
Domingo,o mais inesperado dia da semana.
Tão decadente em minha infância.
Odiava este dia "sagrado" que tanto falam.
Era monótono uma vez que estava nas dependências limitadas de meus pais,
podendo apenas submeter-me ao gosto deles.
Tudo fecha cedo,tudo está morto,nem uma alma viva na rua depois da 13:00.
Odiava quando me encontrava em casa,os amigos saiam para almoçar na casa de parentes e eu lá em meio aos brinquedos que debilmente encontrava-se inânimados no Domingo,
pareciam que eles também estavam em dia de folga para estimular a minha imaginação e brincar comigo.
Faustão,Gugu e por ai vai. Chorava,literalmente eu chorava ao ver que só tinha as imposições alienantes na tv,eu acreditei por um longo tempo de minha infância que Domingo universalmente era assim:
Um dia torturante,anunciando a folga do aperto semanal junto a chegada da fria e insensível segunda-feira,com programas educativos e interessantes a manuntenção de controle à massa como : Faustão e Gugu,em seguida Fantástico onde encerraria as cortinas do espetáculo sádico dominical.
Ao crescer vi que,assim como todos os dias o Domingo é você quem faz. Mas constatei que vivenciei uma parte forsosa da alienação da classe baixa de periferia de São Paulo,onde na alienação se condicionam a dormente e mórbida sensação de folga semanal.
Ps: Samael tu fez meu início de domingo resplandecente,gosto de ti mais que ontem,e amanhã acredito que mais que hoje.

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