quinta-feira, 27 de setembro de 2012

The Big Brother is watching you!!

    

     Fugindo da temática deste BLOG, hoje quis compartilhar um trabalho que fiz para a matéria da professora Carolina Kallas, que ensina a disciplina de Oficina de texto no nosso curso de Design Gráfico, valendo como horas complementares(o filme foi visto em sala).
   Uma resenha crítica do filme "1984" do diretor Michael Radford, adaptação do livro de George Orwell.
  O intuíto de compartilhar foi devido ao elogio da professora, onde me deu este ímpeto.


Atividade Complementar

Disciplina: Oficina de Texto


Resenha Crítica: Filme 1984

      Nineteen Eight Four (1984) é o título do filme do diretor Michael Radford, que é uma adaptação da obra literária do escritor George Orwell, cujo nome do livro é o 

mesmo.

      O filme de gênero dramático e ficção científica , foi lançado em 1984 e é bem diferente das produções cinematográficas comerciais, de entretenimento e lazer que geralmente é criado para a massa devido a sua distopia e forte crítica ao extremo controle. Ele tem como característica uma tomada mais prolixa, que para alguns pode ser considerada cansativa, Radford conseguiu através do tom da película, cenário, expressão e comportamento das personagens, transmitir uma situação sufocante, opressora, desconfortável e humilhante, envolto a uma alienação aguda, que é reforçada cada vez mais pelo Estado totalitário.
      O protagonista Winston Smith interpretado por John Hurt, é um dos cidadãos condicionados a seguir o regime, estabelecido após a guerra onde foi dividido o mundo em três estados, Eurásia, Lestácia e Oceania tendo este último Londres como sua capital. Ele trabalha no “Ministério da verdade” e é designado a alterar as informações das noticias a serem divulgadas, para que estas sejam pertinentes e relevantes à ordem. Porém, Winston com a sua percepção desperta, e senso crítico latente, começa a observar e analisar com outros olhos o mundo a sua volta, ele por sua vez de forma subversiva também possui um diário que serve para relatar seus pensamentos suas visões, e os esconde em seu quarto fora do alcance dos olhos do “Big brother”, que é uma câmera (tela) que fica em toda parte do estado e em todos os dormitórios para visar que seja seguido tudo que lhes são impostos, remetendo à onisciência que não só Deus pode dispor, e que o homem pode também obtê-lo através da tecnologia para que se aplique com tenacidade este policiamento.
      A limitação de cada individuo através das regras, reflete até na forma em que se alimentam devido às porções contadas de suas refeições, utensílios de higiene pessoal (gilete), padronização do vestuário (sempre uniformizados, homogeneizados dando a idéia de operários, ferramentas, engrenagens de manutenção do sistema em que vivem, uma vez que são separados por setores e responsáveis por determinadas funções), é explicito a ausência de singularidade, autenticidade ou qualquer característica individual/pessoal de cada ser.
      O diretor , através desta trama trouxe ao espectador a sensação de vigia máxima e incomoda, pelo modo que no decorrer do filme Winston e Julia (interpretada pela atriz Suzanna Hamilton) estão sempre burlando e se esgueirando destes grandes olhos do poder, quebrando suas rotinas para que possam se envolver emocionalmente, (para se envolver com outra pessoa, ter filhos, família, era necessária a autorização do estado) carnalmente, conspirar contra e ter um ensaio do que poderia ser uma liberdade em meio ao cárcere que os cercam, uma amostra do que é ter um livre arbítrio.
      Não tarda para que sejam pegos, o quarto onde se encontravam havia uma câmera (ou seja não estavam imunes e nem livres, a sensação que tiveram por poucos instantes foi ilusória devido a eficiência do controle), que ficava atrás do quadro que havia no local. Logo são detidos, capturados, e levados, a cena é muito interessante porque quebra a harmonia que ambos estavam, a serenidade que de ímpeto foi invadida pela policia do pensamento, de corpos nus (de Winston e Julia) leves, claros e “livres” ao contraste de equipamentos, armas, uniformes pesados e escuros dos policiais.
      Como todo estado totalitário, os opositores são torturados, humilhados e ficam cara a cara com suas impotências que são expostas de forma direta atingindo sua integridade, é atacado brutalmente seus psicológicos, físicos e moral. A máxima, de que “Você age e vê o que queremos que veja e seja”, foi através do questionamento à Winston quanto era 2+2, que pela soma matemática é igual 4, porém se o regime impor que seja 5, este será ; o personagem compreendeu isto após incessantes agressões físicas. Por fim, ao ser “liberto”, assumir publicamente que errou, que estava enganado que não foi digno e pedir perdão a massa, e virar exemplo do que não pode ser e levar uma vida apática e a mercê do regime, perde sua audácia.
      Pode-se fazer um paralelo com a mídia de massa de hoje, a forma que é manipuladas as informações seja em telejornais ou mídia impressa, uma vez que jornais e emissoras não são imparciais,eles enfatizam ou minimizam os que lhes convém. A imposição de padrões, costumes através de novelas, seriados, programas disseminam uma fragmentação cultural a população.
      As câmeras sempre presentes, em estabelecimentos, ambientes de lazer, rua , uma vigia constante que a principio era por segurança, mas não há mais esta garantia.
Percebe-se que hoje com maior freqüência, as pessoas estão se auto-vigiando, expondo suas atividades, vida pessoal, em redes sociais que estas estão aumentando cada vez mais suas ferramentas para que essa exposição seja mais explicita, tornando mais fácil até mesmo localizar determinado indivíduo e seguir sua vida dando a sensação de ser mais próximo ao mesmo.
      O próprio “Big Brother” literário/cinematográfico, tornou-se mecanismo de “Reality Show”, que cada integrante da casa onde ocorre o espetáculo expositivo(que não deixa de ser um cárcere), se dispuseram a ficar sob vigilância onde quem resistir e ser bem sucedido nas provas, e tendo também a simpatia e aprovação do público ( que por poder votar em quem vai ou em quem fica, mostra uma participação importante para que o programa aconteça e ter a sensação que tem controle e peso de decisão por algo) será contemplado com 1 milhão de reais, ou seja, o comercialização da privacidade para entretenimento e divertimento da massa.
      Ambas as formas, fictícia e o cotidiano da vida real, expressam os mecanismos de controle da massa, um por sua vez totalitário e outro na forma pseudo-liberdade de escolha.

