
Volta e meia ,sempre me deparo com o medo de perder minhas inspirações e criatividade . Isso ocorre repentinamente,não digo por depressão,pois já concebi trabalhos ótimos tomada por este tormento,não digo também alegria ,se bem que ,quando estou excessivamente alegre,de tanto frenési,não consigo me manter equilibrada para criar um desenho,texto,ou outro tipo de trabalho que para mim julgo como arte.Pois há um coquetel enorme de sentimentos dentro do meu corpo ,alegrias ,de variadas formas,cores,tamanhos,potências,que ao querer se manifestar,sair pelo meu canal,que traz minha arte a terra,não passa,pois o cano é fino,e o sulco é denso,com pedaços de alegria que necessito dechavar.
Mas analisando amplamente meu “Eu”,vejo que meu medo de perder minha criatividade e inspiração não é só por alegria excessiva,pois com este fato,tenho de certa forma inspiração,porém as vezes foge-me a criatividade,onde esta fica descordenada, “inmontável” e incompreensível ,não é como um quadro cubista analítico,que no meio daquela arte, de certo forma desfragmentada,e de diferente disposição da informação,mesmo assim permite o entendimento do desenho e o que está sendo expressado.
Por isso fico inerte,vegetando,e deixando o tempo passar.Por isso que me arrependo,mas,caramba não sai nada! O que posso fazer?
Ai descobri uma fórmula: Desencanar total. Tudo é arte,o que tenho que me permitir,é saber trabalhar,estes espasmos ,que vem a tona,e dele conceber algo maior,por que vi que isso também é inspiração,só que ainda não lapidada,pois sou eu que terei que molda-la,ela não veio pré-aquecida do meu forno mental.
Eu tenho capacidade, eu sei,pois esta arte sou Eu.
Äpathie Dread.
