sábado, 19 de dezembro de 2009

354ª lição


Foi como se me desse uma agulha e uma linha,

o buraco da agulha surperendia-me de tão pequeno,

logo julguei que a linha para passar seria muito grossa.

Me orientou ter paciência,

ser analítica,mas minhas precipitações involuntárias,

sempre insistem em trazer consigo o imediatismo.

Suei,aliás estou suando...

Se eu forçar a linha se desfiará todinha,

e perderei a ponta que seria a mais provável de entrar,nem que seja um comecinho dela.

A pressa...

É tão dificil você querer conviver com ela,

me fez inumeras vezes passar mal ,

pela indigestão de querer engolir de uma vez só,
tudo que eu achava que viria com o viver.

Não mastiguei,

não fiz as quebras de moléculas,

não peguei os nutrientes básicos,

e de dor de estômago mais uma vez me contorci.

Ah,quando respirei,

e em um momento mais desencanado da vida,

um dedo de linha consegui passar pela agulha.



Äpathie Dread

Ps: Só sei que o silêncio de encontrar-se só,ouvindo as batidas do coração e assistindo a organização da mente e da alma.Onde do deleite de uma boa música e as mensagens que se tornarão subliminas com ela,pela minha não tão voltada atenção,é o que me faz apreciar a fase que estou de encarar meus próprios olhos,e não fugir de mim mesma.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O sexo da lótus



Como um engodo,
puxou-me deste mar negro de fúria.
Uma epifania pisciana,
numa noite a uma beira de suicidio emocional na metrópole.
Me refiz dos cacos,
ofegante ,
orgasticamente límpido como o primeiro suspiro sobre a terra,
um radiar de luz divino do chakra do coração,
onde policromatizou as púpupilas dilatadas de tanta intensaidade,
derramavam-se os olhos das órbitas,
os milésimos eram contados pelas batidas do coração,
um,
dois,
três,
quatro,
cinco,
seis,
sete,
Devagar...
Letárgico para não perder um fragmento do piscar,
com as mãos em sua nuca vi a porta da percepção se destrancar,
sútil,
do Sahashara se entregou,
pude dedilhar seu corpo que guardava todas as notas perfeitas,
forjada por titãs em seus infinitos cantos de guerra,
e lacrada pelos deuses em celebração da imensa força divina .
Não iria mergulhar neste mar?
Não pudemos pensar nem meio segundo.
a pureza bela manifestada como uma ninfa virgem do acaso,
magnetizou-nos no marco zero do agora,
fez-se exposição dos impulsos do sistema nervoso,
fazia-se visivel no escuro,
era claro até na diagonal,
o universo em ti que banhou minhas terras de relógios quebrados em barcas,
eletricamente fez-se clarão,
tudo era nítido,
ao mesmo tempo diáfano,
para amortecer a intensidade do astral manifestando-se em solos lúcidos.
A hipérbole dos mortos talvés me toma,
mas a vivácidade das pápilas ácidas tornaram-se doce,
viva! Como um grito glorioso da vida.
Análago a um ser que se desatou dos nós de fogo,
onde arrancava-lhe deste a pele pelejando em burbulhas,
safando-se do inferno,
é instanteneamente abençoado pela mãe,
ligeiro foi parar no Olimpo,
e acredito que com amor ,
o meu mundo se fez manifestação de Sarasvati em seu umbigo.


Äpathie Dread



Ps: Gratidão,Amor,Desobstrução,liberdade,evolução,tato,paladar,música,silêncio,
ar,céu,solitude,piscar,morte,renascer,vida,ciclo,aprendizado,choro,riso,grito,impaciência,correr,acalmar,ajudar,sofrer,querer,desapegar,iniciar,transmutar,conseguir,paixão,tesão,especial você se tornou,para mim,
captar,sentir,absorver,montanhas,seio e o sexo da lótus.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Coisas dos meus anos 90


Quando eu era criança eu queria muito ter um macaco. Sonhava muito em tê-lo pois ele se expressava animadamente e agia semelhantemente a um humano. Eu sou filha única,e achava que tendo um macaco ,ele supriria esta ausência de companhia de um alguém,mas seria melhor ser preenchido por um animal pois a sinceridade iria ser nítida,assim como a inocência e pureza.
Ia constantemente ao Instituto do Butantã com meus pais,via os animais,mergulhava no mundo mágico deles,porém limitador por detrás daquelas jaulas,aquários e viveiros artificiais. Acho que por uma fração de milésimos me pegava pensando "- Por que é que estão aqui?..." Mas não chegava questionar mais afundo,por isso que este pensar era como um piscar na vastidão de minha mente puéril.
Enfim,me perseguia idéia,e o sonho de ter meu amigo macaco que corresponderia meus abraços,as brincadeiras,os risos,os carinhos,beijos e mimos. E em um belo dia me enchi de coragem e pedi aos meus pais.Eles de ínicio me expuseram a limitação de conseguir o animalzinho,porém pela minha insistência falaram que iriam analisar o pedido depositando-me até esperança de concederem esta glória. Meu pai chegou até falar com um amigo dele que trabalhava numa ala que me lembrava mais um serralheria do Instituto,lembro até dele citar um cobra,um rato e o meu macaco. O amigo de meu pai falou que solicitaria ,porém seria dificil. Então ao sair de lá,e passar pelas outras jaulas,e ter captado que nos diálogos quando me referia ao macaco eles sempre acrescentavam o diminutivo "inho",achei estranho,pois meu macaco não seria tão pequeno para ser denominado como "macaquinho". Então apontei numa jaula enorme cheia de macaco rhesus e falei : - É daqueles que eu quero! São parecidos ,mas são iguais,algo assim.
Meus pai logo exclamou: - Estes macacos são bravos! Não tem nem como!
Mas o macaco que queria era dócil,via ele abraçando as pessoas na tv,rindo,desenhando,e fazendo atividades semelhante as nossas ,mas na verdade queria dizer o tempo todo que queria um chimpanzé .
Como tudo muda,hoje em dia sou adepta do veganismo. Sou contra o especismo,e sou a favor a à alternativas que substituem a vivissecção que não seja prejudial a nenhum ser.Sou a favor da liberdade,da vida,e dos amigos livres,longe de jaulas e de cárcere domiciliar.Tem os animais que residem conosco,denominados como domésticos,estes também devem ser respeitados,bem tratados e sentirem-se importantes, não serviçais dos humanos que se julgamos superiores donos do mundo. Pois para mim,todos somos UM, e a pretenção e egoismo humano só me faz crer que os reduzem a um bando de babacas atrofiados,que se acham conhecedores de muitas descobertas e concebedores de avanços tecnológicsque,mas na verdade não sabem de nada e nem das infinitas e profundas manifestações inteligentes e soberana da natureza.




