terça-feira, 13 de outubro de 2009

Uma descarga de 1.300 volts na alma.


Levei um choque.

Meu corpo até esfriou,

sinto-me como se estivesse com hipodermia.

Sabe eu deveria estar acostumada com as decepções,

faz parte de minha vida.

Porém desta vez vou analisa-la,e ver o que o universo quer me mostrar.

Aceitar o livre-arbitrio do próximo.

Lutar pelo que gosto?

Ah não sei...

Nunca fui de bater de frente quando a questão é uma história de duas pessoas.

Da admiração dos persistentes ,somente ficou a contemplação da garra,sou covarde,penso muito nos outros,e abro a mão de mim.

Estou em conflito agora:

Um lado meu quer ir atrás ,insistir como ela,transpor meus argumentos,e fazer tu me conhecer no real,e fazer sentir fortemente que sou além de virtual,das palavras que jogo aqui ou ali,que sou orgânica,e tenho algo a passar fortemente e intensamente,porém serena e confortadora.

Do outro está um lado que tocaria um foda-se,desencanaria e desejaria boa sorte.E definitivamente aceitaria a castidade,e aceitar que a reciprocidade de meu amor é somente pelos animais que sofrem diariamente da exploração humana.

Eu não queria ter sentimentos,eu não queria...

Acho que se eu fosse alcolatra ou adicta seria tudo mais fácil,mas não sou.

É Gusthaf presumo que desta vez aceitarei o convite da ayahuaska,talvez da abertura de percepções para mim,beberei do copo deste suicidio,pois já vi todas as vezes o que tinha que ver,mas desta vez quero desparecer.

Eu sei que não posso tomar,mas vou tomar,também quero trabalhar algumas coisas em mim.

Porque acabei de tomar um choque.

Numa tomada de 1.300 volts,então acho que aguento mais uma vez deste copo do étereo.

Meu corpo estava úmido,meus pés estava descalsos no chão e tudo em volta era de metal.

E eu não consigo respirar,minha garganta está fechada,me sinto desprovida de narinas e meu pulmão tornou-se pedra.


Äpathie Dread


Ps: Segunda-feira não foi em vão,eis um consolo aprendi a ter força agora que percebi.

Ah na boa não irei desistir não! Amo,e luto por amor! Te amo Samael e estou convicta disto,se após tentar e não obter nada,acreditarei que exerci um amor incondicional por ti.^^


domingo, 11 de outubro de 2009

Domingo


Domingo,o mais inesperado dia da semana.

Tão decadente em minha infância.

Odiava este dia "sagrado" que tanto falam.

Era monótono uma vez que estava nas dependências limitadas de meus pais,

podendo apenas submeter-me ao gosto deles.

Tudo fecha cedo,tudo está morto,nem uma alma viva na rua depois da 13:00.

Odiava quando me encontrava em casa,os amigos saiam para almoçar na casa de parentes e eu lá em meio aos brinquedos que debilmente encontrava-se inânimados no Domingo,

pareciam que eles também estavam em dia de folga para estimular a minha imaginação e brincar comigo.

Faustão,Gugu e por ai vai. Chorava,literalmente eu chorava ao ver que só tinha as imposições alienantes na tv,eu acreditei por um longo tempo de minha infância que Domingo universalmente era assim:

Um dia torturante,anunciando a folga do aperto semanal junto a chegada da fria e insensível segunda-feira,com programas educativos e interessantes a manuntenção de controle à massa como : Faustão e Gugu,em seguida Fantástico onde encerraria as cortinas do espetáculo sádico dominical.

Ao crescer vi que,assim como todos os dias o Domingo é você quem faz. Mas constatei que vivenciei uma parte forsosa da alienação da classe baixa de periferia de São Paulo,onde na alienação se condicionam a dormente e mórbida sensação de folga semanal.



