Finge ser forte, mas na verdade chora escondido.
Sofre de amor, tem rancor, mas tenta substituir a pessoa por uma outra que cairá de para-quedas,
pois tem medo de ficar sozinho, de fronte a própria face macilenta e decrépita devido a carência árdua que esconde sob a máscara.
Incita o ódio, veste-se de anjo, para que outrem faça avidamente o que não possui coragem,
que confronte tudo e todos, cause no mundo, cague nos sapatos finos dos doutores, e cuspa na cara das madames sem provir de si a real causa.
Em quem confiar?
Se de forma teatral queria representar um amor cálido, que logo virou um ódio feroz e atroz que se pudesse dividiria meus cabelos ao meio assim rasgando o meu corpo, para deixar exposta a carne e sofrer lentamente ao sol escaldante, onde suas babas ao me proferir injúrias se tornariam ácidas queimando os músculos agora invalido,jogado deploravelmente no chão.
Pobre filho manipulado este, que em conciliábulos com sua mãe tenta se safar das surras da vida, pelas mentiras, safadezas que ludibriava cada mulher que queria apenas usar o corpo, por um período efêmero pois nunca poderia sair da condição em que deveria lavar, limpar, zelar pelo lar financiado e se submetendo a mestra inválida, mal amada que procura defeitos em mocinhas de família para transferir seu ódio mortal por ser gorda e infeliz.
Confiar em quem vulgarmente se deita com uma pensando em outra, amarrando com feitiçarias a paixão alheia só para não se sentir ninguém?
Que finge indiferença, para não haver confronto pois lhe falta coragem de colocar as cartas na mesa?
Confiar naquele que menciona adjetivos doces, que até podem cariar os dentes de tão açucarado só para ter aonde desfrutar sem pagar?
Confiar no que ofende, xinga, bate no peito declamando virtudes mentirosas dizendo ser verdadeiras, devido a obsessão que abraça as suas mentiras?
Não... não confio, mas só aguardo a hora destas máscaras caírem aos seus pés.
E espero estar longe o suficiente para não dar-lhes nem a migalha da pena, pois destas almas vazias corre-se o risco de lamberem o chão e tentarem se alimentar destes restos.
XNilakanthaX (Penaforte)
quinta-feira, 28 de junho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
Hoje não tenho título para pôr...
Saudades daqueles meus amigos que me faziam sentir que tudo é possível, naqueles dias loucos de caos interno e externo com o meu humor de merda, eles me faziam rir e em seguida gargalhar até quebrar a redoma de vidro, que insistia em me aprisionar feito um inseto sendo esta formada por imposições, padrões frios e infelizes.
Sinto falta destes companheiros insanos que riam na cara do perigo, audaciosos que sambariam na mesa do diretor da escola, que questionavam quando criancinhas porque temos que respeitar os mais velhos até aqueles desvairados, mal caráteres que já nos trataram mal e subestimavam as crianças.
São estes os lúcidos taxados de débeis, que em sua juventude cálida e vívida e mesmo ameaçados que isso chegaria no ouvidos de seus pais conservadores e moralistas hipócritas, diziam palavrões na cara das ditas senhoras santas que em sua generosidade sempre nas janelas, zelavam pela vida alheia sempre "compreendendo mal" e "sem querer" compartilhavam das atividades dos outros gerando confusões, estes palavrões eram proferidos sem culpa pela sensação de leveza que vinha logo após.
E hoje? Olho para os lados e vejo várias pessoas mas não mais estes meus comparsas, ao invés deles vejo alguns seres que me cercam todos os dias , e que fingem o tempo todo serem seguros de si, ao pôr meus olhos nestas criaturas no meu íntimo sempre a mesma indagação: "Será que realmente acreditam no que fazem em suas vidas, nas causas, em cada ação, no relacionamento que têm com o seu mundo neste exato momento? Para mim, pela falsidade em seus discursos que sai de seus peitos vazios e amedrontado, me faz crer que são meros loucos, só que de outra classe, a classe dos sem brilho, dos omissos, submissos, andarilhos rotos de um mundo perdido,oprimidos que não vieram para mudar, e sim ser meros coadjuvantes do que lhes é imposto, são os tipos que ficaram loucos de tanto serem controlados e terem se perdido de si mesmos, não tendo mais o descaramento espontâneo de fazer o que sentem vontade mesmo sendo um só no meio de mil.
XNilakanthaX(Penaforte)
Sinto falta destes companheiros insanos que riam na cara do perigo, audaciosos que sambariam na mesa do diretor da escola, que questionavam quando criancinhas porque temos que respeitar os mais velhos até aqueles desvairados, mal caráteres que já nos trataram mal e subestimavam as crianças.
São estes os lúcidos taxados de débeis, que em sua juventude cálida e vívida e mesmo ameaçados que isso chegaria no ouvidos de seus pais conservadores e moralistas hipócritas, diziam palavrões na cara das ditas senhoras santas que em sua generosidade sempre nas janelas, zelavam pela vida alheia sempre "compreendendo mal" e "sem querer" compartilhavam das atividades dos outros gerando confusões, estes palavrões eram proferidos sem culpa pela sensação de leveza que vinha logo após.