Äpathie Dread

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Valvulite de escapatite do deslocamentose"


Como um segredo contado ao ouvido,

o lábio retesa-se,

as unhas vermelhas de sangue fresco,

dilaceradora de carne dos titãs,

parecia frágil,

pequena,

mirrada onda esmagaria com os pés,

porém,tinha uma voz avassaladora,

de derrubar todas as torres de seu castelo,

mundo paralelo,

insonhável,

se espalha,

se perde,

move-se andando perpendicularmente entre as arestas do vento,

sem coêrencia,

sem regras,

a manga é relógio,

seu suspiro é anel de quilates,

o certo é o errado,

e o errado é o certo.

Sem sentido,

ignorada,arde como fogo de mil sóis,

derrama-se feito lava de mil vulcões.



Dançava nua,

na ponta do nariz do padre,

que reprimia seu desejo animalesco por ela,

oprimia a sua gula,

esmagando pedaços graudos de bolos com confeitos coloridos,

dentro de sua batina.

Indisciplina,

eu não pedi para nascer,

pés descalsos no chão forrado de prego,

marcas e linhas na palma da mão,

sobre-vidas torturantes,

sofria bullying na escola da vida,

rompeu com as pupilas,

todos os seus padrões."



Äpathie Dread

domingo, 22 de novembro de 2009

Nódoas de Leumas


Eu não escrevo só porque é bonitinho,

exteriorizo o caos,
meus devaneios,

os enroscos de minha faringe,

e o gesticular frenético de agônia ,

quando não consigo nem ao menos chingar.



Eu não escrevo sobre fatos fofinhos,

bonitinhos e pomposos que nem o andar da lagarta colorida,

o bocejar do gato,

o canto do passarinho azul de peito branco,

inexistencias fantásticas criadas em minha mente,

só para me confortar.



É do romance com sua linha tênue pro fim,

a perda de algo,
a morte e o limbo,

a ausência de si mesmo,

a onomatopéia do susto antes de tropeçar,

ou cair,

num mundo étero sem fim,

que me insandece,

alivia a alma cheia,

gorda feito baleia,

como néctar que me entorpece pondo-me a escrever.



Äpathie Dread

domingo, 15 de novembro de 2009

Queimadura éterea de 6º grau


Urrrrghhhh

Ardência que me inferniza,

me traz a cólera.

me traz a ira.



Não olhe sequer para a minha direção,

sinto vontade de explodir seus olhos,

te ver fritar,

e seu sangue jorrar.



Detestável e imundo demônio,

sempre culpando os seres de vibrações mais baixas,

olhe para ti mesmo ó horrendo ser.



Pessimismo cortante,

que afujenta os buscadores de sonhos falsos,

a vida também é afogueada de tortura meu irmão,

é defloradora com falo de caos minha senhora.



Odiosa ferruada onde não alcanço as mãos,

o detestável feito de normal,

tentando sublimar,

fingir que é normal.



Lacinante que chega a lacrimejar ,

caido de barriga no chão ao tentar alcançar,

a mão esticada no ar,

os dedos entreabertos e a cara de idiota.



É raiva contida,

sonhos incessantes de nosso desafeto,

xingos em outro dialeto,

onde em pensamento é impossivel machucar.




Vou atravessar o mar,

na volta te conto o que vi.





Äpathie Dread.






Idiossincrasia molecular do ar que sai de nossas bocas em dia de frio.



Ai então,

ele de uma maneira horrivelmente débil,

me lembrou muito o detestável jeito do meu pai.



Desconfortável,

falei que me sentia engasgada,

e então ele disse:

-Enfia o dedo na garganta.



Um ceifador que vibrou a linha da minha vida,

não rompeu-a porém provocou um abalo sísmico em minhas terras.


O fraco,

querendo transfigurar sua fraqueza àquele que é forte,

sensivel,

porém forte.


O fraco,

limita-se àquele que com suas grosserias se acha inatingivel,

com seu escudo de áspera dor,

de dificuldade de manifestação de carinho,

e de incondicional amor.


Não sinto mais em minha boca aquele néctar dos Deuses,

está tudo tão insipido.

Não tornou-se inodoro,

pois sinto todo o cheiro desta impiedosa podridão.



Eles têm prazer em me ver gritar,

e hoje em dia por manter-me muda,

eles me odeiam.


Mais,

cada vez mais.

Minhas cordas vocais somem,

pois chegaram a exaustão,

de dar importância a esta infatilidade demoniaca dos ausentes de si mesmo.



Um desprazer pregou-me ao fundo deste caixão,


fechado inibindo-me a visão do sol,


do conforto pedi ao estar entre sono e despertar,


que Deus me levasse pois estava cansada desta vida fatídica.



Queria apenas dormir meus eternos "mais 10 minutinhos",


livrar-me da roda viva de repetições insignificantes,


de palavras já ditas,


de sentidos repassados de geração a geração,


e de histórias já vistas.







Äpathie Dread.




segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Por falta de título eis uma onomatopeia:- Aff!


No cotidiano me deparo com tantas besteiras que as pessoas proporcionam a si mesmas sem saber. Elas quando estão dentro da situação,não tendo a ótica nítida e a impessoalidade dos sentimentos de quem está de fora,acabam agindo de forma confusa,alienante(pois tudo que você se foca inteiramente dando assistentencia somente a este assunto,algo ou alguém é alienação),e acaba tendo atitudes um pouco (ou um tanto) bobas e sem noção. Falo pois às vezes me meto em uma destas tramas,assim como amigos meus,meus pais,e até minha cachorra se brincar,acaba se metendo em estas tramas, só que no ciclo de convivencia canina,mas ai já seria outra análise em pauta.

Meu amigo que está agora aqui em casa , cuja a sintonia é a mesma que a minha,apesar de eu estar sonada,virada no dia e na noite,trincada,mas ainda com o raciocinio fluindo e apesar das brisas naturais que a diversão saúdavel me proporciona alterando minha consciência,ele me falou algo que bateu de acordo com o que penso:


" Estou com preguiça das pessoas,quero que todo mundo morra,menos eu ,meus amigos e minha familia. Descobri que não faço novas amizades por preguiça das pessoas,investir em novos relacionamentos em geral vai muita energia"

Considerando que ele falou com uma preguiça imensa,e expressou por mais que possa parecer arrogancia,mas uma enorme fadiga ,vi que realmente é cansativo,devido as pessoas terem algunas conceitos e vivencias diferentes do seu,e você tenta ter jogo de cintura para conviver,mas cansa desta masturbação social. Quando é uma pessoa,ou pessoas que tem algo no étereo,ou sei lá de outra vida que bate a sintonia,o respeito,carinho e afinidade, flui melhor e tende a ser mais solido e duradouro. Sei lá,andamos cansados de convivências efemeras e estagnantes,queremos algo duradouro,e que tenha trocas equivalente,e que seja divertido,de estresse já basta o mundo. Mas antes de mais nada que haja prazer em estar com o próximo e que reverbera a alma a companhia pela essência da tal pessoa(s),não sendo apenas um mero apego por não ter conhecido vivamente algo intenso,diferente do convencional,real e que mude a nossa vida.


