sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Samael


Das sombras resurge o resguardado,
do seu manto cobre uma bela face onde mergulho em um mar de aneis de Saturno,
Doce,não é açúcar,porém refinado e delicado,
Educado,
de bom grado.
Vi,que de sua melancolia angelical aspira cavalheirismo dos que beijam a mão,
sabe desenhar o universo através das estrelas,
decifraria minha mente através da lua.
Apreciador,onde sensivelmente com bom gosto capta do mais elevado grau os sussuros convertidos em arte.

Sensorialmente de sua mãos ,dos chackras afloram a cura,derrama em essência pura envolvendo

como escudo minha alma,fazendo-me mulher,acalentando meu sussego em leve desapego,sem o velho medo de ser.
Sereno,não frio,acreditaria que sua boca é quente,
vejo um fogo coloridamente espiralado de seus olhos ardentes,
dos meus ,fechados,sinto sua presença em alma ardente,

onde,
jogo-me de costas sabendo que não tem volta,mas sem me machucar.
Como és anjo,tens asas e saberia me salvar.



Äpathie Dread

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Apelos de uma lagarta


01:13,logo menos terei de levantar para ir trabalhar.

Entro as 07:00 e saio as 13:00.Estou começando a entrar numa rotina cansativa e que não me levará a nada além da escassez de vitalidade,pois já chego do serviço e vou dormir de tão cansada e sugada que sou,e olhe que ainda não faço tanto quanto os outros.

Mas a idéia de possuir patrão já me desgasta,a idéia de que tenho que trabalhar para pagar contas, alimento e vestimenta,me aniquila.

Como haviamos falado aquele dia Samael,exatamente como tu havia citado: " A terra dos fornece tudo,cabe a nós desfrutar e preservar",dizestes isso em outras palavras,enfim,transcrevo a essência que pegastes em minh'alma.

É frustrante saber que temos tudo de belo,e somos escravos de algo e alguém,escravos de um sistema egóico,que diz ser em favor à melhoria de uma nação,de um (seleto) grupo,sendo que o próposito é dar conforto a apenas para poucos privilegiados,onde se encabeçam entre si,sendo que na verdade somente UM quer ter as rédeas para si só,onde uma grande população,milhares de térráqueos(anmais,plantas,e etc),se dispõem ao seu ego malignamente destruidor,de uma criança gigantesca com uma lupa enorme na mão que com o sol de sua vontade horrenda e avassaladora,nos queima com sua lupa gigante.

Quero só viver,ter uma vida simples e farta,pois a terra é farta dá de tudo para todos,a todos aqueles que souberem cultiva-la com amor,mas neste mundo onde humanos se tornam vermes corrosivos,se assemelhando a câncer ,às vezes me bate uma incredulidade de amor.
Me sinto a cada dia um bicho da terra sendo condicionado a ser uma peça inorgânica de uma máquina gigante de fazer dinheiro. Abastecida com vida,sonhos,liberdade,jovialidade,força,amor de todos os seres,onde nas ruas,no cotidiano nos deparamos com meros zumbis.



Äpathie Dread

Pistas em braille (Gusthaf)


Entendedor de minhas sâncices criptografadas,desvendador dos meus apelos ao mundo em código morse.

De ouro?

De carne,de espirito expansivo incabível deste diminuto corpo humano,onde dos prolongamentos dos músculos,doem no âmago do peito com necessidade de transmutar a loucura e caos incoêrente de uma vida a-normalmente imposta pela "sociedade".

Não é tão perfeito ,

é único e distinto comparado a padrões de merda ,cagadas,fédidas e embrulhadas em um papel vagabundo a laço,estampando as coisas pútridamente almejada aos iludidos desta vida fácil e prostituta de insensibilidade,

do contrário desta bomba de pelúcia mundana,é unicamente puéril e real,como um diamante em estalagmite em uma enorme gruta escura,

onde ao deparar com teu ofuscante brilho cega-me,sublimando meu medo,expulsando-o dali,me embalando em sua luz solidificando a coragem que há no fundo de mim.

Tateando em minha cegueira,no escuro deste vasto mundo de fogo estelar,

em braille encontrei a ti.



Äpathie Dread.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Infecção débilmente afônica


O que há de pior em mim?

Minha boca,da qual saem coisas constrangedoras,e indizíveis.Tenho através dela,detruido.

