domingo, 27 de setembro de 2009

Esquiva


Todo mundo quer amor!

Ou eu estou errada?

Presumo que não!

No cotidano me deparo com a frieza e a aspereza do seres humanos quando você demonstra afeto para com eles,geralmente as pessoas estão mais fechadas,repelindo qualquer manifestação profunda e pura de carinho,chega até fazer as pessoas a qual manifestam este afeto sentirem-se mal,como se estivessem infectadas com um virús mortal e asqueroso.

Chega a aura da pessoa parecer dura,não aquela coisa sedosa como algodão esfumaçada como sonho,ela se torna dúctil.

Quando criança ,interpretava o abraço como uma forma de apertarmos tão forte a pessoa e encostarmos o nosso coração no dela,a ponto de sentir a mesma vibração,a mesma conexão,e que ficasse explicíto neste ato a importância que a pessoa tinha,e que as sensações fosse transmitidas de um coração ao outro,que nem carimbo. Mas hoje,vejo muito adulto com o peito fechado a cadeado.É triste. A gente quando é criança , fala tanta coisa espontaneamente,desde besteirinhas até uma crítica ou elogio,ao tornarmos adultos acreditando sermos mais fortes passamos a usar máscaras,nos tornamos retardadamente desprotegidos,utilizando de coisas e sentimentos corrompidos para nos safar do que é intenso e verdadeiro,pois desaprendemos a arrecadar pureza,desgarramos da mão da liberdade e espontaneidade,o ego já apita,às vezes nos tornamos chacais.

Quero abraço,quero beijo,quero palavras de "Eu te amo",quero falar ,transmitir,sentir e fazer sentir,e tudo isso sem medo, sentir vivamente, expandir minha alma,álias, nossas almas.

Sinto pelos outros,mas abro mão,pedindo demissão desta vida de pseudo-adulto,de pseudo-espiritualizado,e humildemente me rendo a aprender com as crianças ,os animais e com o universo.



Äpathie Dread

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Asas


Minhas costas...

O que será que está havendo com as minhas costas?

Sinto algo querendo rompelas com ternura,

algo natural que tem que sair.

Me sinto leve,sem peso em meus ombros.

O espelho que tanto eu virava o rosto,

hoje passo de relance sem teme-lo,

em breve poderei olha-lo.


Minhas costas...

O que será que deve estar havendo com elas?

Pulo desta janela deste quarto que me aprisiona,

piso na terra,

estou real,

após séculos aprisionado no "não entender"sou real,

porém éterea,

como meus pensamentos,

tortos,inigualáveis e incalculáveis.

São meus,simplesmente meus,

brotam sem inventar,

vem que nem a loucura sem ser chamada à porta,

que entra,

senta-se à mesa,

e quando não darmos conta estará frequentando nossa casa,

e dormindo conosco em nossa cama.

Minhas costas,

saem asas,

com elas,
desprendi-me da apreensão de pular,

e me jogar,

desta janela de tela de um futuro quadro,

que eu que irei pintar.


Äpathie Dread

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Gorgone


Uma agônia de 09/09/2009=999 (Carta a quem amo)


Você acredita que estou querendo chorar,me descabelar,perder o controle,me lavar em lágrimas,e tirar toda a agônia de mim?

Mas não consigo,e hoje estava vendo que não só eu estou assim,mas muita gente.

Estamos nos tornando apáticos,indiferentes e egocêntricos com nós mesmos,e com o sentimento alheio. Ai me vem a cabeça,-"Mas que diacho de busca em igreja,templo,meditação,se o amor está "inside"-dentro de nós,e quando temos medos por algum impecilho ou conflito passado,o trancamos nos apegando a tudo que é carnal e superficial,procurando "beleza" superficial em rostos bonitos,em sexo,em bebidas,alteradores de consciência(fuga),passeios(rolês) loucos,pessoas "interessantes",mas o "feio", o simples,às vezes pode ser imensamente colossal !?"Nós estamos nos tornando sub-humanos dependentes da degradação como uma venda para não nos olharmos,e não evoluirmos nesta terrestre ilusão,se não, que nem a Medusa o efeito é tornarmos pedra.

