terça-feira, 6 de outubro de 2009

Infecção débilmente afônica


O que há de pior em mim?

Minha boca,da qual saem coisas constrangedoras,e indizíveis.Tenho através dela,detruido.

Hj quase chorei,mas não saiu, agora estou com um alivio de certa forma de sentir minhas palpebras dormentes e caidas como se tivesse chorado,porém há algo no âmago para sair. Odeio,sentir ódio,pois me inflama,e desta inflamação purula a alma,e expremer para limpar e cicatrizar dói. A raiva coprimida e atômicamente intensa ,me faz reprimir a vontade de colocar tudo o mundo abaixo e engolir a seco com uma colher em brasa. Onde tenho de segurar a expressão agoniante,e aguentar as bolhas subirem na lingua.Seria um problema eu falar o que sinto,enquanto um mundo inteiro me esconde coisas básicas a qual,necessito saber?

Um amigo disse que é uma merda querer chorar e não conseguir,é a mesma coisa que estar apertado para ir ao banheiro e não sair nada . Logo complementei a ele, que não,a melhor metáfora seria que pior é estar apertado,ir ao banheiro tentar se aliviar,e descobrir que está com uma puta infecção urinária.

Ambos odiamos não conseguir chorar para se aliviar,e é lacinante infecção "urinária" na uretra da alma.




Äpathie Dread

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Solíloquio


A sinceridade hoje em dia tem seu preço.

Desabafo então ,nem se fala.

No cotidiano as pessoas estão mais habituadas a perguntarem umas as outras formalmente se estão bem :"Oie ,tudo bem?",aguardando uma resposta mecânica de " Estou sim e você?" ou "Estou sim obrigado",do que com um real interesse sobre o estado da pessoa. Tudo tão mecânico e ensaiado,típico da sociedade do século XXI.

Às vezes,como agora mesmo no msn com uma amiga ao perguntar-me : "Oie,tudo bem", logo respondi : " Mais ou menos,estou cansada e estressada",e ela logo " O que anda fazendo?" e eu "Trabalhando e me cansando com as pessoas."Simples assim,não vou responder o típico "Ah sim estou bem e você?",enquanto o diabo dentro de mim mexe o caldeirão do inferno,prestes a ferver.

Você deve estar pensando,mais que raios de ser mais irritado e reclamão. Não é isso,todo mundo tem seu dia,ou dias de stress,ou de saco cheio.E ando ultimamente com muita coisa acumulada na garganta,se coloco para fora sou a chata,a purgante,se engulo e fico quieta,sou a bestamente passiva,ou seja, para mim uma simples cabeça de vaso sanitário onde muitos querem cagar em cima.

Ultimamente estou falando com poucos bons entendedores,porém o que está causando efeito,às vezes não por opção,é falar comigo mesma,pois a galera só querem ouvir coisas boas,e como humana tenho também meu lado com dias ruins,porém verdadeiros. Começando pelo sincero "Não estou bem obrigado e vc?".
Mas aonde entra o Solíloquo?
O simples fato de você estar no fundo falando sozinho,pois com estas perguntas formais e sem interesse,você acaba não sendo realmente ouvido e atendido pela sua resposta.




Ps: Meus textos estão uma bosta,pois sem preocupação de estética e coêrencia,é apenas desabafo,entenda como quiser. Estou naqueles dias onde a gente toca o foda-se para tudo.










Äpathie Dread

domingo, 4 de outubro de 2009

Eco no deserto descrito em um guardanapo de bar com a marca de um batom de um anônimo de perfume instigante


Não,não acredito que mais uma vez pude ter sido tão burra.

Pego desta adaga e opto por degolar minhas espectativas.

Não as crie,elas são ervas daninha que enchem de chaga a sua paz.

Meu próprio feito,um mal feito infernal.

Depositar algo,esperar de alguém algo que acredita que fornecerá é uma das piores burrices.

Não me catives mais,pois tu não és responsavel para manter.

Porquê filho de uma égua,porque falastes tantas coisas belas a mim?

Onde destas palavras doces,não posso nem encostar meu dedo indicador,para pegar do pouco e colocar em minha boca para provar. Atiça a minha fome avassaladora de amor,de ser amada,mas não a sacia.

Do platônismo vi que nesta estante meu braço nunca haverá de alcançar o que tens ali no alto.

Fico estacada ao chão,obsevando e contemplando deste brilho e júbilo que enchem meus olhos fazendo com que tenha necessidade de levitar ,fisicamente uma improvável condição.

Ó não me cutuque ,se não podes presenciar as minhas reações.

Não me faça cócegas se me impossibilita de deixa-lo ver-me rir e não me conquistes se não podes me manter.

Pois isso é como ecos no deserto,onde iludo-me com vozes,que acredito com espectativa ser de alguém pronto para me embalar,mas não,é somente a minha,e sempre estarei lá sozinha sem a presença de ninguém,onde da migalha criou colossalmente algo encantador em minha mente aberta a obtê-lo,e em seguida a decepção.




