quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

DGO BDN 18/01


Dói demais, é como se meu coração estivesse exposto a um maçarico e embebido logo após em álcool.
Estou beirando o abismo da loucura,
pedregulhos caem enquanto meus pés presos tentam reter os dedos inquietos.
Uma sensação de embriaguez de uma grande dose de pesadelo.
Amor, me renove e resgate minh'alma desta montanha russa de mágoas,
rancor, esperança, apego,medo, insensatez, e coisas inacabadas.

Dói demais, é como se meu útero estivesse exposto acima do ventre,
é um câncer de medula óssea da razão, e um atentado ao pudor à emoção.
Pêias, diria o velho indio...
É um acerto de contas com a sociedade astral,
onde tenho que trabalhar muito para saldá-la e encerrar a conta,
antes que me empurrem um cheque especial de ilusões inalcánsaveis.

Dói demais,
mas irá passar,
irei morrer,
mas vou renascer,
forte,
e com melhor sorte na vida e no amor,
saia dor!


XNilakanthaX(Penaforte)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Limítrofe


Não digo que havia abandonado pois daria uma ideia de sufoco e de me desfazer

de algo,

na verdade apenas entrou um letargia.

Mudei de nomes,de rosto,e características ao longo desta ausência,

preciso me reencontrar no pilar base de eu mesma na forma intocada que não

permitiu ser profanada,

mas pelo perigo se ocultou e tenho que desbravar meu mundo interno

e
conquistar e ser possuidora,

ai sim direi que sou dona de mim,após ter sobrevivido a esta odisseia.





Limítrofe





É uma sinfonia de cães, e são todos doentes, estamos todos doentes, o

stress nos deixa doente,

nos deixa cego,

nos faz perder entes,

cansaço para cuidar dos dentes,

desequilíbrio na mente,

patrão doente,

faz funcionário doente,

que faz atividades doentes,

que contribui a um negócio doente,

para um bando de consumistas doentes,

que são clientes carentes,

enriquecendo os "homens" dos negócios indecentes.

E na briga por mais dinheiro,

não há espaço para o espirito,

este condenado a este meio,

a ser sempre banido,repelido.

XNilakanthaX(Penaforte)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Insônia


Tive um sono péssimo,acordando de hora em hora. Pertubações,auto-cobranças e consciência pesada por estar sonhando que dei cano no serviço. Deve ser a vida metropolitana,seu gás industrial já deve estar me envenenando,e isso talvés seja algum efeito colateral. O gás,acredito que este é um mero complemento comparado a manipulação psiquica desta rotina da fabrica gigante de dinheiro,de privação de liberdade,desigualdade,estigmas,estigmas e estigmas. Hoje em dia quando estamos com problemas uma das soluções é trabalhar para ocupar o tempo e a mente,veja já está entrevando nossos osso,e já está fazendo parte do nosso instinto e vávula de escape. Trabalhar arduamente decrepitamente para enriquecer alguns ai que nem sabe nosso nome no quadro de funcionários e nem ao menos honram os nosso méritos,só sabem de nós na hora de chmar nossa atenção por alguma produção falha onde nós como engrenagem ao seu ver não nos esforçamos o suficiente,sendo que já estamos desgastados,amassados e oxidados.
Talvés tudo que expressei não lhe faça sentido,pois começo falando de um sono ruim e entro em questões de indignações trabalhistas e falta de liberdade para viver.
Não é para fazer sentido,e sim um desabafo,se lhe fizer,é bom,pois me entendeu de alguma forma. Às vezes questiono se estas pessoas da civilização moderna possui alma,da forma que banalizam a espiritualidade,o esoterismo,misticismo,fadando a grupos de hippies lunáticos falando algo sem sentido por suas viagens de LSD. OS hippies ficaram em 70 e nós que pensamos em algo fora deste controle,que pensamos no que ingerimos,que recusamos a sua carne,a sua Coca-cola,o seu Nike,a sua Tv a cabo,o seu carro do ano,e pensamos que podemos nos desestressar e sentirmos em casa enterrando os pés na terra em um lugr longe da cidade onde a água mineral não é em garrafa e sim da fonte e o quarto do hotel 5 ou 1/2 estrela é a relva ,somos idiotas,E.T's e loucos.
Tô cansada ,e às vezes me pego numa contradição quando no mato sinto falto do cinza da cidade e a cultura das grandes metropoles.
Sei lá preciso de um abraço.