E hoje? Olho para os lados e vejo várias pessoas mas não mais estes meus comparsas, ao invés deles vejo alguns seres que me cercam todos os dias , e que fingem o tempo todo serem seguros de si, ao pôr meus olhos nestas criaturas no meu íntimo sempre a mesma indagação: "Será que realmente acreditam no que fazem em suas vidas, nas causas, em cada ação, no relacionamento que têm com o seu mundo neste exato momento? Para mim, pela falsidade em seus discursos que sai de seus peitos vazios e amedrontado, me faz crer que são meros loucos, só que de outra classe, a classe dos sem brilho, dos omissos, submissos, andarilhos rotos de um mundo perdido,oprimidos que não vieram para mudar, e sim ser meros coadjuvantes do que lhes é imposto, são os tipos que ficaram loucos de tanto serem controlados e terem se perdido de si mesmos, não tendo mais o descaramento espontâneo de fazer o que sentem vontade mesmo sendo um só no meio de mil.
XNilakanthaX(Penaforte)
domingo, 3 de junho de 2012
Puerum et matrem
Eu digo "Xô" ao mau agouro!
E despejo sal grosso nos que têm olho gordo,
aos maus amados e faladores,
corto-lhes a língua bifurcada,
e de suas invejas e ódio por mim,
danço em cima em ritmo frenético can can com salto agulha,
perfurando sua gordura fétida que sai de seu ventre,
um ventre recheado com tuas angustias do mundo,
que vazou de seu coração purulento e inflamado,
devido a reação alérgica a minha beleza espiritual,
onde sua boca férrea, suja com dentes amarelados,
insiste em maldizer.
XNilakanthaX (Penaforte)
Ps: Jabba... tão idêntico a progenitora que se passaria por gêmeo.
domingo, 6 de maio de 2012
S. parte II
Para um novo ciclo, tomo uma nova dose de hormônio que viaja pelo meu corpo, me fazendo mulher.
Os seios parecem com duas colinas, e o sexo convida-o para o prazer. Enquanto a boca vermelha, guarda a língua ferina,quente e lasciva para te recepcionar.
Seu cheiro é inigualável. Seus cabelos serpenteiam meu corpo,
sugerindo algo novo, eu já acato sem pensar.
Seu quadril encaixa no meu, parecem esculpidos para que formem uma imagem só.
Gosto da semi-luz,e o modo que a sombra desenha os músculos das suas costas,
gosto também como me entorpece com o gosto da sua boca, e o tom de seus olhos feito um mar.
Sua mão quente, é como se me dissesse o tempo todo que estou viva,
sua barba em minha nuca me excita , e me fez contrair de prazer.
Parece um ritual,
e eu aprecio cada instante,
enquanto você me conduz, me seduz e me possui ali mesmo em seu altar.
Me carrega no colo,
enquanto minhas pernas cruzam a sua cintura,
onde não consigo mais me controlar, dizendo meu nome em meu ouvido com este seu tom de voz pervertido,ah baby assim você sempre me faz gozar.
XNilakanthaX
Ps: Retribuindo pelo meu blog, você também me completa. Estamos quites. ;)
Os seios parecem com duas colinas, e o sexo convida-o para o prazer. Enquanto a boca vermelha, guarda a língua ferina,quente e lasciva para te recepcionar.
Seu cheiro é inigualável. Seus cabelos serpenteiam meu corpo,
sugerindo algo novo, eu já acato sem pensar.
Seu quadril encaixa no meu, parecem esculpidos para que formem uma imagem só.
Gosto da semi-luz,e o modo que a sombra desenha os músculos das suas costas,
gosto também como me entorpece com o gosto da sua boca, e o tom de seus olhos feito um mar.
Sua mão quente, é como se me dissesse o tempo todo que estou viva,
sua barba em minha nuca me excita , e me fez contrair de prazer.
Parece um ritual,
e eu aprecio cada instante,
enquanto você me conduz, me seduz e me possui ali mesmo em seu altar.
Me carrega no colo,
enquanto minhas pernas cruzam a sua cintura,
onde não consigo mais me controlar, dizendo meu nome em meu ouvido com este seu tom de voz pervertido,ah baby assim você sempre me faz gozar.
XNilakanthaX
Ps: Retribuindo pelo meu blog, você também me completa. Estamos quites. ;)
Sonho cubista
A noite é sempre agradável, domingão, pista livre para o carro, ventos nos cabelos e ressaca de risos após um som bem tocado.
Revendo os velhos, e feliz por estarem bem, a trupe ainda de pé.
Um dia antes foi uma coisa louca,durante o sono um anacoluto disponibilizado por Morfeu ao ter pego o saco errado.
Pois vejam só a sandice (diretamente não vi nada co-relacionado a matéria), Picasso era meu vizinho, vivia olhando para o nada mastigava um pão velho, enquanto estava sentado na calçada ,com a barba grisalha e mal feita, roupas rotas, surradas, e com um saco cheio de tralhas ao seu lado.