Hj quase chorei,mas não saiu, agora estou com um alivio de certa forma de sentir minhas palpebras dormentes e caidas como se tivesse chorado,porém há algo no âmago para sair. Odeio,sentir ódio,pois me inflama,e desta inflamação purula a alma,e expremer para limpar e cicatrizar dói. A raiva coprimida e atômicamente intensa ,me faz reprimir a vontade de colocar tudo o mundo abaixo e engolir a seco com uma colher em brasa. Onde tenho de segurar a expressão agoniante,e aguentar as bolhas subirem na lingua.Seria um problema eu falar o que sinto,enquanto um mundo inteiro me esconde coisas básicas a qual,necessito saber?

Um amigo disse que é uma merda querer chorar e não conseguir,é a mesma coisa que estar apertado para ir ao banheiro e não sair nada . Logo complementei a ele, que não,a melhor metáfora seria que pior é estar apertado,ir ao banheiro tentar se aliviar,e descobrir que está com uma puta infecção urinária.

Ambos odiamos não conseguir chorar para se aliviar,e é lacinante infecção "urinária" na uretra da alma.




Äpathie Dread

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Solíloquio


A sinceridade hoje em dia tem seu preço.

Desabafo então ,nem se fala.

No cotidiano as pessoas estão mais habituadas a perguntarem umas as outras formalmente se estão bem :"Oie ,tudo bem?",aguardando uma resposta mecânica de " Estou sim e você?" ou "Estou sim obrigado",do que com um real interesse sobre o estado da pessoa. Tudo tão mecânico e ensaiado,típico da sociedade do século XXI.

Às vezes,como agora mesmo no msn com uma amiga ao perguntar-me : "Oie,tudo bem", logo respondi : " Mais ou menos,estou cansada e estressada",e ela logo " O que anda fazendo?" e eu "Trabalhando e me cansando com as pessoas."Simples assim,não vou responder o típico "Ah sim estou bem e você?",enquanto o diabo dentro de mim mexe o caldeirão do inferno,prestes a ferver.

Você deve estar pensando,mais que raios de ser mais irritado e reclamão. Não é isso,todo mundo tem seu dia,ou dias de stress,ou de saco cheio.E ando ultimamente com muita coisa acumulada na garganta,se coloco para fora sou a chata,a purgante,se engulo e fico quieta,sou a bestamente passiva,ou seja, para mim uma simples cabeça de vaso sanitário onde muitos querem cagar em cima.

Ultimamente estou falando com poucos bons entendedores,porém o que está causando efeito,às vezes não por opção,é falar comigo mesma,pois a galera só querem ouvir coisas boas,e como humana tenho também meu lado com dias ruins,porém verdadeiros. Começando pelo sincero "Não estou bem obrigado e vc?".
Mas aonde entra o Solíloquo?
O simples fato de você estar no fundo falando sozinho,pois com estas perguntas formais e sem interesse,você acaba não sendo realmente ouvido e atendido pela sua resposta.




Ps: Meus textos estão uma bosta,pois sem preocupação de estética e coêrencia,é apenas desabafo,entenda como quiser. Estou naqueles dias onde a gente toca o foda-se para tudo.










Äpathie Dread

domingo, 4 de outubro de 2009

Eco no deserto descrito em um guardanapo de bar com a marca de um batom de um anônimo de perfume instigante


Não,não acredito que mais uma vez pude ter sido tão burra.

Pego desta adaga e opto por degolar minhas espectativas.

Não as crie,elas são ervas daninha que enchem de chaga a sua paz.

Meu próprio feito,um mal feito infernal.

Depositar algo,esperar de alguém algo que acredita que fornecerá é uma das piores burrices.

Não me catives mais,pois tu não és responsavel para manter.

Porquê filho de uma égua,porque falastes tantas coisas belas a mim?

Onde destas palavras doces,não posso nem encostar meu dedo indicador,para pegar do pouco e colocar em minha boca para provar. Atiça a minha fome avassaladora de amor,de ser amada,mas não a sacia.

Do platônismo vi que nesta estante meu braço nunca haverá de alcançar o que tens ali no alto.

Fico estacada ao chão,obsevando e contemplando deste brilho e júbilo que enchem meus olhos fazendo com que tenha necessidade de levitar ,fisicamente uma improvável condição.

Ó não me cutuque ,se não podes presenciar as minhas reações.

Não me faça cócegas se me impossibilita de deixa-lo ver-me rir e não me conquistes se não podes me manter.