Ps: Novamente com a filha da puta da espectativa estilhaçada em minha frente. Por favor não se choque,pois desci do salto e quero falar meus palavrões e xingar,pois odeio estar nutrindo algo por alguém que não se comprometerá a ter algo comigo,mas ainda insiste em me cativar.Entretanto se quiser se abalar,se abale ,que se foda,eu falo mesmo.Mas é uma porra ,um caralho de ciclo dos infernos. Definitivamente vi que não sirvo pra ninguém. E quero que se foda! Por hoje deixo a baixeza de minha revolta verdadeiramente humana e mundana se manifestar: "Vai tomar no cu e nem venha com idéia,hoje não tem lirismo pra tu não"


Äpathie Dread

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Lata de lixo ambulante


Hoje mais uma vez fiquei impressionada com a gulodice de muitas pessoas.
A empresa onde eu trabalho comemorou 4 anos que um certo cliente faz parte de nossas dependências,devido a isso teve "festa".Como todo mundo sem criatividade só confraterniza comendo,esta festa não poderia ficar para trás.
Festa de empresa,ai que ridículo,não gosto,trabalho numa empresa por fins financeiros, por infelizmente viver num planeta que não se pode fazer nada sem dinheiro,seja direta(você bancando) ou indireta( pais,ou conhecidos bancando),ou seja TUDO vai dinheiro,pode-se lá ter uns meios aleatórios,mas uma hora ou outra nem que seja para comer em um lugar que não fornece alimento direto da terra,na hora da pressa e do fácil acesso, nem que seja um breve sanduiche natural da rodoviária onde tu está rumo a sua sonhada viajem mochileira.Mas isso não vem ao caso agora,o foco é a gulodice das pessoas.
Como adepta do veganismo,após 4 anos seguindo o vegetarianismo passando por etapas,ovo-lacto-vegetariana,lacto-vegetariana,e agora vegan,logo vi a limitação da coisa após conviver com uma bando de carnivoros insaciáveis,e por não dispor após o desapego a ânsia para comer todo aquele conjunto de sofrimento enfeitado de coisa "apresentável".Logo vieram as piadas: "O que você irá comer?"," Tira o salame e come o pão", "Pode comer o ovo é orgânico"," Come e depois peça perdão a sei lá quem que você segue","Você é vegana?" ," Você vive de ar?" "Você come o que?",e por ai vai! Teve uma hora que eu ignorava,pois após anos de exercícios para alongar minha paciência,que ela é longa,mas com o cotidiano e com tanta bobeiragem ela se torna tão curta,que virei o rosto para não me afetar,poxa já eram 13:15,saio as 13:00,adiantaram a nossa saída de nossos postos de trabalho para a "festa" ,mas mesmo assim ultrapassou meu limite de permanência dentro da empresa,pois particularmente 1 minuto além ,começo a sofrear contra-efeito.
Ao entrar na saleta ,havia lá: Sanduíches "naturais"de queijo,salame e presunto,um bolo com ovo e leite,sucos(ainda bem),refrigerantes,coxinha de frango,empada de frango. Nada comestível para mim,tomei só o suco.
Via como as pessoas ficavam afoitas,comiam sem ver(literamente)o que colocavam na boca,não analisavam,apenas davam 3 mastigadas e engoliam,sabe, constatei que não é exagero ou coisa de desenho animado não,a gula deixa as pessoas com os olhos levemente arregalados enquanto se empanturram de "comida". Enquanto isso,eu lá,encostada na parede com o copo de suco na mão,vendo o povo mastigar de boca aberta e falar de boca cheia. Eles achando que eram gente confraternizando,e eu apenas os vendo como latas de lixo ambulante onde tudo caia dentro,quase tão natural e mecânico eu imaginava pisando em seus pés,eles abrindo as bocas e eu jogando algo dentro. Após ver este espetáculo agoniante,sai à francesa,indo para casa onde saberia exatamente o que estaria comendo e que não houve nenhum derramamento de sangue para isso.


Äpathie Dread.

domingo, 27 de setembro de 2009

Esquiva


Todo mundo quer amor!

Ou eu estou errada?

Presumo que não!

No cotidano me deparo com a frieza e a aspereza do seres humanos quando você demonstra afeto para com eles,geralmente as pessoas estão mais fechadas,repelindo qualquer manifestação profunda e pura de carinho,chega até fazer as pessoas a qual manifestam este afeto sentirem-se mal,como se estivessem infectadas com um virús mortal e asqueroso.

Chega a aura da pessoa parecer dura,não aquela coisa sedosa como algodão esfumaçada como sonho,ela se torna dúctil.

Quando criança ,interpretava o abraço como uma forma de apertarmos tão forte a pessoa e encostarmos o nosso coração no dela,a ponto de sentir a mesma vibração,a mesma conexão,e que ficasse explicíto neste ato a importância que a pessoa tinha,e que as sensações fosse transmitidas de um coração ao outro,que nem carimbo. Mas hoje,vejo muito adulto com o peito fechado a cadeado.É triste. A gente quando é criança , fala tanta coisa espontaneamente,desde besteirinhas até uma crítica ou elogio,ao tornarmos adultos acreditando sermos mais fortes passamos a usar máscaras,nos tornamos retardadamente desprotegidos,utilizando de coisas e sentimentos corrompidos para nos safar do que é intenso e verdadeiro,pois desaprendemos a arrecadar pureza,desgarramos da mão da liberdade e espontaneidade,o ego já apita,às vezes nos tornamos chacais.