Logo ao ver este intruso em minha rua perguntei:
- Mãe quem é este?
E ela:
- É o Picasso, ele tem uns quadros lindos, já viu Guernica?
Eu:
- O Que????
Ela:
- Estes dias ai, ele até estava brigando com o Modigliani.
E eu com cara de " Ahhh pode crer", continuei espiando-o e ele com aquela expressão inabalável e longínqua olhando além dos meus olhos, e bem além de minha janela.
E nisso, eu acordo.
- Vixe! Chegou mais uma mensagem em meu celular, tenho que sair.
Dedicado ao Dom!
XNilakanthaX(Penaforte)
Revendo os velhos, e feliz por estarem bem, a trupe ainda de pé.
Um dia antes foi uma coisa louca,durante o sono um anacoluto disponibilizado por Morfeu ao ter pego o saco errado.
Pois vejam só a sandice (diretamente não vi nada co-relacionado a matéria), Picasso era meu vizinho, vivia olhando para o nada mastigava um pão velho, enquanto estava sentado na calçada ,com a barba grisalha e mal feita, roupas rotas, surradas, e com um saco cheio de tralhas ao seu lado.
Logo ao ver este intruso em minha rua perguntei:
- Mãe quem é este?
E ela:
- É o Picasso, ele tem uns quadros lindos, já viu Guernica?
Eu:
- O Que????
Ela:
- Estes dias ai, ele até estava brigando com o Modigliani.
E eu com cara de " Ahhh pode crer", continuei espiando-o e ele com aquela expressão inabalável e longínqua olhando além dos meus olhos, e bem além de minha janela.
E nisso, eu acordo.
- Vixe! Chegou mais uma mensagem em meu celular, tenho que sair.
Dedicado ao Dom!
XNilakanthaX(Penaforte)
terça-feira, 3 de abril de 2012
É o que vemos quando se quebra um ovo.

A aula já tinha acabado, e estava a caminho de casa.
Aquilo ainda estava em sua cabeça, e a raiva borbulhando feito água a 100 graus célsius.
Não se conteve, e de repente no sinal verde, só escuta um barulho de porta batendo violentamente, e debruçada no carro vizinho já lança estridentemente :
-É isso mesmo, vai encarar?
-Quem você pensa que é, para se meter assim com o meu homem!?
-Que seu homem o que... Ele é meu agora!
-Você acha que sendo vulgar, mostrando as pernas, e com estas roupas quase te deixando nua irá seduzi-lo? Você é uma vadia menina!
-Vulgar? Vadia? Eu sou é bem resolvida isso sim, desprendida de tabus!Apenas gosto de fazer sexo, caralho! E daí? ninguém é de ninguém mesmo...
-Você com esta pseudo-libertação sexual, é mais uma idiota irritante da grande leva de menininhas de vulvas afoitas com seus grandes lábios batendo "palmas" quando vêem um "pinto".
Parece desnecessário uma discussão como esta com uma infeliz de 18 anos, estava achando aquilo uma sandice e não ia mais prolongar esta briga juvenil ao longo de seus 24.
Mas o foda, é que jovem quer mostrar que sempre tem gás.
-Ha ha ha como você é patética!
E voltou:
-Ha ha ha como você é uma puta!
E a jovem liberal de hormônios aflorados fez desdém.
Daí destilou ácida e pausadamente, a recatada "sênior"em ataque de nervos:
- Por isso que quando vejo galinha na minha estrada, passo o carro em cima.
E a outra:
- O que!?
" VRUUUUUUUUMMMMMMMMMM" e "PLEFT".
XNilakanthaX
Saez

Peixes!
Sim, ele é de peixes, ou melhor, pisciano!
Havia esta desconfiança há tempos, desde que flagrei aquele olhar sensível com textura sedosa, e com um vigor de boa alma que carrega no espirito, que me atraiu vorazmente em querer abraça-lo!
Peixes, bem que desconfiei...
minha intuição não falhara mais uma vez.
Seus olhos grandes, curiosos, parece que é para captar todos os movimentos do mundo em um só instante. Meio compenetrado, às vezes falante e elétrico, isso deve-se a idade e o vigor energético por ser assim... tão jovial e especial.
Especial, digo pois o abraço fez com que colasse nossos plexos solares, e por um instante, um instante de deslumbramento insensato devido a boa novidade, se eu fechasse os olhos poderia ver a luz branca se potencializando e revigorando o meu ser, e o bom de tudo, sem que nos drenássemos.
Peixes...
Sentimental a ponto de expressar uma rebeldia fabricada, de forma reciclada e um pouco afoita só para confeccionar seu escudo.
Um anacoluto de uma OLIVEiRa, onde seria produzido o melhor e mais saboroso azeite de meu prato vegetariano.
Às vezes não sei como agir, de canto de olho sei que nos olhamos e fingimos não observar, a decodificação está sendo tão explicita que tenho medo de assustar, de mostrar que para mim és que nem um livro onde as páginas são recitadas com um tom sussurrado em meus ouvidos, sem que eu necessite lê-lo.
Peixes...
Me permite acariciá-lo com afeto.
XNilakantaX
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