Saudades daqueles meus amigos que me faziam sentir que tudo é possível, naqueles dias loucos de caos interno e externo com o meu humor de merda, eles me faziam rir e em seguida gargalhar até quebrar a redoma de vidro, que insistia em me aprisionar feito um inseto sendo esta formada por imposições, padrões frios e infelizes.
Sinto falta destes companheiros insanos que riam na cara do perigo, audaciosos que sambariam na mesa do diretor da escola, que questionavam quando criancinhas porque temos que respeitar os mais velhos até aqueles desvairados, mal caráteres que já nos trataram mal e subestimavam as crianças.
São estes os lúcidos taxados de débeis, que em sua juventude cálida e vívida e mesmo ameaçados que isso chegaria no ouvidos de seus pais conservadores e moralistas hipócritas, diziam palavrões na cara das ditas senhoras santas que em sua generosidade sempre nas janelas, zelavam pela vida alheia sempre "compreendendo mal" e "sem querer" compartilhavam das atividades dos outros gerando confusões, estes palavrões eram proferidos sem culpa pela sensação de leveza que vinha logo após.
E hoje? Olho para os lados e vejo várias pessoas mas não mais estes meus comparsas, ao invés deles vejo alguns seres que me cercam todos os dias , e que fingem o tempo todo serem seguros de si, ao pôr meus olhos nestas criaturas no meu íntimo sempre a mesma indagação: "Será que realmente acreditam no que fazem em suas vidas, nas causas, em cada ação, no relacionamento que têm com o seu mundo neste exato momento? Para mim, pela falsidade em seus discursos que sai de seus peitos vazios e amedrontado, me faz crer que são meros loucos, só que de outra classe, a classe dos sem brilho, dos omissos, submissos, andarilhos rotos de um mundo perdido,oprimidos que não vieram para mudar, e sim ser meros coadjuvantes do que lhes é imposto, são os tipos que ficaram loucos de tanto serem controlados e terem se perdido de si mesmos, não tendo mais o descaramento espontâneo de fazer o que sentem vontade mesmo sendo um só no meio de mil.
XNilakanthaX(Penaforte)
domingo, 17 de junho de 2012
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