Enfim,este meu amigo me passou um texto do Arnaldo Jabor,não costumo postar nada de outrem aqui,porém após ter lido ,e ter tido a nostalgia de ter visto uns amigos e ter tido vivencias consistentes e prazerosas com eles ontem,e ter me deparado com uns desconhecidos em baladas e analisado cruamente ,como se estivessem desligado o som, mas as pessoas dançassem e flertassem como se não tivessem notado,você vê a ausência de sentido e impessoalidade, e o quão vazio tudo é quando não se tem um laço,nem que seja no espiritual, onde algo te impulsiona a conhecer melhor este outro ser"desconhecido".



Äpathie Dread


Anacoluto:






Ser Adulto !!!Arnaldo JaborSempre achei que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:- 'Ah, terminei o namoro… '- 'Nossa, quanto tempo?'- 'Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou'- É, não deu…?Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro.E não temos esta coisa completa.Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.Tudo nós não temos.Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.Pele é um bicho traiçoeiro.Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate…se joga…senão bate…mais um Martini, por favor…e vá dar uma volta.Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.O outro tem o direito de não te querer.Não lute, não ligue, não dê pití.Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.Nada de drama.Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?O legal é alguém que está com você por você.E vice versa.Não fique com alguém por dó também.Ou por medo da solidão.Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.Tem gente que pula de um romance para o outro.Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?Gostar dói.Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.E nem sempre as coisas saem como você quer…A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.Na vida e no amor, não temos garantias.E nem todo sexo bom é para namorar.Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.Nem todo beijo é para romancear.Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.Enfim… Quem disse que ser adulto é fácil?Pense nisso e reflita....
Arnaldo Jabor

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Epifania ritmica do tempo/espaço divinamente espectral brotado do grão de feijão.


Cordas serpejando das nuvens metamorfas,

um colorido espiralando nos olhos do gato,

onde o miado puéril é acompanhado pelo alaude do sapo,

danço com vestido rodado,

com olhos nas mangas de bordados ondem observam o astral.

Raizes brotam das plantas dos pés,

se deslocam harmonicamente pelo solo térreo,

tira dos nutrientes revigorantes,

elixir da alma dada pelo sol e água,

da boca Divina,

lingua de menina bifurcada e lásciva tocando minh'alma,

doce e salgada,

amargo prazer bem dosado,

feito gangorra,

que impulsiona e voa,

no céu de passáros sereias,

cachorros baleias,

lagartas conterraneas de taturanas,

sombrancelhas de rei.

A fumaça de nossas bocas crianças ,

pequenas e gordas formam caminhos profundos,

portais de outro mundo,

onde danço no teto,

você com desazo rindo do chão.

Desmanchando a cizânia,

oferta tacanha,

veneno da alma,

destruidora de ser.

Um vômito colorido,

citricamente um labirinto,

anacoluto ácido,

pesadelos de plásticos,

com linhas anís ligavam o cordão umbilical dos castos.

Perro y gato ,

sereno e telhado,

bailando na sinfônia do céu.

A alma revirada ,

amassada,

amarrotada sem laços de cetim,

transborda calor derretedor de ferro,

o gélido na nuca é o que mantém os lábios carnudos de desejo,
loucura sem medo,

sacolejo de lampejo dos raios da pecepção.

A luta do bem e do mal,

sai um tango talhado em metal,

das escrituras impronúnciaveis dos mortais.

Agora não sei,

vivo o agora,

segundo atrás era rato,posso ser sapato,

ou pato,

mas acabei de virar rei,
agora não sei,
presente eu serei.



Äpathie Dread

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Inércia externa e combustão interna


Meu coração está hoje como um coquetel bem mal-feito.

Alcool isopropílico,

Choque,

Medo,

Dor,

Rancor,

Raiva,

Desconfiança,

Esperança,

Tânis,

Mandrágora,

Fel,

Conflito interno,

Bem,

Mal,

Chumbo,

Enxofre,

Bactérias devido a mão suja,

Abstinência,

Insatisfação,

Perda de desejo,

Repulsa,

Aversão,

Dia de chuva onde se é pego desprevinido no meio do nada sem condução.

Fora de alguém que você ama,

Ausência de si mesmo,

Uma vida que não é minha vida,

Comoção sem reciprocidade,

Descrente de amor.


Colocado os ingredientes em um liquidificador de sobresalto,

cujo as lâminas são hostis.

O conteúdo recepcionado em uma taça gélida de

imposição de não aproximação social.

Bebi forsosamente ,

minha boca cedeu ao soco,

o soco de amargura,

que de inocência não queria ofender-te.

Pensava que tembém estava brincando.

Você é dor,eu amor,

Não me culpe se eu me afastar.

És dolorido que nem porradas em dia frio,cujo a pele está sensivel e a musculatura desprevinida.

Sei lá...

Estou confusa...

O choque do quase tiro do homem da lei,mudou algo em mim,

Vi que preciso me encontrar.

Não me sinto bem mais em nenhum lugar,

Fui drenada e passastes caracteristicas suas,

espero que tenha drenado a minha compaixão,

para amolecer esta sua dureza.

O mundo não gosta de pessoas tristes,

por isto nesta minha estação do meu ano astral,

se afastaram de mim.Mas não vou agradar ninguém,

sem paciência para masturbação social,

me deixa quieta.

Não acredito em mais nada.

Me deu vontade de fazer uma merda,

encher a cara de drogas,

e comer chocolate.

Andar em um carro em alta velocidade com o som no último volume,

ouvindo "The end" do The doors por falta de opção de uma música melhor,e por ela ser simplesmente a retratação do fim de algo,

e enfim me jogar de um precipicio.





Äpathie Dread.



Ps: Sei lá... Afasia. Estou agôniada,tá me fazendo mal,mas não posso contar com ninguém,não entenderiam...Tô passando mal,só sei disto.

sábado, 24 de outubro de 2009

Lila contrapondo a necessidade de alterador espiritual da mente,onde do cinza do caos foi o surreal exemplo divino de escolha.


São Paulo,23 de Outubro de 2009.

Em plena Liberdade,bairro do centro de São Paulo, foi onde fizemos parte espontaneamente forsosa de uma brutalidade.

Eu e uma amiga estavamos andando,conversando sobre coisas da alma,analisando nosso eu interno da forma mais humilde possível,compartilhando das coisas boas e construtivas que a simplicidade do universo estava nos dispondo,tentando ter jogo de cintura em pleno cinza de pedra,buzinas,gritos,pessoas que parecia bonecos de corda condicionadas pelo sistema e bloqueando a energia vital e transmutante que possuem para serem livres e amarem uma as outras. Enfim,andavamos rindo compenetradas em nossos assuntos pois eu e ela nos entendemos espiritualmente bem, a ponto também de às vezes não precisar detalhar o expressar,pois no étero estava a mais perfeita descrição recepcionada uma a outra.

