segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Aos progenitores e a psicologa


O pior medo é de roubarem meu amor,

sequestra-lo e leva-lo para longe de mim.

Hoje ele hiberna,e amanhã?

Só Deus por mim?



Trabalhar com o menino a ausência da namorada,

SUposta ou IMposta decisão amaternada?

Os livros que mandei,as cartas e desenhos na enfermaria,

apaternada loucura que consente a patifaria.



Um lá dentro e outro aqui fora,

Morre depois ou agora?

Meu coração está lá dentro,

E teu peito aqui fora.


Junte agora!!!!!!



Amor meu amor,anjo Querubin.

Nunca vou desfragmenta-lo de mim.

Por você meu donzelo fui até o pico do Jaraguá,

só mesmo forsosamente da de Suzano não poderia estar.


Amor meu amor,anjo Querubin,

Não mates seu amor por mim.

Paciencia estou aprendendo,me afogando ao me agitar

Nunca irei por eu mesma te abandonar.



O que conclui-se por fim Serafim?


Que por" Affection" está manipulando a mando e por dim-dim.





Äpathie Dread

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O pote de açúcar


Ela é muito esperta,

Só colocou ele nessa para dividir não só as lamúrias como as despesas.
Porquê anteriomente,nem um butijão de gás.
Antes não queria nem vê-lo,trocas de injúrias? Só virtualmente por favor!


Torcia o nariz um para o outro,pensavam:


O que eu tinha visto em ti,ó loucura hormonal! A biologia nos põe em cada encrenca!


O pequeno que veio sem aviso,sempre não agradando às espectativas,mostrava ter uma personalidade só dele,solta,sonhadora,risonha,porém às vezes quando acordava em meios aos gritos dos seus concebedores,punha-se a brigar e criava-se a mudinha de revolta.

Começou cedo no carrocel dos desvairio adulto,reservado já estava seu lugar desde criança.


E o pote de açúcar sempre lá ao alto,inalcansável ao destraidos,que só entravam na cozinha para comer e sair com pressa,para se ocupar de outros afazeres.



O pequeno de luz,deu trabalho depois de velho.


Confinamento nele!!!


Sou livre agora,só tenho 36 anos,tenho que aproveitar minha vida oras. Trabalho mais de 8 horas, sou "workaholic" ,por este termo interessante abro mão da minha vida social .Entre as "livraiadas" e revistas que leio sem compreender o lexico,compensa no status para ser "cult",o resto é "bullshit".



E eu que só tenho 40,sofri demais,agora é hora de pensar só em mim,de vez em nunca dar um agrado ao meu novo pequeno favorito,o outro tem personalidade demais,não quero mexer com bomba.



E ele lá,descabelado,imcompreendido,com analises cientificamente debiloides,rotulando tortamente seus sentimentos.


E a mulher que o ama?


Aqui fora,mandando sinal de fumaça,fazendo mensagens com aviões no céu,soltando flores do alto de balão,enquanto o distraem num showzinho de marionetes de meia furadas,ou um jogo de xadrez onde ele não se encaixa em nenhuma peça.



Afeição. Era o nome do matadouro de almas.


Que paradoxo.



Äpathie Dread

domingo, 21 de dezembro de 2008

Castrado


Como eu posso falar de coisas boas e positivas,se me impedem de ver quem eu amo?

Desculpe-me,mas hoje não consigo parar de vômitar. Os cantos da casa estão sujos,minhas roupas e meu sofá. Não dá para segurar,esta falta de higiene que eu causara,não foi por desleixo.

São impedimentos de locomoção,para chegar até o vaso. Não consigo esticar nem a mão para pegar um saco.

Então,como eu posso falar de coisas boas e construtivas,se me impedem de ver quem eu amo?

Estás tu tão longe em cárcere,com a cabeça confusa de drogas. Que droga!

Coxa furada,sequelas de sentimentos reprimidos. Com saudades e necessidades de afago que tiveram que descer goela abaixo.

E em cada comprimido,em cada ponta de agulha,microscopicamente está escrito:


Engula o choro!!!



Temos que ser robôs,ou seremos julgados como loucos e doentes?

Tudo poderia ter sido impedido com um maternal/paternal abraço. Um abraço de 3 ou mais.

Um abraço na alma,não só na matéria. Uma compreensão a fundo,uma resolução com amor.

Contar os móveis,pratos,ármarios,violões,quebrados,não faz curar a dor. E cárcere também não.


Eu lhe digo meu amor:


Nunca engula o choro!!!



Estou esperando,para te embalar no colo,esquentar sua alma e ajudar você a entender seu coração.


Mas enquanto te espero,estou puta!!Fula!!! Triste!!Doente!!! Incrédula!!!Revoltaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaada!!! Por não me deixarem te ver,nunca falam na minha cara,pois estes covardes preferem deixar subentendido. E inFelizmente sou boa entendedora.



Äpathie Dread

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Quem sabe eu seja livre.


Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh


E hoje inicio tudo com um berro. Um vômito sonoro e ensurdecedor.
Contra regras de todas as coêrencias e razões.
Só quero hoje satisfazer a vontade de desatar este nó em minha garganta.
Vontade IMENSA de ser eu.
Intenso
Solto
Boca aberta
Coração
Puro sentimento

Rasgo minhas roupas e me jogo ao chão,contorço-me e distorço-me.
Não faço sentindo algum a mim mesma. Mas enquanto eu me descompasso ,vejos vultos de todos que já se foram um dia,pego em suas mão fazemos uma ciranda em volta de nossa dor.
Meu corpo é vermelho como sangue, vermelho que nem homem branco quando fica com raiva.
Eu falo tudo que penso ,tudo que quero.Minha lingua é bifurcada quando me provocam.

Meu pensamento é torto. Vejo inúmeros ângulos em meu raciocinio. Querem me domar,me fazer padrão.
Mas brigo para ser eu,me respeitarem,mas acabo sendo EU assim. Mas um dia eles se cansarão de mim. E...
Quem sabe eu seja livre.


Äpathie Dread

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Santa puta (Lásciva)


Hoje me lembrei dela.
Sem raiva.
Apenas me lembrei.



Hoje, para mim ela desceu do palco das atenções, dado apenas às divindades de "Sôdoma", somente para virar humana. Nem que fosse só por hoje.
Só pra fazer um ato de justiça.
Com a esperança única de no final dos tempos,não ter o corpo queimado e soterrado quando for destruido o "Bordel de la vie",ilusão,de la vie.



Äpathie Dread

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Cru


Hj eu acordei niilista.

E tirei tods as doutrinas cintilantes,de brocal e púrpurina,de minhas paredes e do meu corpo.

Alonguei meus músculos,estiquei-os além do normal.Me senti viva, e vi que "Deus" tinha morrido.

Meus Deus! "Deus" morreu!

Nada mais faz sentido.Para que vou ostentar a fixação de que há alguém sobre mim,sobre nós? Cansei desta necessidade carente de me sentir inferior,só para não me expandir,e ver a verdade nua e crua de peito aberto.Deus não existe,aliás Deus existe,creio que Deus somos nós mesmos,o Deus inalcansável e grandioso,é tudo criação do homem.

Buda,Jah,Krishna,Alah,Jeová etc. São só personificações do amor.Pois o amor é "Deus".E eles apenas chegaram no estágio real.O que nós vivemos são etapas,o que somos é parte da mesma,o ser humano.O verdadadeiro objetivo é ser amor,ser "Deus".E que todos nós ao alcançar , entender o que é amor e exercer amor,mentalmente ,corporalmente e espiritualmente seremos "Deus",pois somos sua imagem e semelhança ou seja nós mesmos.Só que não sabemos e estamos estagnados.Temos que transceder e transmutar.Nunca estamos sós,aonde há amor na sua forma real há sentindo de ser. Enquanto não somos amor,não vejo definição melhor do que nos rotular-mos como nada.Pois há falso ego,paixão-que é ilusão,pois acaba,e o amor é eterno e pleno-há solidão,inveja,preocupação,vaidade entre outros sentimentos mundanos e humanos.Onde você nunca se encontra e se esconde atrás de santos,dogmas,regras,falsos desapegos e auto-perdição.

Onde o fato de crer em Deus como algo superior é uma necesidade carente de acolhimento.



Äpathie Dread

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Deus no bordel


Aquele infortúnio do bar ao lado,risadas vúlgares,vulvas na boca,falos nas línguas,uma mistura de girias sotaques,e falas,falas vúlvarianas e falática.De lá sai um cabra.Cospe lá fora entre os dentes, a cachaça,a água ardente,lembrança do sertão,da terra,de homens valentes,personangens misticos,povo sofrido.Cospe junto a ignorância.

Ela ria,se chacoalhava balançava os cabelos de forma frenética,sua gaganta forte entonavam som de trovão,de gralha,de água saindo da fonte.Mas forçava dissimular entonando lá do fundo a fala vúlvariana.

- Sou rameira,mulher da vida,prostituta e piranha.Confiei meu amor quando menina,a um menino.

E se remechia ao falar,gesticulando suavemente a boca de batom vermeho,e olhando para o céu com seus olhos de jabuticaba.

-Era menina,sonhadora,entreguei meu coração sem pensar duas vezes.Mas a mãe do rapaz mandigueira que só,mudou minha sorte com ele no astral,pois o que sai do bucho depois de 9 mêses ainda é teu,e da para reger.

-Ele me amava,dava regalo,beijo,e me chamava de meu bem querer.Era menino novo,carregava um sofrimento de familia, junto, trazia no espirito o desvairio dos cegos no paraiso de Deus,não podia ver e contemplar a beleza do puro.


E fechava a mão com força,reforçando o queixo.


-Só lembro que afastaram nós,hj não sei qu destino tem ele,só sei que virei puta. Meu corpo é aberto para quem quiser chegar,não me do mais por amor,pois não acredito mais,me dô agora só por dinheiro.Pois é ele que paga minhas contas,me leva para passear,garante minha dormida e minhas refeições.

- Homem pra que? Para te chamar de piranha de graça? Não ,comigo não meu bem.Eu sou cara,por que sou exclusividade.

E olhava de rabo de olho,atrás d seus longos cílios preto,com a mão na cintura para cada homem do bar que a contemplava.Falou suavemente,com sua lingua de Naga:

-Pois nenhum destes homens terá o meu coração.



Äpathie Dread