Quero abraço,quero beijo,quero palavras de "Eu te amo",quero falar ,transmitir,sentir e fazer sentir,e tudo isso sem medo, sentir vivamente, expandir minha alma,álias, nossas almas.

Sinto pelos outros,mas abro mão,pedindo demissão desta vida de pseudo-adulto,de pseudo-espiritualizado,e humildemente me rendo a aprender com as crianças ,os animais e com o universo.



Äpathie Dread

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Asas


Minhas costas...

O que será que está havendo com as minhas costas?

Sinto algo querendo rompelas com ternura,

algo natural que tem que sair.

Me sinto leve,sem peso em meus ombros.

O espelho que tanto eu virava o rosto,

hoje passo de relance sem teme-lo,

em breve poderei olha-lo.


Minhas costas...

O que será que deve estar havendo com elas?

Pulo desta janela deste quarto que me aprisiona,

piso na terra,

estou real,

após séculos aprisionado no "não entender"sou real,

porém éterea,

como meus pensamentos,

tortos,inigualáveis e incalculáveis.

São meus,simplesmente meus,

brotam sem inventar,

vem que nem a loucura sem ser chamada à porta,

que entra,

senta-se à mesa,

e quando não darmos conta estará frequentando nossa casa,

e dormindo conosco em nossa cama.

Minhas costas,

saem asas,

com elas,
desprendi-me da apreensão de pular,

e me jogar,

desta janela de tela de um futuro quadro,

que eu que irei pintar.


Äpathie Dread

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Gorgone


Uma agônia de 09/09/2009=999 (Carta a quem amo)


Você acredita que estou querendo chorar,me descabelar,perder o controle,me lavar em lágrimas,e tirar toda a agônia de mim?

Mas não consigo,e hoje estava vendo que não só eu estou assim,mas muita gente.

Estamos nos tornando apáticos,indiferentes e egocêntricos com nós mesmos,e com o sentimento alheio. Ai me vem a cabeça,-"Mas que diacho de busca em igreja,templo,meditação,se o amor está "inside"-dentro de nós,e quando temos medos por algum impecilho ou conflito passado,o trancamos nos apegando a tudo que é carnal e superficial,procurando "beleza" superficial em rostos bonitos,em sexo,em bebidas,alteradores de consciência(fuga),passeios(rolês) loucos,pessoas "interessantes",mas o "feio", o simples,às vezes pode ser imensamente colossal !?"Nós estamos nos tornando sub-humanos dependentes da degradação como uma venda para não nos olharmos,e não evoluirmos nesta terrestre ilusão,se não, que nem a Medusa o efeito é tornarmos pedra.

A vastidão do sub-incosciente torna-se incompreensíveis a nossas ações para com nosso consciente questionador.Porém está refletida em nossas ações,onde o próximo com maior nítidez pode observar. Vejo medo em muitos olhos,muito medo de viver e com a audácia e impeto fazer rupturas em imposições tradicionais familiar ou social. Poxa,faça com respeito e consciência sem desacato ao próximo e a ti mesmo o que puramente faz seu coração reverberar. Ame quem te ame poxa,pois tenha certeza que não irá te machucar,abra-se,não perca mais tempo com buscas inimagináveis,lúdicas,transloucadas,que podem nunca vir,até o ato da busca as vezes é um curso natural do vir,acontece, não se é forçado,é natural como todo processo independente de seu grau. Mas viva o que tem a te embalar nos braços agora,pois pode ser transcedentalmente enriquecedor ,e lindo.Seja... Viva e sinta.Sem receios,ou máguas,pois seria fraqueza se esquivar.

Dê-se uma chance para abrir os olhos,os chakras,a sensiblidade. Tornar-se forte dói os músculos da alma,é normal.

Mas renegar o que há de bom que o mundo,e quem te ama tem a lhe oferecer e envolver é viver a míngua,é viver zumbizando em um eterno vázio de loucura e caos camuflada com a hipocrisia e o egocêntrismo de ti para ti,e de ti para o mundo.

Te amo,só quis compartilhar desta análise que está me incomodando. Pois vi isto em ti depois que nos voltamos a nos falar,e vi que tenho minha parcela de contribuição nisso,porém não sei e não consigo viver neste meio como muitos cegos que fingem ser o que não são,para dizer que está tudo bem e que não estão nem ai.Não leve a mal,ao invés disso,absorva! Não é humilhação ser você e expôr sendo e vivendo o que sente,cheguei a pensar que estou me humilhando,mas não estou não,este mecânismo derrotista e egóico,desta vez não irá me pegar.



Pax et Lux




Äpathie Dread