segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Valvulite de escapatite do deslocamentose"


Como um segredo contado ao ouvido,

o lábio retesa-se,

as unhas vermelhas de sangue fresco,

dilaceradora de carne dos titãs,

parecia frágil,

pequena,

mirrada onda esmagaria com os pés,

porém,tinha uma voz avassaladora,

de derrubar todas as torres de seu castelo,

mundo paralelo,

insonhável,

se espalha,

se perde,

move-se andando perpendicularmente entre as arestas do vento,

sem coêrencia,

sem regras,

a manga é relógio,

seu suspiro é anel de quilates,

o certo é o errado,

e o errado é o certo.

Sem sentido,

ignorada,arde como fogo de mil sóis,

derrama-se feito lava de mil vulcões.



Dançava nua,

na ponta do nariz do padre,

que reprimia seu desejo animalesco por ela,

oprimia a sua gula,

esmagando pedaços graudos de bolos com confeitos coloridos,

dentro de sua batina.

Indisciplina,

eu não pedi para nascer,

pés descalsos no chão forrado de prego,

marcas e linhas na palma da mão,

sobre-vidas torturantes,

sofria bullying na escola da vida,

rompeu com as pupilas,

todos os seus padrões."



Äpathie Dread

domingo, 22 de novembro de 2009

Nódoas de Leumas


Eu não escrevo só porque é bonitinho,

exteriorizo o caos,
meus devaneios,

os enroscos de minha faringe,

e o gesticular frenético de agônia ,

quando não consigo nem ao menos chingar.



Eu não escrevo sobre fatos fofinhos,

bonitinhos e pomposos que nem o andar da lagarta colorida,

o bocejar do gato,

o canto do passarinho azul de peito branco,

inexistencias fantásticas criadas em minha mente,

só para me confortar.



É do romance com sua linha tênue pro fim,

a perda de algo,
a morte e o limbo,

a ausência de si mesmo,

a onomatopéia do susto antes de tropeçar,

ou cair,

num mundo étero sem fim,

que me insandece,

alivia a alma cheia,

gorda feito baleia,

como néctar que me entorpece pondo-me a escrever.



Äpathie Dread

domingo, 15 de novembro de 2009

Queimadura éterea de 6º grau


Urrrrghhhh

Ardência que me inferniza,

me traz a cólera.

me traz a ira.



Não olhe sequer para a minha direção,

sinto vontade de explodir seus olhos,

te ver fritar,

e seu sangue jorrar.



Detestável e imundo demônio,

sempre culpando os seres de vibrações mais baixas,

olhe para ti mesmo ó horrendo ser.



Pessimismo cortante,

que afujenta os buscadores de sonhos falsos,

a vida também é afogueada de tortura meu irmão,

é defloradora com falo de caos minha senhora.



Odiosa ferruada onde não alcanço as mãos,

o detestável feito de normal,

tentando sublimar,

fingir que é normal.



Lacinante que chega a lacrimejar ,

caido de barriga no chão ao tentar alcançar,

a mão esticada no ar,

os dedos entreabertos e a cara de idiota.



É raiva contida,

sonhos incessantes de nosso desafeto,

xingos em outro dialeto,

onde em pensamento é impossivel machucar.




Vou atravessar o mar,

na volta te conto o que vi.





Äpathie Dread.






Idiossincrasia molecular do ar que sai de nossas bocas em dia de frio.



Ai então,

ele de uma maneira horrivelmente débil,

me lembrou muito o detestável jeito do meu pai.



Desconfortável,

falei que me sentia engasgada,

e então ele disse:

-Enfia o dedo na garganta.



Um ceifador que vibrou a linha da minha vida,

não rompeu-a porém provocou um abalo sísmico em minhas terras.


O fraco,

querendo transfigurar sua fraqueza àquele que é forte,

sensivel,

porém forte.


O fraco,

limita-se àquele que com suas grosserias se acha inatingivel,

com seu escudo de áspera dor,

de dificuldade de manifestação de carinho,

e de incondicional amor.


Não sinto mais em minha boca aquele néctar dos Deuses,

está tudo tão insipido.

Não tornou-se inodoro,

pois sinto todo o cheiro desta impiedosa podridão.



Eles têm prazer em me ver gritar,

e hoje em dia por manter-me muda,

eles me odeiam.


Mais,

cada vez mais.

Minhas cordas vocais somem,

pois chegaram a exaustão,

de dar importância a esta infatilidade demoniaca dos ausentes de si mesmo.