Autoria: Lucimara Penaforte (Nilakantha)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Em quem confiar?

Finge ser forte, mas na verdade chora escondido.
Sofre de amor, tem rancor, mas tenta substituir  a pessoa por uma outra que cairá de para-quedas,
pois tem medo de ficar sozinho, de fronte a própria face macilenta e decrépita devido a carência árdua que  esconde sob a máscara.
Incita o ódio, veste-se de anjo, para que outrem faça avidamente o que não possui coragem,
que confronte tudo e todos, cause no mundo, cague nos sapatos finos dos doutores, e cuspa na cara das madames sem provir de si a real causa.
Em quem confiar?
Se de forma teatral queria representar um amor cálido, que logo virou um ódio feroz e atroz que se pudesse dividiria meus cabelos ao meio assim rasgando o meu corpo, para deixar exposta a carne e sofrer lentamente ao sol escaldante, onde suas babas ao me proferir injúrias se tornariam ácidas queimando os músculos agora invalido,jogado deploravelmente no chão.
Pobre filho manipulado este, que em conciliábulos com sua mãe tenta se safar das surras da vida, pelas mentiras, safadezas que ludibriava cada mulher que queria apenas usar o corpo, por um período efêmero pois nunca poderia sair da condição em que deveria lavar, limpar, zelar pelo lar  financiado e se submetendo a mestra inválida, mal amada que procura defeitos em mocinhas de família para transferir seu ódio mortal por ser gorda e infeliz.
Confiar em quem vulgarmente se deita com uma pensando em outra, amarrando com feitiçarias a paixão alheia só para não se sentir ninguém?
Que finge indiferença, para não haver confronto pois lhe falta coragem de colocar as cartas na mesa?
Confiar naquele que menciona adjetivos doces, que até podem cariar os dentes de tão açucarado só para ter aonde desfrutar sem pagar?
Confiar no que ofende, xinga, bate no peito declamando virtudes mentirosas  dizendo ser verdadeiras, devido a obsessão que abraça as suas mentiras?

Não... não confio, mas só aguardo a hora destas máscaras caírem aos seus pés.
E espero estar longe o suficiente para não dar-lhes nem a migalha da pena, pois destas almas vazias corre-se o risco de lamberem o chão e tentarem se alimentar destes restos.


XNilakanthaX (Penaforte)

domingo, 17 de junho de 2012

Hoje não tenho título para pôr...