A vastidão do sub-incosciente torna-se incompreensíveis a nossas ações para com nosso consciente questionador.Porém está refletida em nossas ações,onde o próximo com maior nítidez pode observar. Vejo medo em muitos olhos,muito medo de viver e com a audácia e impeto fazer rupturas em imposições tradicionais familiar ou social. Poxa,faça com respeito e consciência sem desacato ao próximo e a ti mesmo o que puramente faz seu coração reverberar. Ame quem te ame poxa,pois tenha certeza que não irá te machucar,abra-se,não perca mais tempo com buscas inimagináveis,lúdicas,transloucadas,que podem nunca vir,até o ato da busca as vezes é um curso natural do vir,acontece, não se é forçado,é natural como todo processo independente de seu grau. Mas viva o que tem a te embalar nos braços agora,pois pode ser transcedentalmente enriquecedor ,e lindo.Seja... Viva e sinta.Sem receios,ou máguas,pois seria fraqueza se esquivar.

Dê-se uma chance para abrir os olhos,os chakras,a sensiblidade. Tornar-se forte dói os músculos da alma,é normal.

Mas renegar o que há de bom que o mundo,e quem te ama tem a lhe oferecer e envolver é viver a míngua,é viver zumbizando em um eterno vázio de loucura e caos camuflada com a hipocrisia e o egocêntrismo de ti para ti,e de ti para o mundo.

Te amo,só quis compartilhar desta análise que está me incomodando. Pois vi isto em ti depois que nos voltamos a nos falar,e vi que tenho minha parcela de contribuição nisso,porém não sei e não consigo viver neste meio como muitos cegos que fingem ser o que não são,para dizer que está tudo bem e que não estão nem ai.Não leve a mal,ao invés disso,absorva! Não é humilhação ser você e expôr sendo e vivendo o que sente,cheguei a pensar que estou me humilhando,mas não estou não,este mecânismo derrotista e egóico,desta vez não irá me pegar.



Pax et Lux




Äpathie Dread

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nó ( Regular amor é pecado)



Eu preciso de amor se não eu vou morrer,

mas antes eu vou pirar,

me perder de mim mesma,

perder o sentido de tudo por completo.

Está todo mundo fechado,fechado e fechado.Que saco!

Aonde ,quem,como posso manifestar todo amor que há em mim ?

Tanto amor em abundância para dar a outro ser,

e receber de outro ser.

Anda tudo e todo mundo doente,

com carência e medo de se abrir.

O mundo anda tão hostil aos portadores de sensibilidade,

as pessoas se ferem chorando,

mas no rosto não cai nenhuma lágrima,

mas o coração sempre partido ao meio ou em mais pedaços,

sempre o medo,
o velho medo.
Não me chame de piegas se há também sentimento em seu peito,
não deboche pois de sua latência vai ser pior quando aflorar,
aquilo que se és forsosamente reprimido te mata quando vem à tona,
ou pelo menos te faz sofrer ,
colocando sua alma de joelhos de frente para si mesmo em sua derrota.
Uma dor lacinante e cortante do desprezo do seus próprios olhos,
onde não poderás fugir ou fingir...
por ter sido covarde e não poder mais voltar atrás.

O medo onde quem o possuir ele tirará as oportunidades do presente.

Por que almejastes algo tão distânte,talvés inalcansável ou inexistente,

em vez de viver com o que tens ao seu lado a te oferecer?

Tu quer não querendo,

come não comendo,

transa não transando,

pega não pegando,

e sempre ausente de amor,

no final sempre procurando fazer amor.

Por isso o vazio e a incessante busca.

Déficit emocional deploravelmente vil e gélido.

Cortante estalagnites de insegurança n'alma.

Me ridiculariza chamando-me de drámatica,

mas tu sofres mais,

e finge nesta máscara politica não sentir nada.

Na "buena",na "Nice"; -Tô de "boa". Não,não está!

