quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Amadorista.


Se eu morresse o que você faria?

É você mesmo,não olhe para o lado.

Encare a minha indagação.Hey! Encare-a

Fiz planos de evoluir-mos juntos,crescer-mos,desenvolver-mos e morrer-mos juntos.

Aliás morrer não,nunca se morre aqui,apenas abandona-se o corpo.A anterior é uma afirmativa errada,de um mal hábito cultural.

Eu não estou querendo dizer nada com isso,pois já estou dizendo.

Hey! não fuja,responda a questão!

O que você faria se eu morresse?

Sentiria ainda aquele amor que diz tanto ter.

Choraria por comiseração ou pela perda de um grande amor verdadeiro?

Ou pensaria em reviver-me,para pagar todos os meu pecados contigo?

Eu já chorei tudo o que tinha que chorar hoje,escrevi e falei tudo o que sentia.Fui transparente de mais,é o meu castigo,onde agora todos vêem o que há dentro de mim,e não posso mais me esconder.

E você se preservou de mim,não quis que ninguém soubesse de nós. O que teme,o que te faz tremer?

Por isso vou-me embora,para um retiro espiritual no "Além".

E quando tu acordar e não ter-me mais ao teu lado na cama,não ouvir minha voz ao telefone,não receber mais as minhas cartas e chorar você, para liberar sua dor,vais então,aliás vais talvéz perceber a minha ausência.

Indolência de um ser famigeradamente ferido.

Ostracismo mór prolixadamente expressado por um gago.

Deliberadamente desamor,deliberadamente amadorista,deliberadamente sádica e deliberadamente resevada.Para não se machucar de novo,e de novo e de novo...

Pois assim não existirá mais coração.

Eu só queria ser normal.

Amar como uma pessoa normal.

Ser sem graça.

Careta .

Amar babacamente,amar e ser amada por ti,como mulher,tua donna.

E ter a certeza que nunca vais morrer ou me abandonar.

Pois eu te amo...



Äpathie Dread

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Um robô com crise existêncial


Estranho hoje em dia obter uma reação,ou uma ação naturalmente humana.Nessa metrópole industrializada,cinza,rodeada de máquinas,que quebram e constroem,ou quebram e destrói,você acaba se sentindo como uma delas.

No trabalho somos dissimuladamente desprovidos de respirar,temos que fazer aquela produção em série,tempo=dinheiro.Só sendo máquina,pois o ritmo desta produção está cada vez mais gradativa,e a exploração maior.

É estranho,mais quando por um instante percebemos esta deturpação,vimos que arrecadamos algum tipo de apatia. Estamos regrados,educados,alienados e acostumados com isso,apesar de alguns flashes de inconformismo,e uma tentativa de extipar isso,mas com alienação,ou necessidade tamanha de sobrevivência(É pois daí tiramos a nossa sub-sustentação explotrativa),pois temos que comer,vestir,pagar contas,quem tem filho tem que zela-los,enfim,manter-nos,pensando ter uma "vida pessoal",por um momento, acreditamos que temos livre arbitrio e somos livres,sendo que estas "horas do break"-vida pessoal- é só para "descansar-mos" e dar -mos continuidade a mais uma bateria de tripalium.

Só que tem uma hora,que a biologia,o sistema nervoso,sei lá,algo de interior ,cósmico,verdadeiro,transforma este pinóquio de parafusos em um menino(ou menina) .Alguns, após acordar desta alienação sentem raiva,querem quebrar tudo,se revoltam pelos anos perdidos,outros ficam numa posição mais depressiante,de tão sugado que foi,só lamenta,se sente iludido,e sem razão para viver,pois acostumara a este modo que fora educado.

Como isso é horrivel.

Por isso optei em ser um "robô" que está desentarrachando suas peças,se auto-destruindo,para que com minhas peças novas,e um novo "chip" eu possa fazer o que eu realmente quero,e não o que a Mama Capitalista manda.É tudo orgânico.Eu, você e os outros.


Äpathie Dread

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Suicidio Involuntário


Eu estava sentada na parte de trás do carro,era um táxi.Minha colega de trabalho estava ao meu lado.
Estava muito cansada,eram mais ou menos 00:25,o sono vinha em minhas pestenas pesa-las.Meu corpo estava sumindo aos poucos.Nem percebi.

Vi o rosto dele,e os cabelos dele roçando em meu rosto,aquele amarelo Icterícia,aqueles olhos de um filhote de gato inocente,quase para chorar,mais era de pura alegria introspectiva.Lembranças da noite anterior.
Ri,acho que ri enquanto dormia,derrepente veio um pano branco no meu pensamento, que me cegava na mente,meu corpo se deixou levar de forma brusca ,contra a porta do carro,como se uma força estivesse me jogando contra ela.Se a porta estivesse aberta eu hoje estaria morta.

Agora penso,será que minha vontade sub-inconsciente de me matar,fez que eu perdesse o controle de meu próprio corpo?
Onde esta no passado era mantida na consciência, quando a ética a impédia junto ao medo,e na tentativa nova,de uma nova chance,que já fora dada antes, desci este pensamento para as 2 etapas: Inconsciênte e Sub-Inconsciênte.

Acho que de certa forma,Suicide is pailess do Nick,puxou esta coisa escondida pelas mãos.E ele achou o caminho subterrâneo,onde eu havia queimado o mapa.



Äpathie Dread