Saudades daqueles meus amigos que me faziam sentir que tudo é possível, naqueles dias loucos de caos interno e externo com o meu humor de merda, eles me faziam rir e em seguida gargalhar até quebrar a redoma de vidro, que insistia em me aprisionar feito um inseto sendo esta  formada por imposições, padrões frios e infelizes.
Sinto falta destes companheiros insanos que riam na cara do perigo, audaciosos que sambariam na mesa do diretor da escola, que questionavam quando criancinhas porque temos que respeitar os mais velhos até aqueles desvairados, mal caráteres  que já nos trataram mal e subestimavam as crianças.
São estes os lúcidos taxados de débeis, que em sua juventude cálida e vívida e mesmo ameaçados que isso chegaria no ouvidos de seus pais conservadores e moralistas hipócritas, diziam palavrões na cara das ditas senhoras santas que em sua generosidade sempre nas janelas, zelavam pela vida alheia  sempre "compreendendo  mal" e "sem querer"  compartilhavam das atividades dos outros gerando confusões, estes palavrões eram proferidos sem culpa pela sensação de leveza que vinha logo após.
E hoje? Olho para os lados e vejo várias pessoas mas não mais estes meus comparsas,  ao invés deles vejo alguns seres que me cercam todos os dias , e que fingem o tempo todo serem seguros de si, ao pôr meus olhos nestas criaturas  no meu íntimo sempre a  mesma indagação: "Será que realmente acreditam no que fazem em suas vidas, nas causas, em cada ação, no relacionamento que têm com o seu mundo neste exato momento? Para mim, pela falsidade em seus discursos que sai de seus peitos vazios e amedrontado, me faz crer que são meros loucos, só que de outra classe, a classe dos sem brilho, dos omissos, submissos, andarilhos rotos de um mundo perdido,oprimidos que não vieram para mudar, e sim ser meros coadjuvantes do que lhes é imposto, são os tipos que ficaram loucos de tanto serem controlados e terem se perdido de si mesmos, não tendo mais o descaramento espontâneo de fazer o que sentem vontade mesmo sendo um só  no meio de mil.





XNilakanthaX(Penaforte)

domingo, 3 de junho de 2012

Puerum et matrem



Eu digo "Xô" ao mau agouro!
E despejo sal grosso nos que têm olho gordo,
aos maus amados e faladores,
corto-lhes a língua bifurcada,
e de suas invejas e ódio por mim,
danço em cima em ritmo frenético can can com salto agulha,
perfurando sua gordura fétida que sai de seu ventre,
um ventre recheado com tuas angustias do mundo,
que vazou de seu coração purulento e inflamado,
devido a reação alérgica a minha beleza espiritual,
onde sua boca férrea, suja com dentes amarelados,
insiste em maldizer.

XNilakanthaX (Penaforte)







Ps: Jabba... tão idêntico a progenitora que se passaria por gêmeo.

domingo, 6 de maio de 2012

S. parte II

Para um novo ciclo, tomo uma nova dose de hormônio que viaja pelo meu corpo, me fazendo mulher.
Os seios parecem com duas colinas, e o sexo convida-o para o prazer.  Enquanto a  boca vermelha, guarda a língua ferina,quente e lasciva para te recepcionar.


Seu cheiro é  inigualável. Seus cabelos serpenteiam meu corpo,
sugerindo algo novo, eu  já acato sem pensar.
Seu quadril encaixa no meu, parecem esculpidos para que formem uma imagem só.


Gosto da semi-luz,e o modo que a sombra desenha os músculos das suas costas,
gosto também como me entorpece com o gosto da sua boca, e o tom de seus olhos feito um mar.


Sua mão quente, é como se me dissesse o tempo todo que estou viva,
sua barba em minha nuca me excita , e me fez contrair de prazer.


Parece um ritual, 
e eu aprecio cada instante,
enquanto você me conduz, me seduz e me possui ali mesmo em seu altar.


Me carrega no colo,
enquanto minhas pernas cruzam a sua cintura,
onde não consigo mais me controlar, dizendo meu nome em meu ouvido com este seu tom de voz  pervertido,ah baby assim você sempre me faz gozar.




XNilakanthaX

Ps: Retribuindo pelo meu blog, você também me completa. Estamos quites. ;)

Sonho cubista

A noite é sempre agradável, domingão, pista livre para o carro, ventos nos cabelos  e ressaca de risos após um som bem tocado.
Revendo os velhos, e feliz por estarem bem, a trupe ainda de pé.
Um dia antes foi uma coisa louca,durante o sono um anacoluto disponibilizado por Morfeu ao ter pego o saco errado.
Pois vejam só a sandice (diretamente não vi nada co-relacionado a matéria), Picasso era meu vizinho, vivia olhando para o nada  mastigava um pão velho, enquanto estava sentado na calçada ,com a barba grisalha e mal feita, roupas rotas, surradas, e  com um saco cheio de tralhas ao seu lado. 
Logo ao ver este intruso em minha rua perguntei:


- Mãe quem é este?


E ela:


- É o Picasso, ele tem uns quadros lindos, já viu Guernica?


Eu:


- O Que????


