quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Epifania ritmica do tempo/espaço divinamente espectral brotado do grão de feijão.


Cordas serpejando das nuvens metamorfas,

um colorido espiralando nos olhos do gato,

onde o miado puéril é acompanhado pelo alaude do sapo,

danço com vestido rodado,

com olhos nas mangas de bordados ondem observam o astral.

Raizes brotam das plantas dos pés,

se deslocam harmonicamente pelo solo térreo,

tira dos nutrientes revigorantes,

elixir da alma dada pelo sol e água,

da boca Divina,

lingua de menina bifurcada e lásciva tocando minh'alma,

doce e salgada,

amargo prazer bem dosado,

feito gangorra,

que impulsiona e voa,

no céu de passáros sereias,

cachorros baleias,

lagartas conterraneas de taturanas,

sombrancelhas de rei.

A fumaça de nossas bocas crianças ,

pequenas e gordas formam caminhos profundos,

portais de outro mundo,

onde danço no teto,

você com desazo rindo do chão.

Desmanchando a cizânia,

oferta tacanha,

veneno da alma,

destruidora de ser.

Um vômito colorido,

citricamente um labirinto,

anacoluto ácido,

pesadelos de plásticos,

com linhas anís ligavam o cordão umbilical dos castos.

Perro y gato ,

sereno e telhado,

bailando na sinfônia do céu.

A alma revirada ,

amassada,

amarrotada sem laços de cetim,

transborda calor derretedor de ferro,

o gélido na nuca é o que mantém os lábios carnudos de desejo,
loucura sem medo,

sacolejo de lampejo dos raios da pecepção.

A luta do bem e do mal,

sai um tango talhado em metal,

das escrituras impronúnciaveis dos mortais.

Agora não sei,

vivo o agora,

segundo atrás era rato,posso ser sapato,

ou pato,

mas acabei de virar rei,
agora não sei,
presente eu serei.



Äpathie Dread

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Inércia externa e combustão interna


Meu coração está hoje como um coquetel bem mal-feito.

Alcool isopropílico,

Choque,

Medo,

Dor,

Rancor,

Raiva,

Desconfiança,

Esperança,

Tânis,

Mandrágora,

Fel,

Conflito interno,

Bem,

Mal,

Chumbo,

Enxofre,

Bactérias devido a mão suja,

Abstinência,

Insatisfação,

Perda de desejo,

Repulsa,

Aversão,

Dia de chuva onde se é pego desprevinido no meio do nada sem condução.

Fora de alguém que você ama,

Ausência de si mesmo,

Uma vida que não é minha vida,

Comoção sem reciprocidade,

Descrente de amor.


Colocado os ingredientes em um liquidificador de sobresalto,

cujo as lâminas são hostis.

O conteúdo recepcionado em uma taça gélida de

imposição de não aproximação social.

Bebi forsosamente ,

minha boca cedeu ao soco,

o soco de amargura,

que de inocência não queria ofender-te.

Pensava que tembém estava brincando.

Você é dor,eu amor,

Não me culpe se eu me afastar.

És dolorido que nem porradas em dia frio,cujo a pele está sensivel e a musculatura desprevinida.

Sei lá...

Estou confusa...

O choque do quase tiro do homem da lei,mudou algo em mim,

Vi que preciso me encontrar.

Não me sinto bem mais em nenhum lugar,

Fui drenada e passastes caracteristicas suas,

espero que tenha drenado a minha compaixão,

para amolecer esta sua dureza.

O mundo não gosta de pessoas tristes,

por isto nesta minha estação do meu ano astral,

se afastaram de mim.Mas não vou agradar ninguém,

sem paciência para masturbação social,

me deixa quieta.

Não acredito em mais nada.

Me deu vontade de fazer uma merda,

encher a cara de drogas,

e comer chocolate.

Andar em um carro em alta velocidade com o som no último volume,

ouvindo "The end" do The doors por falta de opção de uma música melhor,e por ela ser simplesmente a retratação do fim de algo,

e enfim me jogar de um precipicio.





Äpathie Dread.



Ps: Sei lá... Afasia. Estou agôniada,tá me fazendo mal,mas não posso contar com ninguém,não entenderiam...Tô passando mal,só sei disto.

sábado, 24 de outubro de 2009

Lila contrapondo a necessidade de alterador espiritual da mente,onde do cinza do caos foi o surreal exemplo divino de escolha.


São Paulo,23 de Outubro de 2009.

Em plena Liberdade,bairro do centro de São Paulo, foi onde fizemos parte espontaneamente forsosa de uma brutalidade.