Perto da gente na calçada havia um menino de aproximadamente 11 para 12 anos condunzindo sua bicicleta calmamente e distraidamente em um dia de sol.Derrepente,um barulho estridente de raspar de pneus no solo em cima da gente,uma porta violentamente sendo batida,e um grito bruto e violentamente opressivo nos chamou espantosamente a atenção. Viramos para ver,era um policial alucinadamente agressivo,vinha vindo com a arma em punho apontada frenetricamente ao menino ,o menino foi jogado da bicicleta, onde esta foi parar ao lado com a famosa "bicuda" ,que foi violentamente efetuada. A criança estava em choque e nós também,pois à medida que o policial abordava ele,impondo ao menino para parar e ficar rendido,o garoto sentado ao chão que se desequilibrara devido ao susto, estava paralisado,e o policial gritava,os olhos parecendo que estava no mais baixo plano de ótica captando sanguinareamente um motivo para atirar.O estardalhaço foi tanto,que ele olhava para a gente e por nos vestirmos e sermos incomuns onde ele parecia suspeitar que estavamos envolvidas com algo,pois até então estavamos na mesma calçada e andavamos mais ou menos perto da criança enquanto desciamos a rua.Com isso a minha amiga me puxava com o medo que eu e ela levassemos um tiro-proposital ou acidentalmente- daquela arma engatilhada sendo chacoalhada frenéticamente nas mãos do policial em um desequilibrio tamanho,pois ele ficou perto da gente,empurrando o garoto,gritando,agredindo,a arma aproximadamente na direção de nossas cinturas conforme ele vinha para cima do menino, nós nos desvencilhamos,mas ao mesmo tempo petrificadas com esta ação maléficamente surreal e traumática.

Ao sair de perto me senti fraca,desnorteada,dreanada e com um peso negativo e reboar de gritos condesando a minha volta,pois um segundo antes desta repentina explosão de carga negativa do astral,digo isso pois acabou parecendo que este ocorrido ruim tinha forçado uma passagem de outra dimensão entrando brutalmente em nosso mundo,eu havia acabado de fechar a boca para falar que ,me sinto hoje em dia um peixe fora d'água em São Paulo. Que eu me sentia ausente de casa,que aqui não é meu mundo,tudo agride a maneira de eu me manifestar .Estou em outra busca,aqui não dá,como diz os artesãos de rua e o pessoal que curte Reggae,aqui é Babilônia.Ao olhar para o lado e vendo o carro da policia,vi outro menino assustado sentado no banco de trás com cara de que " não sei como agir se eu tentar falar em minha defesa posso morrer.Corro?choro? Não sei.",este parecia-me que tinha uns 13 anos,choquei.

Não sei o que irei fazer a partir de agora,pois violência tem em todo lugar,mas aqui é chamariz,pois é uma cidade bem futurista segundo a vanguarda européia: Tudo,agora,ao mesmo tempo,já! Mas só que de forma regressa, ilusória e egóica,onde se salvam poucas execeções. Mas que tenha um lugar ou outro "bacana",não dá mais,pois este "bacana" torna-se êfemero.

Acho que isso me mostrou que devo ir realmente embora daqui,pois para mim tornou-se um ambiente estagnante,me sinto presa,improdutiva para o mundo ,não estou feliz.

Me sinto travada,não consigo mais interagir com as pessoas,e por mais que elas se atraem pelo modo que ajo e penso, acham que sou louca, por estarem bem enraizadas com a alienação daqui. Amigos que consigo ter trocas estão indo embora,minha rotina aqui dizendo que não está sendo vital permanecer.Para alguns podem parecer covardia,pois o lance é transmutar no caos,penso assim também,porém transmutei muitas coisas aqui,mas como sigo o caminho do meio,o cinza,preciso da paz agora,da natureza,de um lugar que realmente consigo pensar sem intervenções de frequência baixa,e que principalmente consigo aplicar das coisas boas,para mim,para você,para ele,para ela e para todos.

Ah não!Decididamente agora parto,pois aqui me sinto em um Umbral.



Äpathie Dread

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

No chá me vêem mãe ,me personifico em útero e o tempo faz germinar.


O ímpeto transcrito em minhas ações:

Kin 64, Semente Cristal Amarela

Eu dedico-me com o fim de focalizarUniversalizando a percepçãoSelo a entrada do florescimentoCom o tom cristal da cooperaçãoEu sou guiado pelo poder da inteligênciaSou um portal de ativação galáctica, entra por mim


"Comunico a cooperação para semear a Terra com liberdade."



Logo ao observar desta semente,
e me ver como uma,
vejo o peso de meu karma.
Às vezes o solo é duro,
não contribui.
Não há picareta nem inchada.
Se há amor,
tenho que sacrificar as mãos abrindo lacunas.
Deixar o ego de ladinho,
me sacrificando um pouquinho por amor,
para "nanar" nos braços o irmão doente,
e dar amor a alma carente.
Abrindo a terra em ti,
abrindo a terra em mim,
deposito minha semente,
floreia,floreia,floreará.
Regue-a de pureza e expandirá.


Äpathie Dread.



Ps; Vou sumir para me encontrar,é preciso. Última postagem com carinho.

Muro


Medo?
Não!

Apego!?

Também não.

O que é então?

Não sei...
Presumo que seja conveniência.
Hummm...
Indecisão,de dois só um.
É. Pois é.
Desculpe mas não tenho a vida toda para esperar.
Mas...mas...
Gosto de ti,mas tenho um caminho para seguir.

Eu também gosto de ti.
Nos gostamos né?

Tentamos?
E ela?
Não sei.
Medo?
Não!

Apego!?
Também não.

O que é então?

Tenho certeza que é conveniência.

Então tá,tchau!
Espere!

Sim?
Fica?
Por quê?
Você é importante para a minha vida.
Você poderia ser para a minha.
Poderia?
Sim,pois tu estás sem direção.
Estou desnorteado.
Afirmaria balançado.
Já teve certeza do amor?
Não sei.
apego!?
Também não sei.
Amor?
Apego?
Amor?
Apego?
Amor?
Apego?
Amor?
Apego?
Apego?
Amor!
Explendor!
Apego!
Desespero.Dor...
Insatisfação,um ciclo incompleto,
se o verme da dúvida,da atração,te cutuca.
É porquê há ausência. Não force algo que não sentes por ela,
gratidão é lindo,mas forçar-se a permanecer com alguém por dó,apego,
não é amor. Pois um homem precisa essêncialmente de sua Shakti.


Äpathie Dread

domingo, 18 de outubro de 2009

Saturnus


Sabe,o que me frustra é não poder conhecer outros planetas.

Desde criança sonhei em ir para Saturno,

Estudar o sistema solar,

era instigar a vontade de me perder e me encontrar.


