quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Asas


Minhas costas...

O que será que está havendo com as minhas costas?

Sinto algo querendo rompelas com ternura,

algo natural que tem que sair.

Me sinto leve,sem peso em meus ombros.

O espelho que tanto eu virava o rosto,

hoje passo de relance sem teme-lo,

em breve poderei olha-lo.


Minhas costas...

O que será que deve estar havendo com elas?

Pulo desta janela deste quarto que me aprisiona,

piso na terra,

estou real,

após séculos aprisionado no "não entender"sou real,

porém éterea,

como meus pensamentos,

tortos,inigualáveis e incalculáveis.

São meus,simplesmente meus,

brotam sem inventar,

vem que nem a loucura sem ser chamada à porta,

que entra,

senta-se à mesa,

e quando não darmos conta estará frequentando nossa casa,

e dormindo conosco em nossa cama.

Minhas costas,

saem asas,

com elas,
desprendi-me da apreensão de pular,

e me jogar,

desta janela de tela de um futuro quadro,

que eu que irei pintar.


Äpathie Dread

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