pelo solo térreo,
tira dos nutrientes revigorantes,
elixir da alma dada pelo sol e água,
da boca Divina,
lingua de menina bifurcada e lásciva tocando minh'alma,
doce e salgada,
amargo prazer bem dosado,
feito gangorra,
que impulsiona e voa,
no céu de passáros sereias,
cachorros baleias,
lagartas conterraneas de taturanas,
sombrancelhas de rei.
A fumaça de nossas bocas crianças ,
pequenas e gordas formam caminhos profundos,
portais de outro mundo,
onde danço no teto,
você com desazo rindo do chão.
Desmanchando a cizânia,
oferta tacanha,
veneno da alma,
destruidora de ser.
Um vômito colorido,
citricamente um labirinto,
anacoluto ácido,
pesadelos de plásticos,
com linhas anís ligavam o cordão umbilical dos castos.
Perro y gato ,
sereno e telhado,
bailando na sinfônia do céu.
A alma revirada ,
amassada,
amarrotada sem laços de cetim,
transborda calor derretedor de ferro,
o gélido na nuca é o que mantém os lábios carnudos de desejo,
loucura sem medo,
sacolejo de lampejo dos raios da pecepção.
A luta do bem e do mal,
sai um tango talhado em metal,
das escrituras impronúnciaveis dos mortais.
Agora não sei,
vivo o agora,
segundo atrás era rato,posso ser sapato,
ou pato,
mas acabei de virar rei,
agora não sei,
presente eu serei.
Äpathie Dread

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