Fico horas e horas in transe olhando o céu,

me vejo nas nuvens,
até mesmo na fúria de um trovão,

mas é em Saturno que reverbera meu coração.



Seria ainda menina,

ou chegando lá viraria mulher?

os gases dos anéis tonalizam meus seios,

policromatizam meus pés.



Posso ficar de ponta cabeça,

andar perpendicularmente sem cair,

cuspo vermelho cereja,

a água de minha saliva fica cor de cáqui.




Äpathie Dread




Ps: Com desejo tântrico de Samael. Ouvindo desde ontem ineterruptamente Ataraxia:

sábado, 17 de outubro de 2009

Nuvens


Observando mais uma vez o comportamento humano perante ao universo,junto a naturalidade das coisas:

O que anda me irritando ultimamente,é o fato das pessoas quererem conduzir a história alheia,boicotando as decisões livres do próximo que não vão de encontro ao delas. Gosto dos que são diretos,porém desaprovo quando envolve a conduta de indução,mas o que me causa repulsa,são os que querem dar uma de sútis. Aqueles que jogam de seus venenosos verde,para colher o puro do maduro-alheio. Sabem o que está se passando,mas quer acossar a pessoa,para que se ela ficar reprimida ou sem jeito,a única saida por debaixo destes braços que aprisionam,seria de encontro a resposta e ações que lhes convêm. Eis ai a condução forsosa à vida alheia,pois tem gente que não sabe se firmar ,ou bater de frente e sempre caem,pois no fundo para elas é mais viável. Para que criar conflito,se posso me aninhar em todos?

Tosco!

Levo a vida após passar por coisas como citei acima, como as nuvens. Ela não param,são gases, que devido as moléculas estarem separadas,elas podem se expandir e tomarem várias formas. Tomo as formas que eu quiser. Pois vi que ,por mais que seja boa a sua intenção para com o mundo e para consigo mesmo,ser VOCê MESMO,desagrada algumas pessoas.

O ser humano tem que parar de criar novelas da vida alheia,acompanha-las já pré-impondo o que deverá de ocorrer,pois como mau acostumados com a vida televisiva ,acham que tudo deve ser a enorme patifaria clichê.



Äpathie Dread.
Ps: Um texto crítico ,onde muitos resumiriam como meu querido amigo Erick: "Tem que tesourar mesmo os Zés Povinhos,bando de pau no cuuuuuuuuuuuuu",mas prefiro que não.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cnidários


Hoje sonhei que estava morrendo afogada,

dos gritos abafados pelas borbulhas vi que não poderia me salvar.

Longínqua vi a corda do teu barco,

minha pele com veias azuis tonalizadas pelo frio da água.

Era um lago verde,

e teu olhos não eram azuis,

eram cautelosos como de um tubarão,

ousei chegar mais perto receando tomar uma mordida de qualquer coisa do além,

mas de ponta cabeça estava você,

com cara de criança vendo o mundo girar,

eu via nitidamente mesmo com o roçar das algas nas minhas púpilas,

que estavam dilatadas feito botões de girassol.

Ótica .ca-ótica.

Ao som estridente e ineterrupto de um violinista sedento,

vi cortes brotar das carnes humanas,

serrote,carnes,serrote,carnes,

neste plano-contra-plano continuo,

e derrepente saiu o grito dos olhos do passarinho

era desconexo,e como um vácuo e arrastar de trilhos em um porão.

Seus olhos de lobo,e meu rosto no seu,

a boca de dente afiados,

meu pescoço ao breu ,

estrelas,

nós dois estavamos presos no mar.



Äpathie Dread

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Quarta feira do caos onde tremo com uma arma cósmica para atirar em uma ladra de destinos.


Estou atrasada 05:16am,mas não estou nem ai para horário.

Nem ai para a minha ausência como peça da máquina de fazer dinheiro.

Quero ficar e me observar com calma,

sem a pressa da necessidade alheia.

Não consigo chorar,

estou em prantos dentro de mim jogando pratos,vidros quebrados,

com a desculpa descabida de um acidente de ira,e neste percuso cortar meus pulsos,

por fora não demonstro nada,não sai,

nem uma água dos meus olhos que tudo vê.

Eu odeio odiar,

sempre mato o psicologico ou as espectativas de alguém numa hora como essas.

Viro uma bomba,levando junto o que está por perto.

Cansei de ter bondade,quero me entregar de vez a este ritual de perda de escrúpulos.

Vamos moldar a minha filhadaputagem?

Que tamanho eu uso?

Único?

Estou ardendo,

se algo me relar vou gritar,

pois a dor está lacinante.

Tinha separado cada tinta de minhas artérias em potes com adesivos distinguindo um de cada,nesta pancada cai e derrubei tudo,os vidros se quebraram e as tintas se misturam,e por ser hômogenea não consigo separar.

A qual é Deus?Seu piadista insensível,que me observas no cotidiano com esta sua cara de santa puta,para de noite quando todos os santos e anjos estiverem dormindo,vai se embebedar com o diabo. O que você quer? Não me force a ir contigo,sou abtênia.

Mas lhe digo mulher,pela interrupção que fizestes te desejo em triplo a sua desgraça! Pois como sempre, o diabo vem e alicia em forma de "donzela". Usando como vantagem a sua carência,a incopetencia de não ter te substituido e e o apego não dissolvido,sempre lembrando as boas coisas do passado,querendo destorcer o real do seu final.





Äpathie Dread

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Krankheit


Ich bin ein Schädling?

Ich habe zu verschwinden.
immer die zweite Option

Ich will sterben.

Äpathie Dread

Insubmissão


"Juro solenemente não fazer nada de bom"


Eis uma frase que me remete a um significado de insubmissão,logo explico. Para quem acompanhou a série de Harry Potter,deve ter ouvido falar do "Mapa do Maroto" de Pontas (Thiago Potter),Almofadinhas (Sirius Black),Aluado (Remo Lupin) e Rabicho (Pedro Pettigrew).Onde com este mapa eles poderiam ver todas as movimentações dos habitantes do castelo de Hogwarts e as entradas e saidas secretas do castelo,usando então como finalidade de quebrar as regras e poder explorar o oculto com suas curiosidades e audácia de meninos.

Desta citação "Harrypoteriana",faço uma analogia à vida real,onde,me indentifico com a insubmissão que estes quatro personagens,tirando o Pettigrew medroso e covarde que andava com os três só para ter costas quentes e porque também admirava seus feitos,enfim,me incomoda ver pessoas tão brilhantes se submeterem às outras não tão brilhantes assim,pelo ao contrário, mediocres até,ou a situações desconfortantes.