Ela:


 - Estes dias ai, ele até estava brigando com o Modigliani.




E eu com cara de " Ahhh pode crer",  continuei espiando-o e ele com aquela expressão inabalável e longínqua olhando além dos meus olhos, e bem além de minha janela.


E nisso, eu acordo.


- Vixe! Chegou mais uma mensagem em meu celular, tenho que sair.










Dedicado ao Dom!




XNilakanthaX(Penaforte) 

terça-feira, 3 de abril de 2012

É o que vemos quando se quebra um ovo.


A aula já tinha acabado, e estava a caminho de casa.
Aquilo ainda estava em sua cabeça, e a raiva borbulhando feito água a 100 graus célsius.
Não se conteve, e de repente no sinal verde, só escuta um barulho de porta batendo violentamente, e debruçada no carro vizinho já lança estridentemente :

-Queeeeeeee, como assim sua rapariga!?
-É isso mesmo, vai encarar?
-Quem você pensa que é, para se meter assim com o meu homem!?
-Que seu homem o que... Ele é meu agora!
-Você acha que sendo vulgar, mostrando as pernas, e com estas roupas quase te deixando nua irá seduzi-lo? Você é uma vadia menina!
-Vulgar? Vadia? Eu sou é bem resolvida isso sim, desprendida de tabus!Apenas gosto de fazer sexo, caralho! E daí? ninguém é de ninguém mesmo...
-Você com esta pseudo-libertação sexual, é mais uma idiota irritante da grande leva de menininhas de vulvas afoitas com seus grandes lábios batendo "palmas" quando vêem um "pinto".

Parece desnecessário uma discussão como esta com uma infeliz de 18 anos, estava achando aquilo uma sandice e não ia mais prolongar esta briga juvenil ao longo de seus 24.
Mas o foda, é que jovem quer mostrar que sempre tem gás.

-Ha ha ha como você é patética!

E voltou:

-Ha ha ha como você é uma puta!

E a jovem liberal de hormônios aflorados fez desdém.
Daí destilou ácida e pausadamente, a recatada "sênior"em ataque de nervos:

- Por isso que quando vejo galinha na minha estrada, passo o carro em cima.

E a outra:

- O que!?

" VRUUUUUUUUMMMMMMMMMM" e "PLEFT".


XNilakanthaX

Saez


Peixes!
Sim, ele é de peixes, ou melhor, pisciano!

Havia esta desconfiança há tempos, desde que flagrei aquele olhar sensível com textura sedosa, e com um vigor de boa alma que carrega no espirito, que me atraiu vorazmente em querer abraça-lo!

Peixes, bem que desconfiei...
minha intuição não falhara mais uma vez.

Seus olhos grandes, curiosos, parece que é para captar todos os movimentos do mundo em um só instante. Meio compenetrado, às vezes falante e elétrico, isso deve-se a idade e o vigor energético por ser assim... tão jovial e especial.
Especial, digo pois o abraço fez com que colasse nossos plexos solares, e por um instante, um instante de deslumbramento insensato devido a boa novidade, se eu fechasse os olhos poderia ver a luz branca se potencializando e revigorando o meu ser, e o bom de tudo, sem que nos drenássemos.

Peixes...
Sentimental a ponto de expressar uma rebeldia fabricada, de forma reciclada e um pouco afoita só para confeccionar seu escudo.
Um anacoluto de uma OLIVEiRa, onde seria produzido o melhor e mais saboroso azeite de meu prato vegetariano.
Às vezes não sei como agir, de canto de olho sei que nos olhamos e fingimos não observar, a decodificação está sendo tão explicita que tenho medo de assustar, de mostrar que para mim és que nem um livro onde as páginas são recitadas com um tom sussurrado em meus ouvidos, sem que eu necessite lê-lo.

Peixes...
Me permite acariciá-lo com afeto.



XNilakantaX

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Os ângulos tortos da observação alheia


As pessoas têm medo de mim,
mas nem se quer falaram comigo.

As pessoas orgulhosas dizem que é receio,
que não têm medo,
mas se afastam de mim,
mas nem se quer ao menos,
sabem de onde vim.

Por isso nasci autista,
por isso cresci artista,
por isso, não sou narcisista,
sendo eu apenas,
uma criatura surrealista.

XNilakanthaX

Quando me senti devorada por um porco


Este nome Nilakantha,
cada história que vivo penso:
" Não haveria outro nome, que traria tanto sentido a mim como este, por tudo que vivo e vivi".
Mas sempre me dá a ideia, que este pensamento pararia ali na última situação, que eu reteria outro cálice de veneno na minha garganta.
Mas a vida traz constantemente passatempos mundanos, que reafirmam o sentido deste nome em minha vida constantemente.

