
Aquele infortúnio do bar ao lado,risadas vúlgares,vulvas na boca,falos nas línguas,uma mistura de girias sotaques,e falas,falas vúlvarianas e falática.De lá sai um cabra.Cospe lá fora entre os dentes, a cachaça,a água ardente,lembrança do sertão,da terra,de homens valentes,personangens misticos,povo sofrido.Cospe junto a ignorância.
Ela ria,se chacoalhava balançava os cabelos de forma frenética,sua gaganta forte entonavam som de trovão,de gralha,de água saindo da fonte.Mas forçava dissimular entonando lá do fundo a fala vúlvariana.
- Sou rameira,mulher da vida,prostituta e piranha.Confiei meu amor quando menina,a um menino.
E se remechia ao falar,gesticulando suavemente a boca de batom vermeho,e olhando para o céu com seus olhos de jabuticaba.
-Era menina,sonhadora,entreguei meu coração sem pensar duas vezes.Mas a mãe do rapaz mandigueira que só,mudou minha sorte com ele no astral,pois o que sai do bucho depois de 9 mêses ainda é teu,e da para reger.
-Ele me amava,dava regalo,beijo,e me chamava de meu bem querer.Era menino novo,carregava um sofrimento de familia, junto, trazia no espirito o desvairio dos cegos no paraiso de Deus,não podia ver e contemplar a beleza do puro.
E fechava a mão com força,reforçando o queixo.
-Só lembro que afastaram nós,hj não sei qu destino tem ele,só sei que virei puta. Meu corpo é aberto para quem quiser chegar,não me do mais por amor,pois não acredito mais,me dô agora só por dinheiro.Pois é ele que paga minhas contas,me leva para passear,garante minha dormida e minhas refeições.
- Homem pra que? Para te chamar de piranha de graça? Não ,comigo não meu bem.Eu sou cara,por que sou exclusividade.
E olhava de rabo de olho,atrás d seus longos cílios preto,com a mão na cintura para cada homem do bar que a contemplava.Falou suavemente,com sua lingua de Naga:
-Pois nenhum destes homens terá o meu coração.
Äpathie Dread