Ps: Samael tu fez meu início de domingo resplandecente,gosto de ti mais que ontem,e amanhã acredito que mais que hoje.

sábado, 10 de outubro de 2009

Partícula da Morte


Acabou de acontecer, 17:57

Foi como uma machadada que levastes um pedaço de mim,

tive que decidir:

Ou era a alma ou o pedaço .

Estou sangrando,

com medo de ter uma hemorragia,

de ter cortado o pedaço errado sem o sangue poder estancar.

O que foi cruel disto tudo,foi o grito mudo que saistes de sua garganta ferida.

Estou com febre ,corpo trêmulo.

A verdade foi a coragem que se transformastes neste imenso machado impiedoso,

Tive de ferir,tu e a mim,

pois como disse ,ou era o pedaço ou a alma.

Tenho que permanecer forte,ficar de pé,

a estacada da doença quer me derrubar,

mas não vai conseguir me levar,

praticar o desapego do apego doentio,

de algo estagnado e improdutivo ,dói.

A auto-aceitação da ausência e encontrar um refúgio em si próprio,

será o "start" desta cura,
desta auto-cura,

e fechamento de um ciclo,

de um relacionamento,
sem fundamento.



Ps: Estou passando por um mar de provações,só não quero morrer afogada,não sei nadar.Mas terei de aprender,terei de saber.Preciso de ajuda,tive que ser humilde para agora imediatamente admitir.


Äpathie Dread

Porradas no ego


Hoje eu levantei com força suficiente para dar porrada em egos alheio,

adormeci ontem levando e dando porrada no meu falso ego.

O falso ego,aquele que te impossibilita de crescer,se desenvolver,olhar ao todo,compartilhar,transmutar,ver a fonte em si mesmo sem ficar cobrando os outros.

Me vi numa situação desesperadora,ver um ser se degenerar e eu não poder fazer nada,pois vi que não é por não saber o que fazer,por medo,mas sim,vi que esta minha estagnação foi um meio em que,os seres de luz me bloquearam para não deixar intervir no processo da pessoa,o processo de auto-transformação e auto-desenvolvimento.

Não sou salvadora,porém as vezes sou boba. Boba pois de ímpeto quero ajudar a pessoa a se curar tomando os fardos dela para mim,

mas não,hoje ,a partir de hoje resolvi mudar,pois este lance em mim de dividir minha cura espiritual,não equilibrado posso doar minha vitalidade,onde me desgastaria sendo drenada. Tenho que ser equilibradamente generosa,não egoista negando ajuda ao próximo.

Não sou Deus,mas como todos possuo Deus em mim. Sou livre. Conceitos martir não me satisfazem,o que me satisfaz puramente é saber que de meu livre-arbitrio posso escolher de tudo que é bom e puro,de tudo que envolve amor. Pois do mal destrutivo,de alguma forma minha alma nasceu vacinada.

Tudo tem dois polos,o claro e o negro,a luz e a escuridão,mas entre os polos existe o caminho do meio. O equilibrio. Porém em tudo existe ambos os lados,para equilibrar a balança, Deus e o Demiurgo,a noite e o dia,o "bem" e o "mal"e disso faz-se a dança desta piada cósmica.

A gente tem medo de crescer,de viver,e transformar as coisas em algo bom,generosamente bom! Viva,a vida foi feita para ser vivida,nunca terás as práticas se não exercer a teoria.E nunca terá ,e vivenciará,se envelhecer sem tentar e transmutar.A vida é um quadro feito por TODOS,pode pintar,lave suas mãos de tinta,e crie solidamente algo.
Sem medo.


Äpathie Dread




Ps: Samael preciso ouvir sua voz,preciso sentir seu coração caso permitir,minha mão está estendida através deste manto de sombras. E Gusthaf obrigado por estar sendo um leal amigo e irmão espiritual.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Samael


Das sombras resurge o resguardado,
do seu manto cobre uma bela face onde mergulho em um mar de aneis de Saturno,
Doce,não é açúcar,porém refinado e delicado,
Educado,
de bom grado.
Vi,que de sua melancolia angelical aspira cavalheirismo dos que beijam a mão,
sabe desenhar o universo através das estrelas,
decifraria minha mente através da lua.
Apreciador,onde sensivelmente com bom gosto capta do mais elevado grau os sussuros convertidos em arte.