Nilakantha (Äpathie Dread)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Raízes


Eu vomitei.
Mas enfiei o dedo na garganta,pois não queria ver mais nada, queria que aquilo saisse logo de mim.
Uma agônia,para me sentir com os pés no chão logo,sentia as pernas bambas,
assim como as lágrimas saiam quente,feito água de chuveiro que cai no rosto durante o banho relaxando a face, a vontade de urinar de forma relaxada,me deu de súbito o medo de fazer na roupa.
Levantei cambaleante,pisava flutuantemente,tinha medo de cair,mas parecia que antes do solo duro encontrar-se comigo,eu pairaria no ar.
Em volta tudo anevoado,a visão tava alterada assim como a consciência,uma mistura de cheiros e sensações,era tão intenso,vi as notas musicais em ouro reverberando na sala,senti minha cabeça escancarar e o chacra coronário se expandir,ele se expandiu e ficou do tamanho da sala,e vi que a partir daí minha consciência e meu EU,fazia parte do TODO,porém muitas vezes vi que não fazia parte de nada,porém hoje vi que faço parte efêmeramente do que eu quiser,pois devido a vastidão não posso me fixar.

Meus olhos estavam arregalados,mas tinham coisas que ainda não podia enxergar.

Me deu desespero,e calmaria ao mesmo tempo,o segundo copo forçoso me deu revolta e vontade de chorar,não diria que foi uma bad trip cósmica,pois vi o que tinha que ser visto,senti o que tinha deveria sentir e soube do que deveria saber. O segundo copo,teve que ser dado,mas até hoje não aceitei o modo a qual me induziram. É tão enraigado a insubmissão que mesmo com a consciencia alterada,eu me senti mal.

Foi um laço com os que estavam presentes,depois disso vivemos outros lilas,que devido aos cordões astrais somos ligados mesmo que indiretamente uns aos outros.

Eu enchergava mais de olhos fechados,eu vi o meu rancor personificado,e vi cada ação animada do mesmo. Eu vi minha impaciência e vi minha necessidade de compreender mais aquilo que ainda não era maduro. Vi o que teria que abandonar,o que eu iria perder,vi o que tanto amava me mostrando sua estada passageira e minha vida,e vi a minha dúctil não aceitação. Depois quase morri para ver que se insistisse não teria volta.

Me senti um lixo,me senti iluminada,me senti nêutra,me senti ausente,me senti presente,me senti dourada e me senti negra.

Já me senti inútil muitas vezes,feia ,geralmente,mas nunca havia visto e sentido que não sou parte de nada e de ninguém.

Até hoje para mim é uma incógnita,porém o que nunca deixará de ser evidente é o arrepio quando me lembro do gosto.



Äpathie Dread

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ὀδυσσεύς


Você já deve ter se apaixonado por alguém,

mas tu vistes necessidade de toca-lo(la)?

Me apaixonei novamente pela alma de um indíviduo,

é tão intenso que não o toco,

sempre que conversamos a perder a noção do tempo,

eu sempre me mantenho no meu limite de espaço,

aquele momento...

... onde expomos o que há mais de profundo em nós,

nossa visão do mundo,

nossa busca,

nossas especulações,

nossos desabafos de coisas que nos desacatam,

a agradbilidade de falar com quem nos entendem,

ou pelo menos respeita,

você começa a mergulhar enrgeticamente no ser,onde,

EU particularmente dividida com a necessidade matérial,

de tocar ,abraçar me banhar naquele mar em forma humana,

me travo,pois já astralmente estou fazendo tudo isso,

e se eu perdesse o foco tocando-o,

saboreando na matéria,

me despersaria na essência,

e voltaria novamente ao apego e condicionamento da matéria,

de que temos que tocar para sentir,

mas percebi que posso sentir com a alma,

amar com o meu olhar,

acariciar com o meu sorriso,

e beijar com o meu coração.



Äpathie Dread

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Cidadão(a) Série:78611Z14XF4


Hoje trabalho em uma empresa de grande porte,onde somos cercados por máquinas para efetuar os procedimentos,onde temos scripts para atendimento como se fossemos programas padrões,se gaguejar,tossir,espirrar,esquecer,leva ERRO FATAL.