Tem gente que confunde muito sua neutralização com outras coisas,querendo dar sempre uma justificativa que é consideravel para ela,mas vejo somente como apego,apego a estagnação e às lembranças de algo que foi bom junto a sub-incosciente não aceitação de que já acabara,que já fechara este ciclo e que tens que se desprender dando ínicio a um novo. Assim,como de naturalidade da constância da vida,acaba perdendo BOAS OPORTUNIDADES ,de um começo de uma nova excitante e boa história.


"Malfeito Feito"



Äpathie Dread




7 dias 7 etapas e 7 lapidadas na alma

http://www.youtube.com/watch?v=6VM7AgxCsNE



7 dias,foram 7 dias neste encontro de comunidade alternativa,o ENCA.
Ao lembrar,fico em ecstasy,pois uma afirmativa que me fizeram antes de ir é que ao voltar de lá a minha vida mudaria,achei exagero,mas hoje constatei que era verdade.
Gamarra,Minas Gerais,já amo muito o estado de Minas Gerais,está no sangue,minha mãe é de lá. Ao saber que o ENCA ocorreria lá,não poderia ter sido mais maravilhoso,pois nada como se dispôr a uma experiência nova e em um lugar que você se sinta bem e em casa.
Passamos várias provações,deste de juntar dinheiro para ir,veiculos,etinerário,até permanecer 7 dias desapegados de muitos recursos viciosos que utilizamos aqui na cidade de São Paulo. Logicamente veio a desintoxicação ,em contato a um ambiente natural tivemos que nos conectar com a natureza,a mãe terra,Gaia. Tivemos que nos readaptar ao meio ambiente,foi um processo dificíl começando pela alimentação,nós nos alimentavamos de alimentos leguminosos,verduras e frutas,não havia tempero além de sal,havia comidas quentes também como mingau e chapati,bebidas eram água,chá e sucos, Ou seja,se abster de industralizados: Refrigerante,bolachas,salgadinhos,bolos,tortas,sorvete entre outras besteiras de certa forma superflúas. O corpo ansiava por esta drogadição alimenticia,almejava o complemento químico do vício que nos aprisiona ao ciclo vicioso do consumo e da escravidão. Ao se adaptar após várias reações não tão agradáveis,como a fome por ter que ter temperança ao invés da impulsividade,sentia-se uma melhoria na qualidade de vida,no organismo e disposição. Devido ao local ser muito alto,a temperatura era menor,durante o dia era um sol escaldante onde eramos beijados ardentemente por ele,nos levando a nos refrescar na água gélida e natural dos rios,onde adormeciam até a respiração.E furante a noite com a proximadamente 5ºC para menos,havia geada,nossas barracas ficavam cheia de uma fina camada de gelo,e as plantas do chão e o gramado,ficavam congelados. Foi um despertar. Ainda mais que nos refugiavamos na fogueira,onde era o momento único e memorável de trocas de amor,de alegrias,cantos,risadas e um momento forte e verdadeiro de transformação e transmutação da paz.
A paisagem divina,era transcedental,cada irmão e irmã mais lindo que o outro,cada criança mais angelical que a outra,e todos dando graças ao universo.
Aprendi tanto com a simplicidade de um meio auto-sustentável,um meio que visava a preservação e manuntenção da terra,da natureza,e que sem forma explorativa e maléfica,todos eramos UM,sem escravizar ninguém.


Äpathie Dread



Ps: Video que a Kamini me passou da cerimonia de santo daime na igreja Céu do Gamarra,e umas imagens do cotidiano do ENCA. Vai ter continuação para nós!

Uma descarga de 1.300 volts na alma.


Levei um choque.

Meu corpo até esfriou,

sinto-me como se estivesse com hipodermia.

Sabe eu deveria estar acostumada com as decepções,

faz parte de minha vida.

Porém desta vez vou analisa-la,e ver o que o universo quer me mostrar.

Aceitar o livre-arbitrio do próximo.

Lutar pelo que gosto?

Ah não sei...

Nunca fui de bater de frente quando a questão é uma história de duas pessoas.

Da admiração dos persistentes ,somente ficou a contemplação da garra,sou covarde,penso muito nos outros,e abro a mão de mim.

Estou em conflito agora:

Um lado meu quer ir atrás ,insistir como ela,transpor meus argumentos,e fazer tu me conhecer no real,e fazer sentir fortemente que sou além de virtual,das palavras que jogo aqui ou ali,que sou orgânica,e tenho algo a passar fortemente e intensamente,porém serena e confortadora.

Do outro está um lado que tocaria um foda-se,desencanaria e desejaria boa sorte.E definitivamente aceitaria a castidade,e aceitar que a reciprocidade de meu amor é somente pelos animais que sofrem diariamente da exploração humana.

Eu não queria ter sentimentos,eu não queria...

Acho que se eu fosse alcolatra ou adicta seria tudo mais fácil,mas não sou.

É Gusthaf presumo que desta vez aceitarei o convite da ayahuaska,talvez da abertura de percepções para mim,beberei do copo deste suicidio,pois já vi todas as vezes o que tinha que ver,mas desta vez quero desparecer.

Eu sei que não posso tomar,mas vou tomar,também quero trabalhar algumas coisas em mim.

Porque acabei de tomar um choque.

Numa tomada de 1.300 volts,então acho que aguento mais uma vez deste copo do étereo.

Meu corpo estava úmido,meus pés estava descalsos no chão e tudo em volta era de metal.

E eu não consigo respirar,minha garganta está fechada,me sinto desprovida de narinas e meu pulmão tornou-se pedra.


Äpathie Dread


Ps: Segunda-feira não foi em vão,eis um consolo aprendi a ter força agora que percebi.

Ah na boa não irei desistir não! Amo,e luto por amor! Te amo Samael e estou convicta disto,se após tentar e não obter nada,acreditarei que exerci um amor incondicional por ti.^^


domingo, 11 de outubro de 2009

Domingo


Domingo,o mais inesperado dia da semana.

Tão decadente em minha infância.

Odiava este dia "sagrado" que tanto falam.

Era monótono uma vez que estava nas dependências limitadas de meus pais,

podendo apenas submeter-me ao gosto deles.

Tudo fecha cedo,tudo está morto,nem uma alma viva na rua depois da 13:00.

Odiava quando me encontrava em casa,os amigos saiam para almoçar na casa de parentes e eu lá em meio aos brinquedos que debilmente encontrava-se inânimados no Domingo,

pareciam que eles também estavam em dia de folga para estimular a minha imaginação e brincar comigo.

Faustão,Gugu e por ai vai. Chorava,literalmente eu chorava ao ver que só tinha as imposições alienantes na tv,eu acreditei por um longo tempo de minha infância que Domingo universalmente era assim:

Um dia torturante,anunciando a folga do aperto semanal junto a chegada da fria e insensível segunda-feira,com programas educativos e interessantes a manuntenção de controle à massa como : Faustão e Gugu,em seguida Fantástico onde encerraria as cortinas do espetáculo sádico dominical.