Sensorialmente de sua mãos ,dos chackras afloram a cura,derrama em essência pura envolvendo

como escudo minha alma,fazendo-me mulher,acalentando meu sussego em leve desapego,sem o velho medo de ser.
Sereno,não frio,acreditaria que sua boca é quente,
vejo um fogo coloridamente espiralado de seus olhos ardentes,
dos meus ,fechados,sinto sua presença em alma ardente,

onde,
jogo-me de costas sabendo que não tem volta,mas sem me machucar.
Como és anjo,tens asas e saberia me salvar.



Äpathie Dread

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Apelos de uma lagarta


01:13,logo menos terei de levantar para ir trabalhar.

Entro as 07:00 e saio as 13:00.Estou começando a entrar numa rotina cansativa e que não me levará a nada além da escassez de vitalidade,pois já chego do serviço e vou dormir de tão cansada e sugada que sou,e olhe que ainda não faço tanto quanto os outros.

Mas a idéia de possuir patrão já me desgasta,a idéia de que tenho que trabalhar para pagar contas, alimento e vestimenta,me aniquila.

Como haviamos falado aquele dia Samael,exatamente como tu havia citado: " A terra dos fornece tudo,cabe a nós desfrutar e preservar",dizestes isso em outras palavras,enfim,transcrevo a essência que pegastes em minh'alma.

É frustrante saber que temos tudo de belo,e somos escravos de algo e alguém,escravos de um sistema egóico,que diz ser em favor à melhoria de uma nação,de um (seleto) grupo,sendo que o próposito é dar conforto a apenas para poucos privilegiados,onde se encabeçam entre si,sendo que na verdade somente UM quer ter as rédeas para si só,onde uma grande população,milhares de térráqueos(anmais,plantas,e etc),se dispõem ao seu ego malignamente destruidor,de uma criança gigantesca com uma lupa enorme na mão que com o sol de sua vontade horrenda e avassaladora,nos queima com sua lupa gigante.

Quero só viver,ter uma vida simples e farta,pois a terra é farta dá de tudo para todos,a todos aqueles que souberem cultiva-la com amor,mas neste mundo onde humanos se tornam vermes corrosivos,se assemelhando a câncer ,às vezes me bate uma incredulidade de amor.
Me sinto a cada dia um bicho da terra sendo condicionado a ser uma peça inorgânica de uma máquina gigante de fazer dinheiro. Abastecida com vida,sonhos,liberdade,jovialidade,força,amor de todos os seres,onde nas ruas,no cotidiano nos deparamos com meros zumbis.



Äpathie Dread

Pistas em braille (Gusthaf)


Entendedor de minhas sâncices criptografadas,desvendador dos meus apelos ao mundo em código morse.

De ouro?

De carne,de espirito expansivo incabível deste diminuto corpo humano,onde dos prolongamentos dos músculos,doem no âmago do peito com necessidade de transmutar a loucura e caos incoêrente de uma vida a-normalmente imposta pela "sociedade".

Não é tão perfeito ,

é único e distinto comparado a padrões de merda ,cagadas,fédidas e embrulhadas em um papel vagabundo a laço,estampando as coisas pútridamente almejada aos iludidos desta vida fácil e prostituta de insensibilidade,

do contrário desta bomba de pelúcia mundana,é unicamente puéril e real,como um diamante em estalagmite em uma enorme gruta escura,

onde ao deparar com teu ofuscante brilho cega-me,sublimando meu medo,expulsando-o dali,me embalando em sua luz solidificando a coragem que há no fundo de mim.

Tateando em minha cegueira,no escuro deste vasto mundo de fogo estelar,

em braille encontrei a ti.



Äpathie Dread.