Garganta (pescoço) azul...
No dia 30/12/2011 pensei que iria morrer,
foi um sufoco tamanho e espiritual,
que parecia que minha traqueia iria quebrar,
eis a consequência de uma não aceitação,
eis a consequência de uma boa intenção,
que naquele momento hostil disfarçado,
seria forçosa.
E eis a descoberta, por acaso, de uma grande mentira.

Me senti uma boneca,
onde um gigante desprovido de um cérebro desenvolvido,
me chacoalhava com sua mão de ferro,
e toda hora eu pensava que seria o fim,
mas acabou passando,
porém, por uns instantes pensei que não tomaria mais nenhuma gotícula d'água,
e nem passaria mais um grão, nem de arroz e nem de feijão.

Mas na verdade, a coleira, a guia de meu cárcere naquele dia, estava sendo retirada,
só que ainda não tinha entendido o método, muito menos o efeito e nem ainda as consequências.


XNilakanthaX

A mulher DESAMARRADA


No meu amor não há mentiras,
muito menos espaço para dor,
o ego se torna um anãozinho,
e caduco torna-se o rancor,
os beijos são verdadeiros,
neles existem calor,
os sorrisos são alegres,
por mais que haja as ruguinhas do lado dos olhos,
ou quando parecem caretas de tão estridentes ,
mas chamo de marcas do amor,
traços estes tão evidente.

No meu mundo é além de sexo,
os corpos fazem amor,
as almas se conversam,
e chegam ao êxtase de esplendor,
os olhos são a janela,
e nos vemos no mesmo corredor,
é interno e tão profundo,
com forte cheiro de flor.

E isto é viver na realidade,
da alegria de se entregar,
quem ama de verdade,
jamais irá se maltratar.


Portanto, gratidão!
Me livrou de uma tormenta,
de viver cega, presa e mal amada,
me tratando pior que uma jumenta.

Minha inocência de criança,
te fazia passar raiva,
no seu mundo só há fel, mentira,mágoas, um gordo Ferrão e um Bald(ão) cheio de desgraça.

Seus desejos não eram puros,
e sim mal intencionados,
como alguém feito você,
sentiria o calor de um abraço?
Seu universo é de falsidade, e sustentado por coisas ruins,
como pude acreditar em você?
Nem ao menos gostou de mim.


Hoje vive de aparência,
um rei de um grande espetáculo,
tão confuso que tu és,
oscila entre o kimbandeiro imundo e o palhaço.

Este circo que tu crias,
as atrações são as raparigas,
o leão que te afinge,
é sua consciência ferida.


Não era mais a mesma coisa,
pois meu corpo parou de desejar,
minha boca quando te beijava,
sentia vontade de vomitar,
um gosto de carniça,
era da podridão do teu espirito,
sabe que não estou mentido,
saiu até bicho morto de seu ouvido.

O perfume que vinha,
não era de limpeza,
tanto feitiço para simular esta sua falsa pureza,
a gordura era da mesma soma da burrice,
só assuntos improdutivos,sobre vida alheia ,charlatanice,
e do velho que há tempos, já havia morrido.


Você é sozinho no mundo,
tenta ser malandro vagabundo,
sabe que será sempre assim,
pois nenhuma MULHER te quer,
vai ficar velho, decrépito e solitário,
onde todos querem jogar no mar,
agonizando preso em um armário.


Adeus dor... estou livre de você.
Foi você quem plantou, agora é obrigado a colher.


XNilakanthaX

O toque de Nityananda


E o(a) irmão(ã) quase caiu no buraco de novo,
só a mão estava do lado de fora se segurando do penhasco,
o outro irmão(ã) viu,
e saiu correndo puxando-o(a),
socorrendo-(a),
puxando-o(a) pela dhoti(sari) ,
pelas costelas,
em desespero,
não queria perdê-lo(a),
o irmão(ã) todo(a) arranhado(a) ,
estava feliz,
e levantou sorrindo,
as roupas suja de barro e sangue devido aos arranhões,
mas estava realmente feliz por estar vivo(a),
e principalmente pelo irmão tê-lo(a) erguido novamente!


A vida é assim, às vezes estamos na mental, e vem uma mão amiga, um irmão(ã), e nos puxa para cima,
a qualquer custo, e nós vamos satisfeitos, pois não queríamos a queda do abismo, e tivemos o apoio e a força da mão da glória, da fé, e da associação dos que são da luz!