Ao crescer vi que,assim como todos os dias o Domingo é você quem faz. Mas constatei que vivenciei uma parte forsosa da alienação da classe baixa de periferia de São Paulo,onde na alienação se condicionam a dormente e mórbida sensação de folga semanal.



Ps: Samael tu fez meu início de domingo resplandecente,gosto de ti mais que ontem,e amanhã acredito que mais que hoje.

sábado, 10 de outubro de 2009

Partícula da Morte


Acabou de acontecer, 17:57

Foi como uma machadada que levastes um pedaço de mim,

tive que decidir:

Ou era a alma ou o pedaço .

Estou sangrando,

com medo de ter uma hemorragia,

de ter cortado o pedaço errado sem o sangue poder estancar.

O que foi cruel disto tudo,foi o grito mudo que saistes de sua garganta ferida.

Estou com febre ,corpo trêmulo.

A verdade foi a coragem que se transformastes neste imenso machado impiedoso,

Tive de ferir,tu e a mim,

pois como disse ,ou era o pedaço ou a alma.

Tenho que permanecer forte,ficar de pé,

a estacada da doença quer me derrubar,

mas não vai conseguir me levar,

praticar o desapego do apego doentio,

de algo estagnado e improdutivo ,dói.

A auto-aceitação da ausência e encontrar um refúgio em si próprio,

será o "start" desta cura,
desta auto-cura,

e fechamento de um ciclo,

de um relacionamento,
sem fundamento.



Ps: Estou passando por um mar de provações,só não quero morrer afogada,não sei nadar.Mas terei de aprender,terei de saber.Preciso de ajuda,tive que ser humilde para agora imediatamente admitir.


Äpathie Dread

Porradas no ego


Hoje eu levantei com força suficiente para dar porrada em egos alheio,

adormeci ontem levando e dando porrada no meu falso ego.

O falso ego,aquele que te impossibilita de crescer,se desenvolver,olhar ao todo,compartilhar,transmutar,ver a fonte em si mesmo sem ficar cobrando os outros.

Me vi numa situação desesperadora,ver um ser se degenerar e eu não poder fazer nada,pois vi que não é por não saber o que fazer,por medo,mas sim,vi que esta minha estagnação foi um meio em que,os seres de luz me bloquearam para não deixar intervir no processo da pessoa,o processo de auto-transformação e auto-desenvolvimento.

Não sou salvadora,porém as vezes sou boba. Boba pois de ímpeto quero ajudar a pessoa a se curar tomando os fardos dela para mim,

mas não,hoje ,a partir de hoje resolvi mudar,pois este lance em mim de dividir minha cura espiritual,não equilibrado posso doar minha vitalidade,onde me desgastaria sendo drenada. Tenho que ser equilibradamente generosa,não egoista negando ajuda ao próximo.

Não sou Deus,mas como todos possuo Deus em mim. Sou livre. Conceitos martir não me satisfazem,o que me satisfaz puramente é saber que de meu livre-arbitrio posso escolher de tudo que é bom e puro,de tudo que envolve amor. Pois do mal destrutivo,de alguma forma minha alma nasceu vacinada.

Tudo tem dois polos,o claro e o negro,a luz e a escuridão,mas entre os polos existe o caminho do meio. O equilibrio. Porém em tudo existe ambos os lados,para equilibrar a balança, Deus e o Demiurgo,a noite e o dia,o "bem" e o "mal"e disso faz-se a dança desta piada cósmica.

A gente tem medo de crescer,de viver,e transformar as coisas em algo bom,generosamente bom! Viva,a vida foi feita para ser vivida,nunca terás as práticas se não exercer a teoria.E nunca terá ,e vivenciará,se envelhecer sem tentar e transmutar.A vida é um quadro feito por TODOS,pode pintar,lave suas mãos de tinta,e crie solidamente algo.
Sem medo.


Äpathie Dread




Ps: Samael preciso ouvir sua voz,preciso sentir seu coração caso permitir,minha mão está estendida através deste manto de sombras. E Gusthaf obrigado por estar sendo um leal amigo e irmão espiritual.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Samael


Das sombras resurge o resguardado,
do seu manto cobre uma bela face onde mergulho em um mar de aneis de Saturno,
Doce,não é açúcar,porém refinado e delicado,
Educado,
de bom grado.
Vi,que de sua melancolia angelical aspira cavalheirismo dos que beijam a mão,
sabe desenhar o universo através das estrelas,
decifraria minha mente através da lua.
Apreciador,onde sensivelmente com bom gosto capta do mais elevado grau os sussuros convertidos em arte.

Sensorialmente de sua mãos ,dos chackras afloram a cura,derrama em essência pura envolvendo

como escudo minha alma,fazendo-me mulher,acalentando meu sussego em leve desapego,sem o velho medo de ser.
Sereno,não frio,acreditaria que sua boca é quente,
vejo um fogo coloridamente espiralado de seus olhos ardentes,
dos meus ,fechados,sinto sua presença em alma ardente,

onde,
jogo-me de costas sabendo que não tem volta,mas sem me machucar.
Como és anjo,tens asas e saberia me salvar.



Äpathie Dread

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Apelos de uma lagarta


01:13,logo menos terei de levantar para ir trabalhar.

Entro as 07:00 e saio as 13:00.Estou começando a entrar numa rotina cansativa e que não me levará a nada além da escassez de vitalidade,pois já chego do serviço e vou dormir de tão cansada e sugada que sou,e olhe que ainda não faço tanto quanto os outros.

Mas a idéia de possuir patrão já me desgasta,a idéia de que tenho que trabalhar para pagar contas, alimento e vestimenta,me aniquila.

Como haviamos falado aquele dia Samael,exatamente como tu havia citado: " A terra dos fornece tudo,cabe a nós desfrutar e preservar",dizestes isso em outras palavras,enfim,transcrevo a essência que pegastes em minh'alma.

É frustrante saber que temos tudo de belo,e somos escravos de algo e alguém,escravos de um sistema egóico,que diz ser em favor à melhoria de uma nação,de um (seleto) grupo,sendo que o próposito é dar conforto a apenas para poucos privilegiados,onde se encabeçam entre si,sendo que na verdade somente UM quer ter as rédeas para si só,onde uma grande população,milhares de térráqueos(anmais,plantas,e etc),se dispõem ao seu ego malignamente destruidor,de uma criança gigantesca com uma lupa enorme na mão que com o sol de sua vontade horrenda e avassaladora,nos queima com sua lupa gigante.

Quero só viver,ter uma vida simples e farta,pois a terra é farta dá de tudo para todos,a todos aqueles que souberem cultiva-la com amor,mas neste mundo onde humanos se tornam vermes corrosivos,se assemelhando a câncer ,às vezes me bate uma incredulidade de amor.
Me sinto a cada dia um bicho da terra sendo condicionado a ser uma peça inorgânica de uma máquina gigante de fazer dinheiro. Abastecida com vida,sonhos,liberdade,jovialidade,força,amor de todos os seres,onde nas ruas,no cotidiano nos deparamos com meros zumbis.



