
São Paulo,23 de Outubro de 2009.
Em plena Liberdade,bairro do centro de São Paulo, foi onde fizemos parte espontaneamente forsosa de uma brutalidade.
Eu e uma amiga estavamos andando,conversando sobre coisas da alma,analisando nosso eu interno da forma mais humilde possível,compartilhando das coisas boas e construtivas que a simplicidade do universo estava nos dispondo,tentando ter jogo de cintura em pleno cinza de pedra,buzinas,gritos,pessoas que parecia bonecos de corda condicionadas pelo sistema e bloqueando a energia vital e transmutante que possuem para serem livres e amarem uma as outras. Enfim,andavamos rindo compenetradas em nossos assuntos pois eu e ela nos entendemos espiritualmente bem, a ponto também de às vezes não precisar detalhar o expressar,pois no étero estava a mais perfeita descrição recepcionada uma a outra.
Perto da gente na calçada havia um menino de aproximadamente 11 para 12 anos condunzindo sua bicicleta calmamente e distraidamente em um dia de sol.Derrepente,um barulho estridente de raspar de pneus no solo em cima da gente,uma porta violentamente sendo batida,e um grito bruto e violentamente opressivo nos chamou espantosamente a atenção. Viramos para ver,era um policial alucinadamente agressivo,vinha vindo com a arma em punho apontada frenetricamente ao menino ,o menino foi jogado da bicicleta, onde esta foi parar ao lado com a famosa "bicuda" ,que foi violentamente efetuada. A criança estava em choque e nós também,pois à medida que o policial abordava ele,impondo ao menino para parar e ficar rendido,o garoto sentado ao chão que se desequilibrara devido ao susto, estava paralisado,e o policial gritava,os olhos parecendo que estava no mais baixo plano de ótica captando sanguinareamente um motivo para atirar.O estardalhaço foi tanto,que ele olhava para a gente e por nos vestirmos e sermos incomuns onde ele parecia suspeitar que estavamos envolvidas com algo,pois até então estavamos na mesma calçada e andavamos mais ou menos perto da criança enquanto desciamos a rua.Com isso a minha amiga me puxava com o medo que eu e ela levassemos um tiro-proposital ou acidentalmente- daquela arma engatilhada sendo chacoalhada frenéticamente nas mãos do policial em um desequilibrio tamanho,pois ele ficou perto da gente,empurrando o garoto,gritando,agredindo,a arma aproximadamente na direção de nossas cinturas conforme ele vinha para cima do menino, nós nos desvencilhamos,mas ao mesmo tempo petrificadas com esta ação maléficamente surreal e traumática.
Ao sair de perto me senti fraca,desnorteada,dreanada e com um peso negativo e reboar de gritos condesando a minha volta,pois um segundo antes desta repentina explosão de carga negativa do astral,digo isso pois acabou parecendo que este ocorrido ruim tinha forçado uma passagem de outra dimensão entrando brutalmente em nosso mundo,eu havia acabado de fechar a boca para falar que ,me sinto hoje em dia um peixe fora d'água em São Paulo. Que eu me sentia ausente de casa,que aqui não é meu mundo,tudo agride a maneira de eu me manifestar .Estou em outra busca,aqui não dá,como diz os artesãos de rua e o pessoal que curte Reggae,aqui é Babilônia.Ao olhar para o lado e vendo o carro da policia,vi outro menino assustado sentado no banco de trás com cara de que " não sei como agir se eu tentar falar em minha defesa posso morrer.Corro?choro? Não sei.",este parecia-me que tinha uns 13 anos,choquei.
Não sei o que irei fazer a partir de agora,pois violência tem em todo lugar,mas aqui é chamariz,pois é uma cidade bem futurista segundo a vanguarda européia: Tudo,agora,ao mesmo tempo,já! Mas só que de forma regressa, ilusória e egóica,onde se salvam poucas execeções. Mas que tenha um lugar ou outro "bacana",não dá mais,pois este "bacana" torna-se êfemero.
Acho que isso me mostrou que devo ir realmente embora daqui,pois para mim tornou-se um ambiente estagnante,me sinto presa,improdutiva para o mundo ,não estou feliz.
Me sinto travada,não consigo mais interagir com as pessoas,e por mais que elas se atraem pelo modo que ajo e penso, acham que sou louca, por estarem bem enraizadas com a alienação daqui. Amigos que consigo ter trocas estão indo embora,minha rotina aqui dizendo que não está sendo vital permanecer.Para alguns podem parecer covardia,pois o lance é transmutar no caos,penso assim também,porém transmutei muitas coisas aqui,mas como sigo o caminho do meio,o cinza,preciso da paz agora,da natureza,de um lugar que realmente consigo pensar sem intervenções de frequência baixa,e que principalmente consigo aplicar das coisas boas,para mim,para você,para ele,para ela e para todos.
Ah não!Decididamente agora parto,pois aqui me sinto em um Umbral.
Äpathie Dread