XNilakanthaX

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

DGO BDN 18/01


Dói demais, é como se meu coração estivesse exposto a um maçarico e embebido logo após em álcool.
Estou beirando o abismo da loucura,
pedregulhos caem enquanto meus pés presos tentam reter os dedos inquietos.
Uma sensação de embriaguez de uma grande dose de pesadelo.
Amor, me renove e resgate minh'alma desta montanha russa de mágoas,
rancor, esperança, apego,medo, insensatez, e coisas inacabadas.

Dói demais, é como se meu útero estivesse exposto acima do ventre,
é um câncer de medula óssea da razão, e um atentado ao pudor à emoção.
Pêias, diria o velho indio...
É um acerto de contas com a sociedade astral,
onde tenho que trabalhar muito para saldá-la e encerrar a conta,
antes que me empurrem um cheque especial de ilusões inalcánsaveis.

Dói demais,
mas irá passar,
irei morrer,
mas vou renascer,
forte,
e com melhor sorte na vida e no amor,
saia dor!


XNilakanthaX(Penaforte)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Limítrofe


Não digo que havia abandonado pois daria uma ideia de sufoco e de me desfazer

de algo,

na verdade apenas entrou um letargia.

Mudei de nomes,de rosto,e características ao longo desta ausência,

preciso me reencontrar no pilar base de eu mesma na forma intocada que não

permitiu ser profanada,

mas pelo perigo se ocultou e tenho que desbravar meu mundo interno

e
conquistar e ser possuidora,

ai sim direi que sou dona de mim,após ter sobrevivido a esta odisseia.





Limítrofe





É uma sinfonia de cães, e são todos doentes, estamos todos doentes, o

stress nos deixa doente,

nos deixa cego,

nos faz perder entes,

cansaço para cuidar dos dentes,

desequilíbrio na mente,

patrão doente,

faz funcionário doente,

que faz atividades doentes,

que contribui a um negócio doente,

para um bando de consumistas doentes,

que são clientes carentes,

enriquecendo os "homens" dos negócios indecentes.

E na briga por mais dinheiro,

não há espaço para o espirito,

este condenado a este meio,

a ser sempre banido,repelido.

XNilakanthaX(Penaforte)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Insônia


Tive um sono péssimo,acordando de hora em hora. Pertubações,auto-cobranças e consciência pesada por estar sonhando que dei cano no serviço. Deve ser a vida metropolitana,seu gás industrial já deve estar me envenenando,e isso talvés seja algum efeito colateral. O gás,acredito que este é um mero complemento comparado a manipulação psiquica desta rotina da fabrica gigante de dinheiro,de privação de liberdade,desigualdade,estigmas,estigmas e estigmas. Hoje em dia quando estamos com problemas uma das soluções é trabalhar para ocupar o tempo e a mente,veja já está entrevando nossos osso,e já está fazendo parte do nosso instinto e vávula de escape. Trabalhar arduamente decrepitamente para enriquecer alguns ai que nem sabe nosso nome no quadro de funcionários e nem ao menos honram os nosso méritos,só sabem de nós na hora de chmar nossa atenção por alguma produção falha onde nós como engrenagem ao seu ver não nos esforçamos o suficiente,sendo que já estamos desgastados,amassados e oxidados.
Talvés tudo que expressei não lhe faça sentido,pois começo falando de um sono ruim e entro em questões de indignações trabalhistas e falta de liberdade para viver.
Não é para fazer sentido,e sim um desabafo,se lhe fizer,é bom,pois me entendeu de alguma forma. Às vezes questiono se estas pessoas da civilização moderna possui alma,da forma que banalizam a espiritualidade,o esoterismo,misticismo,fadando a grupos de hippies lunáticos falando algo sem sentido por suas viagens de LSD. OS hippies ficaram em 70 e nós que pensamos em algo fora deste controle,que pensamos no que ingerimos,que recusamos a sua carne,a sua Coca-cola,o seu Nike,a sua Tv a cabo,o seu carro do ano,e pensamos que podemos nos desestressar e sentirmos em casa enterrando os pés na terra em um lugr longe da cidade onde a água mineral não é em garrafa e sim da fonte e o quarto do hotel 5 ou 1/2 estrela é a relva ,somos idiotas,E.T's e loucos.
Tô cansada ,e às vezes me pego numa contradição quando no mato sinto falto do cinza da cidade e a cultura das grandes metropoles.
Sei lá preciso de um abraço.