Um desprazer pregou-me ao fundo deste caixão,


fechado inibindo-me a visão do sol,


do conforto pedi ao estar entre sono e despertar,


que Deus me levasse pois estava cansada desta vida fatídica.



Queria apenas dormir meus eternos "mais 10 minutinhos",


livrar-me da roda viva de repetições insignificantes,


de palavras já ditas,


de sentidos repassados de geração a geração,


e de histórias já vistas.







Äpathie Dread.




segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Por falta de título eis uma onomatopeia:- Aff!


No cotidiano me deparo com tantas besteiras que as pessoas proporcionam a si mesmas sem saber. Elas quando estão dentro da situação,não tendo a ótica nítida e a impessoalidade dos sentimentos de quem está de fora,acabam agindo de forma confusa,alienante(pois tudo que você se foca inteiramente dando assistentencia somente a este assunto,algo ou alguém é alienação),e acaba tendo atitudes um pouco (ou um tanto) bobas e sem noção. Falo pois às vezes me meto em uma destas tramas,assim como amigos meus,meus pais,e até minha cachorra se brincar,acaba se metendo em estas tramas, só que no ciclo de convivencia canina,mas ai já seria outra análise em pauta.

Meu amigo que está agora aqui em casa , cuja a sintonia é a mesma que a minha,apesar de eu estar sonada,virada no dia e na noite,trincada,mas ainda com o raciocinio fluindo e apesar das brisas naturais que a diversão saúdavel me proporciona alterando minha consciência,ele me falou algo que bateu de acordo com o que penso:


" Estou com preguiça das pessoas,quero que todo mundo morra,menos eu ,meus amigos e minha familia. Descobri que não faço novas amizades por preguiça das pessoas,investir em novos relacionamentos em geral vai muita energia"

Considerando que ele falou com uma preguiça imensa,e expressou por mais que possa parecer arrogancia,mas uma enorme fadiga ,vi que realmente é cansativo,devido as pessoas terem algunas conceitos e vivencias diferentes do seu,e você tenta ter jogo de cintura para conviver,mas cansa desta masturbação social. Quando é uma pessoa,ou pessoas que tem algo no étereo,ou sei lá de outra vida que bate a sintonia,o respeito,carinho e afinidade, flui melhor e tende a ser mais solido e duradouro. Sei lá,andamos cansados de convivências efemeras e estagnantes,queremos algo duradouro,e que tenha trocas equivalente,e que seja divertido,de estresse já basta o mundo. Mas antes de mais nada que haja prazer em estar com o próximo e que reverbera a alma a companhia pela essência da tal pessoa(s),não sendo apenas um mero apego por não ter conhecido vivamente algo intenso,diferente do convencional,real e que mude a nossa vida.


Enfim,este meu amigo me passou um texto do Arnaldo Jabor,não costumo postar nada de outrem aqui,porém após ter lido ,e ter tido a nostalgia de ter visto uns amigos e ter tido vivencias consistentes e prazerosas com eles ontem,e ter me deparado com uns desconhecidos em baladas e analisado cruamente ,como se estivessem desligado o som, mas as pessoas dançassem e flertassem como se não tivessem notado,você vê a ausência de sentido e impessoalidade, e o quão vazio tudo é quando não se tem um laço,nem que seja no espiritual, onde algo te impulsiona a conhecer melhor este outro ser"desconhecido".



Äpathie Dread


Anacoluto:






Ser Adulto !!!Arnaldo JaborSempre achei que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:- 'Ah, terminei o namoro… '- 'Nossa, quanto tempo?'- 'Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou'- É, não deu…?Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro.E não temos esta coisa completa.Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.Tudo nós não temos.Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.Pele é um bicho traiçoeiro.Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate…se joga…senão bate…mais um Martini, por favor…e vá dar uma volta.Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.O outro tem o direito de não te querer.Não lute, não ligue, não dê pití.Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.Nada de drama.Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?O legal é alguém que está com você por você.E vice versa.Não fique com alguém por dó também.Ou por medo da solidão.Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.Tem gente que pula de um romance para o outro.Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?Gostar dói.Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.E nem sempre as coisas saem como você quer…A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.Na vida e no amor, não temos garantias.E nem todo sexo bom é para namorar.Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.Nem todo beijo é para romancear.Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.Enfim… Quem disse que ser adulto é fácil?Pense nisso e reflita....
Arnaldo Jabor