Äpathie Dread

Pistas em braille (Gusthaf)


Entendedor de minhas sâncices criptografadas,desvendador dos meus apelos ao mundo em código morse.

De ouro?

De carne,de espirito expansivo incabível deste diminuto corpo humano,onde dos prolongamentos dos músculos,doem no âmago do peito com necessidade de transmutar a loucura e caos incoêrente de uma vida a-normalmente imposta pela "sociedade".

Não é tão perfeito ,

é único e distinto comparado a padrões de merda ,cagadas,fédidas e embrulhadas em um papel vagabundo a laço,estampando as coisas pútridamente almejada aos iludidos desta vida fácil e prostituta de insensibilidade,

do contrário desta bomba de pelúcia mundana,é unicamente puéril e real,como um diamante em estalagmite em uma enorme gruta escura,

onde ao deparar com teu ofuscante brilho cega-me,sublimando meu medo,expulsando-o dali,me embalando em sua luz solidificando a coragem que há no fundo de mim.

Tateando em minha cegueira,no escuro deste vasto mundo de fogo estelar,

em braille encontrei a ti.



Äpathie Dread.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Infecção débilmente afônica


O que há de pior em mim?

Minha boca,da qual saem coisas constrangedoras,e indizíveis.Tenho através dela,detruido.

Hj quase chorei,mas não saiu, agora estou com um alivio de certa forma de sentir minhas palpebras dormentes e caidas como se tivesse chorado,porém há algo no âmago para sair. Odeio,sentir ódio,pois me inflama,e desta inflamação purula a alma,e expremer para limpar e cicatrizar dói. A raiva coprimida e atômicamente intensa ,me faz reprimir a vontade de colocar tudo o mundo abaixo e engolir a seco com uma colher em brasa. Onde tenho de segurar a expressão agoniante,e aguentar as bolhas subirem na lingua.Seria um problema eu falar o que sinto,enquanto um mundo inteiro me esconde coisas básicas a qual,necessito saber?

Um amigo disse que é uma merda querer chorar e não conseguir,é a mesma coisa que estar apertado para ir ao banheiro e não sair nada . Logo complementei a ele, que não,a melhor metáfora seria que pior é estar apertado,ir ao banheiro tentar se aliviar,e descobrir que está com uma puta infecção urinária.

Ambos odiamos não conseguir chorar para se aliviar,e é lacinante infecção "urinária" na uretra da alma.




Äpathie Dread

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Solíloquio


A sinceridade hoje em dia tem seu preço.

Desabafo então ,nem se fala.

No cotidiano as pessoas estão mais habituadas a perguntarem umas as outras formalmente se estão bem :"Oie ,tudo bem?",aguardando uma resposta mecânica de " Estou sim e você?" ou "Estou sim obrigado",do que com um real interesse sobre o estado da pessoa. Tudo tão mecânico e ensaiado,típico da sociedade do século XXI.

Às vezes,como agora mesmo no msn com uma amiga ao perguntar-me : "Oie,tudo bem", logo respondi : " Mais ou menos,estou cansada e estressada",e ela logo " O que anda fazendo?" e eu "Trabalhando e me cansando com as pessoas."Simples assim,não vou responder o típico "Ah sim estou bem e você?",enquanto o diabo dentro de mim mexe o caldeirão do inferno,prestes a ferver.

Você deve estar pensando,mais que raios de ser mais irritado e reclamão. Não é isso,todo mundo tem seu dia,ou dias de stress,ou de saco cheio.E ando ultimamente com muita coisa acumulada na garganta,se coloco para fora sou a chata,a purgante,se engulo e fico quieta,sou a bestamente passiva,ou seja, para mim uma simples cabeça de vaso sanitário onde muitos querem cagar em cima.

Ultimamente estou falando com poucos bons entendedores,porém o que está causando efeito,às vezes não por opção,é falar comigo mesma,pois a galera só querem ouvir coisas boas,e como humana tenho também meu lado com dias ruins,porém verdadeiros. Começando pelo sincero "Não estou bem obrigado e vc?".
Mas aonde entra o Solíloquo?
O simples fato de você estar no fundo falando sozinho,pois com estas perguntas formais e sem interesse,você acaba não sendo realmente ouvido e atendido pela sua resposta.




Ps: Meus textos estão uma bosta,pois sem preocupação de estética e coêrencia,é apenas desabafo,entenda como quiser. Estou naqueles dias onde a gente toca o foda-se para tudo.










Äpathie Dread

domingo, 4 de outubro de 2009

Eco no deserto descrito em um guardanapo de bar com a marca de um batom de um anônimo de perfume instigante


Não,não acredito que mais uma vez pude ter sido tão burra.

Pego desta adaga e opto por degolar minhas espectativas.

Não as crie,elas são ervas daninha que enchem de chaga a sua paz.

Meu próprio feito,um mal feito infernal.

Depositar algo,esperar de alguém algo que acredita que fornecerá é uma das piores burrices.

Não me catives mais,pois tu não és responsavel para manter.

Porquê filho de uma égua,porque falastes tantas coisas belas a mim?

Onde destas palavras doces,não posso nem encostar meu dedo indicador,para pegar do pouco e colocar em minha boca para provar. Atiça a minha fome avassaladora de amor,de ser amada,mas não a sacia.

Do platônismo vi que nesta estante meu braço nunca haverá de alcançar o que tens ali no alto.

Fico estacada ao chão,obsevando e contemplando deste brilho e júbilo que enchem meus olhos fazendo com que tenha necessidade de levitar ,fisicamente uma improvável condição.

Ó não me cutuque ,se não podes presenciar as minhas reações.

Não me faça cócegas se me impossibilita de deixa-lo ver-me rir e não me conquistes se não podes me manter.

Pois isso é como ecos no deserto,onde iludo-me com vozes,que acredito com espectativa ser de alguém pronto para me embalar,mas não,é somente a minha,e sempre estarei lá sozinha sem a presença de ninguém,onde da migalha criou colossalmente algo encantador em minha mente aberta a obtê-lo,e em seguida a decepção.




Ps: Novamente com a filha da puta da espectativa estilhaçada em minha frente. Por favor não se choque,pois desci do salto e quero falar meus palavrões e xingar,pois odeio estar nutrindo algo por alguém que não se comprometerá a ter algo comigo,mas ainda insiste em me cativar.Entretanto se quiser se abalar,se abale ,que se foda,eu falo mesmo.Mas é uma porra ,um caralho de ciclo dos infernos. Definitivamente vi que não sirvo pra ninguém. E quero que se foda! Por hoje deixo a baixeza de minha revolta verdadeiramente humana e mundana se manifestar: "Vai tomar no cu e nem venha com idéia,hoje não tem lirismo pra tu não"


Äpathie Dread