Nilakantha (Äpathie Dread)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Raízes


Eu vomitei.
Mas enfiei o dedo na garganta,pois não queria ver mais nada, queria que aquilo saisse logo de mim.
Uma agônia,para me sentir com os pés no chão logo,sentia as pernas bambas,
assim como as lágrimas saiam quente,feito água de chuveiro que cai no rosto durante o banho relaxando a face, a vontade de urinar de forma relaxada,me deu de súbito o medo de fazer na roupa.
Levantei cambaleante,pisava flutuantemente,tinha medo de cair,mas parecia que antes do solo duro encontrar-se comigo,eu pairaria no ar.
Em volta tudo anevoado,a visão tava alterada assim como a consciência,uma mistura de cheiros e sensações,era tão intenso,vi as notas musicais em ouro reverberando na sala,senti minha cabeça escancarar e o chacra coronário se expandir,ele se expandiu e ficou do tamanho da sala,e vi que a partir daí minha consciência e meu EU,fazia parte do TODO,porém muitas vezes vi que não fazia parte de nada,porém hoje vi que faço parte efêmeramente do que eu quiser,pois devido a vastidão não posso me fixar.

Meus olhos estavam arregalados,mas tinham coisas que ainda não podia enxergar.

Me deu desespero,e calmaria ao mesmo tempo,o segundo copo forçoso me deu revolta e vontade de chorar,não diria que foi uma bad trip cósmica,pois vi o que tinha que ser visto,senti o que tinha deveria sentir e soube do que deveria saber. O segundo copo,teve que ser dado,mas até hoje não aceitei o modo a qual me induziram. É tão enraigado a insubmissão que mesmo com a consciencia alterada,eu me senti mal.

Foi um laço com os que estavam presentes,depois disso vivemos outros lilas,que devido aos cordões astrais somos ligados mesmo que indiretamente uns aos outros.

Eu enchergava mais de olhos fechados,eu vi o meu rancor personificado,e vi cada ação animada do mesmo. Eu vi minha impaciência e vi minha necessidade de compreender mais aquilo que ainda não era maduro. Vi o que teria que abandonar,o que eu iria perder,vi o que tanto amava me mostrando sua estada passageira e minha vida,e vi a minha dúctil não aceitação. Depois quase morri para ver que se insistisse não teria volta.

Me senti um lixo,me senti iluminada,me senti nêutra,me senti ausente,me senti presente,me senti dourada e me senti negra.

Já me senti inútil muitas vezes,feia ,geralmente,mas nunca havia visto e sentido que não sou parte de nada e de ninguém.

Até hoje para mim é uma incógnita,porém o que nunca deixará de ser evidente é o arrepio quando me lembro do gosto.



Äpathie Dread

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ὀδυσσεύς


Você já deve ter se apaixonado por alguém,

mas tu vistes necessidade de toca-lo(la)?

Me apaixonei novamente pela alma de um indíviduo,

é tão intenso que não o toco,

sempre que conversamos a perder a noção do tempo,

eu sempre me mantenho no meu limite de espaço,

aquele momento...

... onde expomos o que há mais de profundo em nós,

nossa visão do mundo,

nossa busca,

nossas especulações,

nossos desabafos de coisas que nos desacatam,

a agradbilidade de falar com quem nos entendem,

ou pelo menos respeita,

você começa a mergulhar enrgeticamente no ser,onde,

EU particularmente dividida com a necessidade matérial,

de tocar ,abraçar me banhar naquele mar em forma humana,

me travo,pois já astralmente estou fazendo tudo isso,

e se eu perdesse o foco tocando-o,

saboreando na matéria,

me despersaria na essência,

e voltaria novamente ao apego e condicionamento da matéria,

de que temos que tocar para sentir,

mas percebi que posso sentir com a alma,

amar com o meu olhar,

acariciar com o meu sorriso,

e beijar com o meu coração.



Äpathie Dread

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Cidadão(a) Série:78611Z14XF4


Hoje trabalho em uma empresa de grande porte,onde somos cercados por máquinas para efetuar os procedimentos,onde temos scripts para atendimento como se fossemos programas padrões,se gaguejar,tossir,espirrar,esquecer,leva ERRO FATAL.

Moldados,quadradinhos,medida por medida,tomei o quadrado como exemplo,pois são peças que podem ser empilhadas,encaixadas e me dá uma idéia de ordem,organização. Para nos comunicarmos hoje em dia,usamos máquinas,sistemas,canais de relacionamentos,programas onde com um microfone podemos falar com pessoas através do computador mesmo que esteja em outro continente,sistemas onde há comunidades onde pessoas de gostos em comum,idéias ,formam grupos e debatem sobre,isso tudo por meio virtual,sistema onde criamos códigos de acesso,de indentificação,de controle,de rastreamento,chip,códigos de barras,comandos,comandos,COMANDOS,COMANDOS e COMANDOS.

Seu dinheiro tem rastro,sua conta tem seus dados,aonde quer que se movimente,eles saberão.