Me fale qual coração não é carente de amor nesta era de KaliYuga?

Aonde ansiosamente aguardamos a dança de Shiva para a tal destruição,

tanto sofrimento que sentimos vontade de corrermos pelados,gritando e com as
mãos para alto.

Se liberte,

se joga,

beije a minha boca pois dela ofereço o meu amor,

em troca peço-lhe que abra o seu chakra do coração novamente,

abra seu peito,
me dê um abraço e me ame.

A gente está perdendo tempo.
E a vida é curta.


Äpathie Dread



Ps: Este poema ofereço a pessoa que amo,e que quero refazer nosso tempo e nosso uno templo de reciprocidade de amor ,porém ofereço a todos que sentem necessidade de amar e serem amados.Regular amor é pecado!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sarna


Não estou sentindo fome,

isto é estranho para quem comia demais.

Sinto sono,mas não durmo como antes.

O sol que irradiava em meu abdômen se apagou,

sinto frio e um nó cegamente dolorido em meu vishuddha,

não sinto mais sede,

respiro com dificuldade,

acho que vou enlouqucer.

Não ditem as minhas ações,

parem de narrar meus movimentos.

Explodiria em caos virando particulas de poeira cósmica,

Ego,ego,ego e ego.

Ficaria sentada,calada e de olhos fechados,

fazendo este caos implodir em mim.

Ego,ego,ego e ego.

O que eu faço? O que eu sou?

Estou prestes a enlouquecer neste involúcro invisivel que prende meus membros,

O que eu faço? O que eu sou?

Minha nuca dói,sua frieza e desagrado pingaram como ácido em meu terceiro olho.

Não sei o que eu sou,muito menos sei o que eu faço.

Saber que me ama e que quer esquecer de mim,

é me dispor a vegetativa vida com esperança a eutánasia,

clamando pelo fim de uma alma ardidapior que queimadura de terceiro grau.

Dramática,

Reumática,

Sarcástica,Flácida,

Asmática e Pulmonática.

Tantas formas perjorativas a me atribuir.

E tanto tempo perdido por nada,

só para viver nos destroços desta explosão,

enquanto um portal transferiu aqueles que julgou ser melhores que eu,

para se salvarem.

Desapegue! Mas como?

não estou enchergando nada.

Tenho medo de cair da ponta do abismo.

Tenho ciúme,Tenho sangue,vermelho,de tão escuro chega a ser negro.

O mesmo que caistes em seu rosto branco ,

o mesmo que saistes de tua cabeça, o mesmo que saistes do desenho que fiz em teu braço,

o mesmo de meu coração com o nosso suposto fim.

Estou com hemorragia na alma,

não sendo consequência de um ciclo fértil e saúdavel.

Nos colocaram nesta arena,e nós,como dóis bonecos retalhavamos nossas almas.

Do que adianta falar?

Não vai mudar nada.

Ou vai?

De novo a esperança,sárcastica e mórbidamente sagaz me expondo ao ridiculo.

Porque tanta importância?

Nascidos no mesmo dia,

no mesmo hospital e registrados no mesmo cartório,

pra ti não te significas nada?Nada!!

Acredito que não,

pelo seu empenho ao desapego doloroso ,

forsoso e irrealmente hipocrita,repressão.

Quando pega-se fogo,é só virar as costas sem tentar compreender.

Se importa mais em buscar uma nova mulher ao seu lado.

Não sabes viver só,

qualquer uma serve,

colocando nela peças de sua imaginação,

para ficarem próxima a sua musa abstrata convertida em matéria.

Tenta nelas achar a mim.

É mais fácil que tentar resolver,

ver aceitar e crescer.

Perder o medo sabe?

Creio que não!

Meus gritos foram de socorro ,ouvistes?

Ouvistes a mensagem do atalaia?

Não,destes as costas.

Estou chegando a exaustão,estou pendendo à ausência de sentimentos bons.

Não sou nada,

apenas uma página a ser virada,

como se nunca tivesse sido vista.



Äpathie Dread