domingo, 21 de dezembro de 2008

Castrado


Como eu posso falar de coisas boas e positivas,se me impedem de ver quem eu amo?

Desculpe-me,mas hoje não consigo parar de vômitar. Os cantos da casa estão sujos,minhas roupas e meu sofá. Não dá para segurar,esta falta de higiene que eu causara,não foi por desleixo.

São impedimentos de locomoção,para chegar até o vaso. Não consigo esticar nem a mão para pegar um saco.

Então,como eu posso falar de coisas boas e construtivas,se me impedem de ver quem eu amo?

Estás tu tão longe em cárcere,com a cabeça confusa de drogas. Que droga!

Coxa furada,sequelas de sentimentos reprimidos. Com saudades e necessidades de afago que tiveram que descer goela abaixo.

E em cada comprimido,em cada ponta de agulha,microscopicamente está escrito:


Engula o choro!!!



Temos que ser robôs,ou seremos julgados como loucos e doentes?

Tudo poderia ter sido impedido com um maternal/paternal abraço. Um abraço de 3 ou mais.

Um abraço na alma,não só na matéria. Uma compreensão a fundo,uma resolução com amor.

Contar os móveis,pratos,ármarios,violões,quebrados,não faz curar a dor. E cárcere também não.


Eu lhe digo meu amor:


Nunca engula o choro!!!



Estou esperando,para te embalar no colo,esquentar sua alma e ajudar você a entender seu coração.


Mas enquanto te espero,estou puta!!Fula!!! Triste!!Doente!!! Incrédula!!!Revoltaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaada!!! Por não me deixarem te ver,nunca falam na minha cara,pois estes covardes preferem deixar subentendido. E inFelizmente sou boa entendedora.



Äpathie Dread

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Quem sabe eu seja livre.


Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh


E hoje inicio tudo com um berro. Um vômito sonoro e ensurdecedor.
Contra regras de todas as coêrencias e razões.
Só quero hoje satisfazer a vontade de desatar este nó em minha garganta.
Vontade IMENSA de ser eu.
Intenso
Solto
Boca aberta
Coração
Puro sentimento

Rasgo minhas roupas e me jogo ao chão,contorço-me e distorço-me.
Não faço sentindo algum a mim mesma. Mas enquanto eu me descompasso ,vejos vultos de todos que já se foram um dia,pego em suas mão fazemos uma ciranda em volta de nossa dor.
Meu corpo é vermelho como sangue, vermelho que nem homem branco quando fica com raiva.
Eu falo tudo que penso ,tudo que quero.Minha lingua é bifurcada quando me provocam.

Meu pensamento é torto. Vejo inúmeros ângulos em meu raciocinio. Querem me domar,me fazer padrão.
Mas brigo para ser eu,me respeitarem,mas acabo sendo EU assim. Mas um dia eles se cansarão de mim. E...
Quem sabe eu seja livre.


Äpathie Dread

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Santa puta (Lásciva)


Hoje me lembrei dela.
Sem raiva.
Apenas me lembrei.



Hoje, para mim ela desceu do palco das atenções, dado apenas às divindades de "Sôdoma", somente para virar humana. Nem que fosse só por hoje.
Só pra fazer um ato de justiça.
Com a esperança única de no final dos tempos,não ter o corpo queimado e soterrado quando for destruido o "Bordel de la vie",ilusão,de la vie.



Äpathie Dread