Vicios,comidas tóxicas onde você come compulsivamente sem saber o real gosto daquilo,sem parar para pensar porquê está descendo aquilo em sua garganta,fome voraz de nada,necessidades falsas de materiais que podemos viver sem,trabalho árduo para obte-lo,desfrute em prazo curto,pois quebrou e está fora da garantia,mais trabalho árduo,cansaço,e menos tempo para desfrutar,no final nunca pode REALMENTE gozar do presente.
Animais envenenados,assassinato,loucura,tragédias e conformismo,mas se tudo tem dois polos,aonde está o positivo? Na televisão que não é.
Doenças,vacinas ,cobaias,virús.
Duvidas? Olha então seu braço direito a marca de nossos senhores,a indentificação de nosso bando,aquela picadinha que tomamos quando criança que disseram que era para nos imunizar.
Somos gados.

Falsas ilusões,falsos deuses,falsas esperanças,fé: Um combústivel para se manter em pé e contribuindo para este ciclo,para que um dia tenha uma suprema glória,suprema realização,que seu deus se revele e olhe por ti. Mas quando? Muitos morreram sem saber e sem ver.

Santos de barro,imagens de papel,meditações,canalizações mentais,busca,busca,joelhos inchados,cabeças doloridas,coração aflito,ilusão,busca,busca,o que encontrou,milagres ou uma não aceitação de que tudo que obteve foi as custas do PRÓPRIO suor?

Seu nome não vale nada se não tiver rg e cpf em mãos ,os números ,a prova que somos apenas os digitos estampados na carteirinha retangular de plástico ou papel.

Fome,seca,pobreza,na mãos dá para contar quantos mandam no dinheiro,quem são os donos do jogo,onde 1% de seus lucros mataria a fome do planeta.Campanhas,ONGS,grupos,galgando por algo onde em uma tacada teria a resolução.

Pense,tu achas que é átoa que o ensino público é limitado?

E quem tem o dinheiro pode ter acesso a mais?

Porém ainda são farelos,pois os donos do dinheiro,os donos da riqueza dão para contar em nossos dedos.

A tecnologia que nos passam é retardada,pois a superior é eles que possuem,ouro de tolo.

Apocalipse,2012,Volta de Cristo.

Não acredito mais em nada,porém às vezes creio em tudo.

Sou uma máquina,sou um ser,o que sou?

Um ciclo? Parte de um?

O que sou?

Um objeto?

Um bicho?

Um Lixo?

Uma solução?

O que sou?

Me fazem crer todos os dias que sou uma cidadã Série:78611Z14XF4.

Mas algo em mim se opõe.


Äpathie Dread


domingo, 10 de janeiro de 2010

"S"


Me derramando em você novamente,

curvas em "S" formam-se em seus cabelos.

O contraste entre o fundo branco,

e o escuro de seus fios,

deslizando em minhas costas nuas me dá calafrio.

A boca quente pulsante,

suga toda a história do meu sangue.

Sinto o vapor,

de seus lábios cheios de calor.

Tremo,

mas persisto,

pois não temo.

Estou ciente do perigo que estou passando,

em seus braços que já estão me carregando.

Me jogo no seu coração fundo,

junto a um orgasmo profundo.



Äpathie Dread




Ps: Samael,um pecado que instiga. Meu anjo,meu lobo.
Ler ouvindo:Wolf Moon-Type o Negative

sábado, 19 de dezembro de 2009

354ª lição


Foi como se me desse uma agulha e uma linha,

o buraco da agulha surperendia-me de tão pequeno,

logo julguei que a linha para passar seria muito grossa.

Me orientou ter paciência,

ser analítica,mas minhas precipitações involuntárias,

sempre insistem em trazer consigo o imediatismo.

Suei,aliás estou suando...

Se eu forçar a linha se desfiará todinha,

e perderei a ponta que seria a mais provável de entrar,nem que seja um comecinho dela.

A pressa...

É tão dificil você querer conviver com ela,

me fez inumeras vezes passar mal ,

pela indigestão de querer engolir de uma vez só,
tudo que eu achava que viria com o viver.

Não mastiguei,

não fiz as quebras de moléculas,

não peguei os nutrientes básicos,

e de dor de estômago mais uma vez me contorci.

Ah,quando respirei,

e em um momento mais desencanado da vida,

um dedo de linha consegui passar pela agulha.



Äpathie Dread

Ps: Só sei que o silêncio de encontrar-se só,ouvindo as batidas do coração e assistindo a organização da mente e da alma.Onde do deleite de uma boa música e as mensagens que se tornarão subliminas com ela,pela minha não tão voltada atenção,é o que me faz apreciar a fase que estou de encarar meus próprios olhos,e não fugir de mim mesma.