Pois isso é como ecos no deserto,onde iludo-me com vozes,que acredito com espectativa ser de alguém pronto para me embalar,mas não,é somente a minha,e sempre estarei lá sozinha sem a presença de ninguém,onde da migalha criou colossalmente algo encantador em minha mente aberta a obtê-lo,e em seguida a decepção.




Ps: Novamente com a filha da puta da espectativa estilhaçada em minha frente. Por favor não se choque,pois desci do salto e quero falar meus palavrões e xingar,pois odeio estar nutrindo algo por alguém que não se comprometerá a ter algo comigo,mas ainda insiste em me cativar.Entretanto se quiser se abalar,se abale ,que se foda,eu falo mesmo.Mas é uma porra ,um caralho de ciclo dos infernos. Definitivamente vi que não sirvo pra ninguém. E quero que se foda! Por hoje deixo a baixeza de minha revolta verdadeiramente humana e mundana se manifestar: "Vai tomar no cu e nem venha com idéia,hoje não tem lirismo pra tu não"


Äpathie Dread

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Lata de lixo ambulante


Hoje mais uma vez fiquei impressionada com a gulodice de muitas pessoas.
A empresa onde eu trabalho comemorou 4 anos que um certo cliente faz parte de nossas dependências,devido a isso teve "festa".Como todo mundo sem criatividade só confraterniza comendo,esta festa não poderia ficar para trás.
Festa de empresa,ai que ridículo,não gosto,trabalho numa empresa por fins financeiros, por infelizmente viver num planeta que não se pode fazer nada sem dinheiro,seja direta(você bancando) ou indireta( pais,ou conhecidos bancando),ou seja TUDO vai dinheiro,pode-se lá ter uns meios aleatórios,mas uma hora ou outra nem que seja para comer em um lugar que não fornece alimento direto da terra,na hora da pressa e do fácil acesso, nem que seja um breve sanduiche natural da rodoviária onde tu está rumo a sua sonhada viajem mochileira.Mas isso não vem ao caso agora,o foco é a gulodice das pessoas.
Como adepta do veganismo,após 4 anos seguindo o vegetarianismo passando por etapas,ovo-lacto-vegetariana,lacto-vegetariana,e agora vegan,logo vi a limitação da coisa após conviver com uma bando de carnivoros insaciáveis,e por não dispor após o desapego a ânsia para comer todo aquele conjunto de sofrimento enfeitado de coisa "apresentável".Logo vieram as piadas: "O que você irá comer?"," Tira o salame e come o pão", "Pode comer o ovo é orgânico"," Come e depois peça perdão a sei lá quem que você segue","Você é vegana?" ," Você vive de ar?" "Você come o que?",e por ai vai! Teve uma hora que eu ignorava,pois após anos de exercícios para alongar minha paciência,que ela é longa,mas com o cotidiano e com tanta bobeiragem ela se torna tão curta,que virei o rosto para não me afetar,poxa já eram 13:15,saio as 13:00,adiantaram a nossa saída de nossos postos de trabalho para a "festa" ,mas mesmo assim ultrapassou meu limite de permanência dentro da empresa,pois particularmente 1 minuto além ,começo a sofrear contra-efeito.
Ao entrar na saleta ,havia lá: Sanduíches "naturais"de queijo,salame e presunto,um bolo com ovo e leite,sucos(ainda bem),refrigerantes,coxinha de frango,empada de frango. Nada comestível para mim,tomei só o suco.
Via como as pessoas ficavam afoitas,comiam sem ver(literamente)o que colocavam na boca,não analisavam,apenas davam 3 mastigadas e engoliam,sabe, constatei que não é exagero ou coisa de desenho animado não,a gula deixa as pessoas com os olhos levemente arregalados enquanto se empanturram de "comida". Enquanto isso,eu lá,encostada na parede com o copo de suco na mão,vendo o povo mastigar de boca aberta e falar de boca cheia. Eles achando que eram gente confraternizando,e eu apenas os vendo como latas de lixo ambulante onde tudo caia dentro,quase tão natural e mecânico eu imaginava pisando em seus pés,eles abrindo as bocas e eu jogando algo dentro. Após ver este espetáculo agoniante,sai à francesa,indo para casa onde saberia exatamente o que estaria comendo e que não houve nenhum derramamento de sangue para isso.


Äpathie Dread.