Eu e uma amiga estavamos andando,conversando sobre coisas da alma,analisando nosso eu interno da forma mais humilde possível,compartilhando das coisas boas e construtivas que a simplicidade do universo estava nos dispondo,tentando ter jogo de cintura em pleno cinza de pedra,buzinas,gritos,pessoas que parecia bonecos de corda condicionadas pelo sistema e bloqueando a energia vital e transmutante que possuem para serem livres e amarem uma as outras. Enfim,andavamos rindo compenetradas em nossos assuntos pois eu e ela nos entendemos espiritualmente bem, a ponto também de às vezes não precisar detalhar o expressar,pois no étero estava a mais perfeita descrição recepcionada uma a outra.

Perto da gente na calçada havia um menino de aproximadamente 11 para 12 anos condunzindo sua bicicleta calmamente e distraidamente em um dia de sol.Derrepente,um barulho estridente de raspar de pneus no solo em cima da gente,uma porta violentamente sendo batida,e um grito bruto e violentamente opressivo nos chamou espantosamente a atenção. Viramos para ver,era um policial alucinadamente agressivo,vinha vindo com a arma em punho apontada frenetricamente ao menino ,o menino foi jogado da bicicleta, onde esta foi parar ao lado com a famosa "bicuda" ,que foi violentamente efetuada. A criança estava em choque e nós também,pois à medida que o policial abordava ele,impondo ao menino para parar e ficar rendido,o garoto sentado ao chão que se desequilibrara devido ao susto, estava paralisado,e o policial gritava,os olhos parecendo que estava no mais baixo plano de ótica captando sanguinareamente um motivo para atirar.O estardalhaço foi tanto,que ele olhava para a gente e por nos vestirmos e sermos incomuns onde ele parecia suspeitar que estavamos envolvidas com algo,pois até então estavamos na mesma calçada e andavamos mais ou menos perto da criança enquanto desciamos a rua.Com isso a minha amiga me puxava com o medo que eu e ela levassemos um tiro-proposital ou acidentalmente- daquela arma engatilhada sendo chacoalhada frenéticamente nas mãos do policial em um desequilibrio tamanho,pois ele ficou perto da gente,empurrando o garoto,gritando,agredindo,a arma aproximadamente na direção de nossas cinturas conforme ele vinha para cima do menino, nós nos desvencilhamos,mas ao mesmo tempo petrificadas com esta ação maléficamente surreal e traumática.

Ao sair de perto me senti fraca,desnorteada,dreanada e com um peso negativo e reboar de gritos condesando a minha volta,pois um segundo antes desta repentina explosão de carga negativa do astral,digo isso pois acabou parecendo que este ocorrido ruim tinha forçado uma passagem de outra dimensão entrando brutalmente em nosso mundo,eu havia acabado de fechar a boca para falar que ,me sinto hoje em dia um peixe fora d'água em São Paulo. Que eu me sentia ausente de casa,que aqui não é meu mundo,tudo agride a maneira de eu me manifestar .Estou em outra busca,aqui não dá,como diz os artesãos de rua e o pessoal que curte Reggae,aqui é Babilônia.Ao olhar para o lado e vendo o carro da policia,vi outro menino assustado sentado no banco de trás com cara de que " não sei como agir se eu tentar falar em minha defesa posso morrer.Corro?choro? Não sei.",este parecia-me que tinha uns 13 anos,choquei.

Não sei o que irei fazer a partir de agora,pois violência tem em todo lugar,mas aqui é chamariz,pois é uma cidade bem futurista segundo a vanguarda européia: Tudo,agora,ao mesmo tempo,já! Mas só que de forma regressa, ilusória e egóica,onde se salvam poucas execeções. Mas que tenha um lugar ou outro "bacana",não dá mais,pois este "bacana" torna-se êfemero.

Acho que isso me mostrou que devo ir realmente embora daqui,pois para mim tornou-se um ambiente estagnante,me sinto presa,improdutiva para o mundo ,não estou feliz.

Me sinto travada,não consigo mais interagir com as pessoas,e por mais que elas se atraem pelo modo que ajo e penso, acham que sou louca, por estarem bem enraizadas com a alienação daqui. Amigos que consigo ter trocas estão indo embora,minha rotina aqui dizendo que não está sendo vital permanecer.Para alguns podem parecer covardia,pois o lance é transmutar no caos,penso assim também,porém transmutei muitas coisas aqui,mas como sigo o caminho do meio,o cinza,preciso da paz agora,da natureza,de um lugar que realmente consigo pensar sem intervenções de frequência baixa,e que principalmente consigo aplicar das coisas boas,para mim,para você,para ele,para ela e para todos.

Ah não!Decididamente agora parto,pois aqui me sinto em um Umbral.



Äpathie Dread

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

No chá me vêem mãe ,me personifico em útero e o tempo faz germinar.


O ímpeto transcrito em minhas ações:

Kin 64, Semente Cristal Amarela

Eu dedico-me com o fim de focalizarUniversalizando a percepçãoSelo a entrada do florescimentoCom o tom cristal da cooperaçãoEu sou guiado pelo poder da inteligênciaSou um portal de ativação galáctica, entra por mim


"Comunico a cooperação para semear a Terra com liberdade."