Moldados,quadradinhos,medida por medida,tomei o quadrado como exemplo,pois são peças que podem ser empilhadas,encaixadas e me dá uma idéia de ordem,organização. Para nos comunicarmos hoje em dia,usamos máquinas,sistemas,canais de relacionamentos,programas onde com um microfone podemos falar com pessoas através do computador mesmo que esteja em outro continente,sistemas onde há comunidades onde pessoas de gostos em comum,idéias ,formam grupos e debatem sobre,isso tudo por meio virtual,sistema onde criamos códigos de acesso,de indentificação,de controle,de rastreamento,chip,códigos de barras,comandos,comandos,COMANDOS,COMANDOS e COMANDOS.

Seu dinheiro tem rastro,sua conta tem seus dados,aonde quer que se movimente,eles saberão.

Vicios,comidas tóxicas onde você come compulsivamente sem saber o real gosto daquilo,sem parar para pensar porquê está descendo aquilo em sua garganta,fome voraz de nada,necessidades falsas de materiais que podemos viver sem,trabalho árduo para obte-lo,desfrute em prazo curto,pois quebrou e está fora da garantia,mais trabalho árduo,cansaço,e menos tempo para desfrutar,no final nunca pode REALMENTE gozar do presente.
Animais envenenados,assassinato,loucura,tragédias e conformismo,mas se tudo tem dois polos,aonde está o positivo? Na televisão que não é.
Doenças,vacinas ,cobaias,virús.
Duvidas? Olha então seu braço direito a marca de nossos senhores,a indentificação de nosso bando,aquela picadinha que tomamos quando criança que disseram que era para nos imunizar.
Somos gados.

Falsas ilusões,falsos deuses,falsas esperanças,fé: Um combústivel para se manter em pé e contribuindo para este ciclo,para que um dia tenha uma suprema glória,suprema realização,que seu deus se revele e olhe por ti. Mas quando? Muitos morreram sem saber e sem ver.

Santos de barro,imagens de papel,meditações,canalizações mentais,busca,busca,joelhos inchados,cabeças doloridas,coração aflito,ilusão,busca,busca,o que encontrou,milagres ou uma não aceitação de que tudo que obteve foi as custas do PRÓPRIO suor?

Seu nome não vale nada se não tiver rg e cpf em mãos ,os números ,a prova que somos apenas os digitos estampados na carteirinha retangular de plástico ou papel.

Fome,seca,pobreza,na mãos dá para contar quantos mandam no dinheiro,quem são os donos do jogo,onde 1% de seus lucros mataria a fome do planeta.Campanhas,ONGS,grupos,galgando por algo onde em uma tacada teria a resolução.

Pense,tu achas que é átoa que o ensino público é limitado?

E quem tem o dinheiro pode ter acesso a mais?

Porém ainda são farelos,pois os donos do dinheiro,os donos da riqueza dão para contar em nossos dedos.

A tecnologia que nos passam é retardada,pois a superior é eles que possuem,ouro de tolo.

Apocalipse,2012,Volta de Cristo.

Não acredito mais em nada,porém às vezes creio em tudo.

Sou uma máquina,sou um ser,o que sou?

Um ciclo? Parte de um?

O que sou?

Um objeto?

Um bicho?

Um Lixo?

Uma solução?

O que sou?

Me fazem crer todos os dias que sou uma cidadã Série:78611Z14XF4.

Mas algo em mim se opõe.


Äpathie Dread


domingo, 10 de janeiro de 2010

"S"


Me derramando em você novamente,

curvas em "S" formam-se em seus cabelos.

O contraste entre o fundo branco,

e o escuro de seus fios,

deslizando em minhas costas nuas me dá calafrio.

A boca quente pulsante,

suga toda a história do meu sangue.

Sinto o vapor,

de seus lábios cheios de calor.

Tremo,

mas persisto,

pois não temo.

Estou ciente do perigo que estou passando,

em seus braços que já estão me carregando.

Me jogo no seu coração fundo,

junto a um orgasmo profundo.



Äpathie Dread




Ps: Samael,um pecado que instiga. Meu anjo,meu lobo.
Ler ouvindo:Wolf Moon-Type o Negative