quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Cru


Hj eu acordei niilista.

E tirei tods as doutrinas cintilantes,de brocal e púrpurina,de minhas paredes e do meu corpo.

Alonguei meus músculos,estiquei-os além do normal.Me senti viva, e vi que "Deus" tinha morrido.

Meus Deus! "Deus" morreu!

Nada mais faz sentido.Para que vou ostentar a fixação de que há alguém sobre mim,sobre nós? Cansei desta necessidade carente de me sentir inferior,só para não me expandir,e ver a verdade nua e crua de peito aberto.Deus não existe,aliás Deus existe,creio que Deus somos nós mesmos,o Deus inalcansável e grandioso,é tudo criação do homem.

Buda,Jah,Krishna,Alah,Jeová etc. São só personificações do amor.Pois o amor é "Deus".E eles apenas chegaram no estágio real.O que nós vivemos são etapas,o que somos é parte da mesma,o ser humano.O verdadadeiro objetivo é ser amor,ser "Deus".E que todos nós ao alcançar , entender o que é amor e exercer amor,mentalmente ,corporalmente e espiritualmente seremos "Deus",pois somos sua imagem e semelhança ou seja nós mesmos.Só que não sabemos e estamos estagnados.Temos que transceder e transmutar.Nunca estamos sós,aonde há amor na sua forma real há sentindo de ser. Enquanto não somos amor,não vejo definição melhor do que nos rotular-mos como nada.Pois há falso ego,paixão-que é ilusão,pois acaba,e o amor é eterno e pleno-há solidão,inveja,preocupação,vaidade entre outros sentimentos mundanos e humanos.Onde você nunca se encontra e se esconde atrás de santos,dogmas,regras,falsos desapegos e auto-perdição.

Onde o fato de crer em Deus como algo superior é uma necesidade carente de acolhimento.



Äpathie Dread

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Deus no bordel


Aquele infortúnio do bar ao lado,risadas vúlgares,vulvas na boca,falos nas línguas,uma mistura de girias sotaques,e falas,falas vúlvarianas e falática.De lá sai um cabra.Cospe lá fora entre os dentes, a cachaça,a água ardente,lembrança do sertão,da terra,de homens valentes,personangens misticos,povo sofrido.Cospe junto a ignorância.

Ela ria,se chacoalhava balançava os cabelos de forma frenética,sua gaganta forte entonavam som de trovão,de gralha,de água saindo da fonte.Mas forçava dissimular entonando lá do fundo a fala vúlvariana.

- Sou rameira,mulher da vida,prostituta e piranha.Confiei meu amor quando menina,a um menino.

E se remechia ao falar,gesticulando suavemente a boca de batom vermeho,e olhando para o céu com seus olhos de jabuticaba.

-Era menina,sonhadora,entreguei meu coração sem pensar duas vezes.Mas a mãe do rapaz mandigueira que só,mudou minha sorte com ele no astral,pois o que sai do bucho depois de 9 mêses ainda é teu,e da para reger.

-Ele me amava,dava regalo,beijo,e me chamava de meu bem querer.Era menino novo,carregava um sofrimento de familia, junto, trazia no espirito o desvairio dos cegos no paraiso de Deus,não podia ver e contemplar a beleza do puro.


E fechava a mão com força,reforçando o queixo.


-Só lembro que afastaram nós,hj não sei qu destino tem ele,só sei que virei puta. Meu corpo é aberto para quem quiser chegar,não me do mais por amor,pois não acredito mais,me dô agora só por dinheiro.Pois é ele que paga minhas contas,me leva para passear,garante minha dormida e minhas refeições.

- Homem pra que? Para te chamar de piranha de graça? Não ,comigo não meu bem.Eu sou cara,por que sou exclusividade.

E olhava de rabo de olho,atrás d seus longos cílios preto,com a mão na cintura para cada homem do bar que a contemplava.Falou suavemente,com sua lingua de Naga:

-Pois nenhum destes homens terá o meu coração.



Äpathie Dread