Logo ao observar desta semente,
e me ver como uma,
vejo o peso de meu karma.
Às vezes o solo é duro,
não contribui.
Não há picareta nem inchada.
Se há amor,
tenho que sacrificar as mãos abrindo lacunas.
Deixar o ego de ladinho,
me sacrificando um pouquinho por amor,
para "nanar" nos braços o irmão doente,
e dar amor a alma carente.
Abrindo a terra em ti,
abrindo a terra em mim,
deposito minha semente,
floreia,floreia,floreará.
Regue-a de pureza e expandirá.


Äpathie Dread.



Ps; Vou sumir para me encontrar,é preciso. Última postagem com carinho.

Muro


Medo?
Não!

Apego!?

Também não.

O que é então?

Não sei...
Presumo que seja conveniência.
Hummm...
Indecisão,de dois só um.
É. Pois é.
Desculpe mas não tenho a vida toda para esperar.
Mas...mas...
Gosto de ti,mas tenho um caminho para seguir.

Eu também gosto de ti.
Nos gostamos né?

Tentamos?
E ela?
Não sei.
Medo?
Não!

Apego!?
Também não.

O que é então?

Tenho certeza que é conveniência.

Então tá,tchau!
Espere!

Sim?
Fica?
Por quê?
Você é importante para a minha vida.
Você poderia ser para a minha.
Poderia?
Sim,pois tu estás sem direção.
Estou desnorteado.
Afirmaria balançado.
Já teve certeza do amor?
Não sei.
apego!?
Também não sei.
Amor?
Apego?
Amor?
Apego?
Amor?
Apego?
Amor?
Apego?
Apego?
Amor!
Explendor!
Apego!
Desespero.Dor...
Insatisfação,um ciclo incompleto,
se o verme da dúvida,da atração,te cutuca.
É porquê há ausência. Não force algo que não sentes por ela,
gratidão é lindo,mas forçar-se a permanecer com alguém por dó,apego,
não é amor. Pois um homem precisa essêncialmente de sua Shakti.


Äpathie Dread

domingo, 18 de outubro de 2009

Saturnus


Sabe,o que me frustra é não poder conhecer outros planetas.

Desde criança sonhei em ir para Saturno,

Estudar o sistema solar,

era instigar a vontade de me perder e me encontrar.


Fico horas e horas in transe olhando o céu,

me vejo nas nuvens,
até mesmo na fúria de um trovão,

mas é em Saturno que reverbera meu coração.



Seria ainda menina,

ou chegando lá viraria mulher?

os gases dos anéis tonalizam meus seios,

policromatizam meus pés.



Posso ficar de ponta cabeça,

andar perpendicularmente sem cair,

cuspo vermelho cereja,

a água de minha saliva fica cor de cáqui.




Äpathie Dread




Ps: Com desejo tântrico de Samael. Ouvindo desde ontem ineterruptamente Ataraxia:

sábado, 17 de outubro de 2009

Nuvens


Observando mais uma vez o comportamento humano perante ao universo,junto a naturalidade das coisas:

O que anda me irritando ultimamente,é o fato das pessoas quererem conduzir a história alheia,boicotando as decisões livres do próximo que não vão de encontro ao delas. Gosto dos que são diretos,porém desaprovo quando envolve a conduta de indução,mas o que me causa repulsa,são os que querem dar uma de sútis. Aqueles que jogam de seus venenosos verde,para colher o puro do maduro-alheio. Sabem o que está se passando,mas quer acossar a pessoa,para que se ela ficar reprimida ou sem jeito,a única saida por debaixo destes braços que aprisionam,seria de encontro a resposta e ações que lhes convêm. Eis ai a condução forsosa à vida alheia,pois tem gente que não sabe se firmar ,ou bater de frente e sempre caem,pois no fundo para elas é mais viável. Para que criar conflito,se posso me aninhar em todos?

Tosco!

Levo a vida após passar por coisas como citei acima, como as nuvens. Ela não param,são gases, que devido as moléculas estarem separadas,elas podem se expandir e tomarem várias formas. Tomo as formas que eu quiser. Pois vi que ,por mais que seja boa a sua intenção para com o mundo e para consigo mesmo,ser VOCê MESMO,desagrada algumas pessoas.

O ser humano tem que parar de criar novelas da vida alheia,acompanha-las já pré-impondo o que deverá de ocorrer,pois como mau acostumados com a vida televisiva ,acham que tudo deve ser a enorme patifaria clichê.



Äpathie Dread.
Ps: Um texto crítico ,onde muitos resumiriam como meu querido amigo Erick: "Tem que tesourar mesmo os Zés Povinhos,bando de pau no cuuuuuuuuuuuuu",mas prefiro que não.